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segunda-feira, 4 de julho de 2011

Cresce a audiência dos breaks nos EUA

A média de espectadores da progrmaação televisiva continua caindo, mas os anunciantes observam um crescimento no índice dos comerciais


Estariam os comerciais se tornando mais atraentes para um grupo seleto de viciados em TV? Embora o número de telespectadores, em geral, continue em queda, os compradores de mídia pesquisados por Advertising Age acreditam que, sabendo escolher os programas e horários certos, é possível atingir certos nichos nos quais se projeta um aumento da audiência dos anúncios.

Por exemplo, na ABC, na segunda-feira à noite, espera-se uma subida com relação às estimativas do ano passado na audiência dos comerciais de “Dancing With the Stars", “Castle” e "The Bachelor”, que entra no horário no meio da temporada. O mesmo deve ocorrer na quarta-feira, com "The Middle” e “Modern Family”. Na CBS, prevê-se um aumento em "Blue Bloods”, na sexta-feira, bem como nas duas primeiras horas do sábado à noite, com a exibição de episódios inéditos de “Rules of Engagement” às 20h00.

Na rede The CW, na qual, normalmente, se observam os menores índices da TV aberta, “Supernatural” está, a duras penas, conseguindo uma pequena elevação na sexta-feira. Acredita-se que "The X Factor", da Fox, venha a ter um impacto positivo nos programas exibidos na sequencia. "Glee” também deve registrar uma melhora.

Até mesmo a NBC, cujos números vêm dando o que falar há anos, está embarcando na onda. Nesta temporada, preveem-se melhores índices para os comerciais do campeão da rede, “Sunday Night Football”, sempre atraente para quem gosta de jogos ao vivo. Além disso, como "Harry’s Law” entrará no lugar de "Law & Order:SVU”, deve haver um aumento da audiência de comerciais, segundo constatou a pesquisa da Ad Age. O "Aprendiz”, de Donald Trump, também deve registrar uma elevação.

O levantamento baseou-se na média das projeções para o quarto e o primeiro trimestres fornecidas por três grandes agências de compra de mídia. O índice C3, da audiência dos comerciais, mede o número dos que realmente veem aos intervalos de um determinado programa, sem pulá-los na gravação com DVR ou mudar de canal. Os espectadores que assistem aos anúncios ao vivo ou até três dias após sua exibição são incluídos no índice. Desde o início da temporada 2007-2008, as negociações de mídia são baseadas no C3, em vez dos índices tradicionais, cujo foco é o programa como um todo.

No entanto, os destaques acima não chegam a reverter uma tendência contínua de uma queda da audiência. As projeções dos compradores de anúncios para a temporada 2010-2011, há pouco encerrada, eram de 7,57 para “Two and a Half Men”, da CBS; 7,34 para “Grey’s Anatomy”, da ABC; e 4,96 para “Biggest Loser”, da NBC. Para o próximo ciclo, as estimativas de C3 para esses mesmos programas são de 6,63, 5,96 e 3,71 respectivamente. No momento, cada ponto corresponde a cerca de 1,15 milhão de lares.


O que está por trás desse declínio é a dispersão do público devido a todos os tipos de tecnologia de transmissão de vídeo, tais como os dispositivos portáteis, que não permitem uma aferição que possa ser utilizada nas negociações entre os canais de mídia e os anunciantes. Alguns programas até conseguem reverter o quadro ou, pelo menos, ter um desempenho melhor do que o antecessor. O venerável “CSI”, da CBS, atingiu o estágio da maturidade e talvez não consiga mais segurar a audiência de quinta-feira à noite como antes. Contudo, basta colocar a série na quarta-feira no mesmo horário para se ter um ganho sobre “The Defenders”, que não se deu bem no canal no ano passado.

O que ocorre nos bastidores? Os executivos compradores de mídia parecem crer que os profissionais de marketing estejam aumentando as projeções para programas mais recentes que ganharam fôlego na segunda temporada.

Das estreias do próximo outono americano, preveem que “The X Factor” registrará o maior C3, 10,22, no episódio da quarta-feira à noite, na Fox, e 9,64 na quinta-feira à noite, na TV aberta. Só "Sunday Night Football," "Dancing with the Stars" e "American Idol" o superam.

* Do Advertising Age.
** Com tradução de Antonio Carlos Silva

Fonte: Meio e Mensagem

terça-feira, 3 de maio de 2011

A morte de Osama nos meios de comunicação

Por: Redação M&M Online

Após ter amanhecido com a bombástica notícia do assassinato do homem mais procurado do mundo, a mídia impressa nos Estados Unidos dedicou todo seu espaço e capas para noticiar o extermínio daquele que, há uma década, era considerado o principal algoz do pais: Osama Bin Laden.

Por conta do horário em que o presidente Barack Obama discursou - 22h30 hora local de Nova York -, anunciando ao mundo que Bin Laden havia sido capturado e morto pelas tropas dos Estados Unidos, praticamente todos os jornais (de todos os distritos) dos Estados Unidos tiveram tempo para preparar capas bem chamativas, com grande destaque para a foto do ex-líder da Al-Qaeda e textos curtos – alguns com apenas uma palavra – que exprimiam a vitória do País contra o inimigo.

As frases “Bin Laden killed” e “USA kills Bin Laden” dominaram as capas dos principais jornais dos Estados Unidos. Alguns, como o Arizona Daily Star e o The Bakersfield Californian, foram mais ufanistas, destacando uma das frases do presidente norte-americano: “Justice has been done” (a justiça foi feita). Em todo o país, mais de uma centena de capa de jornais (de grande e menor circulação) deram espaço para a notícia.
As capas dos jornais norte-americanos desta segunda-feira 2 podem ser conferidas na seção “Today’s Front Pages” do site Newseum , especializado na cobertura da mídia naquele país (clique aqui para ver)

Brasil

Por conta do avançado horário – passavam de 23h45 quando a notícia começou a repercutir na internet e se iniciaram as exibições nos canais internacionais da TV por assinatura -, a maioria dos jornais brasileiros já estava com suas primeiras páginas fechadas e em fase adiantada de impressão nas gráficas, sendo possível aos mais tecnicamente capazes incluir a nova notícia em partes dos exemplares da tiragem.
Na televisão, o programa Manhattan Connection, da GloboNews, quase ao final teve sua transmissão interrompida para a entrada do plantão.

No entanto, na TV aberta, só após quase meia hora, mais precisamente às 0h27, a Rede Globo interrompeu a exibição do longa “A Rocha” e entrou com o plantão ao vivo, trazendo de volta à tela a dupla de apresentadores do Fantástico, Patricia Poeta e Zeca Camargo.

A esta altura, os grandes portais de notícias nacionais já estampavam na sua home a notícia.

Minutos depois, o pronunciamento do presidente Barack Obama foi transmitido pela Globo e Globonews, ao lado dos canais de notícia internacionais CNN e Fox News.

segunda-feira, 4 de abril de 2011

A estratégia de Obama junto ao Google e ao Facebook

Por Alexandre Matias

Há trinta anos não poderíamos saber que algo chamado ‘internet’ nos levaria a uma revolução econômica. O que podemos fazer agora – o que os EUA fazem melhor do que qualquer um – é instigar a criatividade e a imaginação de nossa gente. Colocamos carros nas estradas e computadores nos escritórios”, disse Barack Obama, em janeiro passado, no tradicional discurso Estado da Nação que o presidente norte-americano apresenta no início de ano. “Somos a nação de (Thomas) Edison e dos irmãos Wright; do Google e do Facebook. Nos EUA, a inovação não só muda as nossas vidas. É como nós a vivemos.” E continuou: “Há meio século, quando os soviéticos nos ultrapassaram ao lançar no espaço um satélite chamado Sputnik, não tínhamos ideia que chegaríamos antes deles à Lua. Não existia tal ciência. Nem a Nasa. Mas depois de investir muito em pesquisa e educação, nós não só passamos os soviéticos como lançamos uma nova onda de inovação que criou milhões de novos empregos. Este é o momento Sputnik de nossa geração.”

Ou seja: a corrida espacial do século 21 acontecerá entre nossos computadores e celulares. O discurso de Obama só não diz com todas as letras que a internet é uma invenção norte-americana. Afinal, não é. A rede Arpanet foi sim criada pelo Pentágono e foram as universidades norte-americanas as primeiras a reconhecer naquela rede um objetivo mais prático do que o que deu origem a ela – inventada por militares, servia para salvar informações que pudessem ser destruídas no caso de um ataque inimigo. Mas a rede só se popularizou graças a uma invenção europeia, a World Wide Web.

Mas se Obama não diz literalmente que a internet é americana, ele sublinha que seus principais personagens atuais – Google e Facebook – são. E isso não fica só no discurso, como pode-se perceber no jantar em que o presidente norte-americano recebeu os principais nomes desta indústria (Zuckerberg, Jobs, dois nomes do Google, entre outros) em fevereiro, além da movimentação de executivos entre os dois sites e a Casa Branca.

Uma das principais especulações sobre essa dança das cadeiras, aliás, diz respeito a um dos personagens centrais desta indústria. Eric Schimdt já passou pela Bell, pelo histórico PARC da Xerox, pela Sun e pela Novell, antes de virar CEO do Google e entrar do conselho da Apple. No mesmo mês em que jantou com Obama, anunciou que deixaria o cargo no Google. Mas um rumor que ganhou força durante o mês de março é que ele assumiria o cargo que hoje é de Gary Locke, o secretário de Comércio dos EUA que veio reunir-se com a ministra da Cultura Ana de Hollanda no mês passado, conforme apurou a repórter Tatiana de Mello Dias no Link há duas semanas. Locke assumiria o cargo de embaixador dos EUA na China, cedendo a vaga para Schimdt – que deixa de ser o homem do Google para se tornar o homem do comércio exterior daquele país.

Será esse um novo tipo de imperialismo, em que filmes, discos e livros não precisam ser boicotados? Uma coisa é tentar execrar uma obra, outra coisa é convencer as pessoas a não usar esses dois sites… O problema é que internet não é só Google e Facebook. E como o próprio Obama disse, se Google e Facebook são seu Sputnik, pode ser que alguém reaja a isso com uma nova Nasa para o século digital.

Fonte: Estadão

segunda-feira, 28 de março de 2011

Facebook quer contratar antigo porta-voz da Casa Branca

Redação Estadão

Os responsáveis pelo Facebook estão negociando com o ex-porta-voz da Casa Branca e antigo assessor do presidente Barack Obama, Robert Gibbs, para contratá-lo como chefe do departamento de comunicação da rede social. A informação foi publicada nesta segunda-feira, 28, em uma reportagem do jornal New York Times.

Gibbs, que abandonou seu posto de porta-voz da Casa Branca em fevereiro, teria recebido uma oferta milionária para juntar-se ao Facebook antes de a empresa iniciar sua abertura de capital na bolsa, uma operação esperada para o início de 2012, segundo detalharam fontes anônimas ao jornal nova-iorquino.

O ex-porta-voz deixou o cargo para se tornar assessor de política externa de Obama, de olho na campanha de reeleição do presidente em 2012, depois de se juntar ao setor privado, segundo indicaram as mesmas fontes.

Porém, os responsáveis pelo Facebook estariam pressionando Gibbs para que ele aceite um emprego com salário de “milhões de dólares” e participação nas ações da empresa antes que comece o processo eleitoral do ano que vem.

O cargo oferecido a Gibbs é na sede da empresa, em Palo Alto (Califórnia), e ele teria de trabalhar sob as ordens do vice-presidente de comunicações globais e políticas públicas do Facebook, Elliot Scharge.

Segundo o New York Times, Gibbs teria consultado seus ex-colegas da Casa Branca nas últimas semana sobre a decisão de ir para o Facebook, uma empresa cuja valorização subiu para US$ 60 bilhões com os últimos investimentos.

O jornal também detalha que Gibbs se reuniu recentemente com outras empresas em busca de um emprego no setor privado.

Gibbs foi substituído como porta-voz da Casa Branca em fevereiro pelo jornalista veterano Jay Carney, que antes era o porta-voz do vice-presidente dos Estados Unidos, Joe Biden.

Ao anunciar sua saída, Gibbs declarou que sua renúncia era “um ciclo natural” de cansaço depois de intensos anos no governo e uma adaptação a novas realidades depois que os republicanos se tornaram maioria nas últimas eleições legislativas.

Fonte: Estadão

segunda-feira, 14 de março de 2011

Facebook está se tornando uma das maiores causas de divórcio nos EUA

Por Leonardo Carvalho

Advogados especializados em divórcio nos EUA estão observando um fenômeno interessante: boa parte dos casais que pedem separação estão começando a apontar o Facebook como causa do fim do casamento.

Segundo o jornal The Guardian, mesmo com as taxas de divórcio permanecendo estáveis nos últimos anos, os advogados e acadêmicos especializados em separação começam a apontar o Facebook como principal causa dos problemas de relacionamento que levam ao divórcio. O fenômeno está levando advogados a pedir acesso às páginas dos seus clientes nas redes sociais antes de começar o processo judicial de separação.

Uma pesquisa conduzida pela Academia Americana de Advogados Matrimoniais (AAML, na sigla em inglês), descobriu que de cada cinco advogados, quatro citaram aumento nos casos de pedidos de divórcio causados por redes sociais, com o Facebook à frente.

Um dos fatores causadores de divórcios são as contradições entre o discurso de uma das partes do casal e seu comportamento nas redes sociais. Um exemplo presente entre as estatísticas da AAML é o de pessoas que negam para seus cônjuges que consomem drogas ilícitas, mas na rede social falam abertamente sobre o uso de maconha. Isso pode pesar inclusive na disputa pela guarda dos filhos, segundo o estudo.

Conexões com velhos amigos dos tempos do colégio aliada à fragilidade do casamento atual é outro exemplo de “destruidor de lares” citado por especialistas como o psicólogo e conselheiro matrimonial Dr. Steven Kimmons: “se esse velho conhecido está disponível afetivamente as conexões podem se tornar mais ativas”, diz Kimmons. Mas considerando que o número de pedidos de divórcio continua estável, pode-se inferir que o uso do Facebook – ou qualquer outra rede social - não é a causa do divórcio. Trata-se apenas de um possível agravante em uma relação que já não vai bem.

Um portavoz da rede social diz ser “ridículo sugerir que o Facebook leva ao divórcio”. Para ele, “seja em um casamento ou um divórcio, o Facebook é apenas um meio das pessoas se comunicarem, como cartas, telefonemas ou emails”.

Fonte: MSN

quarta-feira, 23 de fevereiro de 2011

Nielsen: 45% de crescimento do vídeo na web nos EUA

Redação M&M Online

O relatório anual sobre audiência de vídeos na Internet da Nielsen dos Estados Unidos divulgado nesta segunda, 14, mostra que o tempo gasto pelos norte-americanos subiu 45% entre janeiro de 2010 e janeiro de 2011.Neste mesmo período, o número de internautas que acessam vídeos subiu apenas 3%.

A Nielsen reportou 144 milhões de visitantes únicos para os vídeos na internet no ano, o que totaliza 14,5 bilhões de streamings de vídeo, o que está 31,5% acima do ano anterior.

Nos EUA, o YouTube permanece como a marca mais popular para vídeos na internet, com 112,8 milhões de visitantes únicos, seguido pelo Facebook, num distante segundo lugar, com 32,3 milhões de visitantes. A plataforma Vevo chegou à terceira colocação, muito próxima do Facebook, à frente do Yahoo, com 25,5 milhões de visitantes únicos.

O portal de vídeos que apresentou a maior taxa de crescimento foi o MSN/Windows Live/Bing, com 173 milhões de visitantes. O Hulu, portal de conteúdos de vídeos chancelado pelos grandes estúdios, obteve a sexta colocação e o Netflix, serviço de vídeo o-demand pago, vem em seguida, com 7,4 milhões de visitantes únicos.

O Netflix, contudo, se apresenta como o portal de maior engajamento das marcas; nele, cada internauta gasta uma média de 11h08 assistindo a vídeos oferecidos pelo serviço.

Fonte: M&M Online

terça-feira, 25 de janeiro de 2011

Internet supera a televisão como meio mais usado nos EUA

Redação Folha.com

O uso da internet desbancou o da televisão e dos outros meios convencionais nos Estados Unidos, Europa e China, segundo o estudo Digital Life sobre consumo digital entre cerca de 50 mil usuários, de 16 a 60 anos de idade, em 46 países.

A televisão continua sendo o meio mais usado na América Latina, Ásia, Oriente Médio e África, enquanto na Índia o mais utilizado continua sendo o clássico jornal de papel.

Fonte: Folha.com

quinta-feira, 23 de dezembro de 2010

WikiLeaks foi retirado do iTunes por violar normas, diz Apple

Redação Terra

A Apple se juntou ao crescente grupo de empresas norte-americanas que cortaram relações com o WikiLeaks, ao retirar de sua loja online um aplicativo que dava ao usuários acesso ao controverso conteúdo do site e de seu perfil no Twitter por violação de normas de uso.

"Removemos o aplicativo do WikiLeaks de nossa App Store porque ele viola nossas normas para desenvolvedores", disse a Apple em comunicado nesta quarta-feira. "Os aplicativos devem cumprir leis locais e não podem colocar indivíduos ou um grupo em perigo."

Nas últimas semanas, diversas companhias como Amazon.com e Bank of America deixaram de prestar serviços ao WikiLeaks, que incitou a ira do governo dos Estados Unidos ao divulgar milhares de documentos confidenciais norte-americanos.

Ciberativistas têm reagido contra companhias consideradas inimigas do WikiLeaks, atacando sites com o da operadora de cartões Visa. O fundador do WikiLeaks, Julian Assange, foi solto da prisão sob fiança na semana passada no Reino Unido, e luta para evitar sua extradição para a Suécia, onde responde a acusações de crime sexual.

O advogado-geral dos EUA, Eric Holder, disse que considera usar o Ato de Espionagem, além de outras leis, para processar os responsáveis pelo vazamento dos documentos confidencias pelo WikiLeaks. Sob a legislação, é ilegal obter informações sobre defesa nacional com a intenção de prejudicar os EUA.

Fonte: Terra

segunda-feira, 20 de dezembro de 2010

Departamento de Comércio dos EUA quer vigiar privacidade na Web

Por Diane Bartz

Washington - O departamento de Comércio dos Estados Unidos deveria ter um serviço próprio de fiscalização de privacidade e desenvolver códigos de conduta voluntários mais com poder normativo para campanhias de dados e anuciantes que rastreiam as atividades de na Internet, de acordo com um relatório do grupo de trabalho de política de Internet criado pelo departamento.

O relatório divulgado na quinta-feira chega em um momento no qual as pessoas expressam mais preocupação sobre a capacidade das companhias para recolher dados sobre os hábitos pessoais dos usuários da Web e vendê-los a anunciantes.

O secretário do Comércio, Gary Locke, argumentou na quinta-feira que a desconfiança dos consumidores quanto à Internet poderia solapar o uso da tecnologia pelas pessoas. "A autorregulamentação, sem fiscalização mais forte, não basta", disse.

O relatório instou pelo desenvolvimento de uma carta dos direitos de privacidade para oferecer aos usuários da Internet mais informação sobre os dados que as empresas recolhem e a maneira pela qual os empregam. Também apelou por medidas urgentes para tratar de questões de privacidade relacionadas a transferir dados à "nuvem", poderosos servidores controlados por empresas privadas.

A ideia de criar um serviço de defesa da privacidade no Departamento do Comércio, algo que autoridades disseram já estar sendo implementado, sofreu críticas da Consumer Watchdog, uma organização de defesa da privacidade, que disse que esse serviço não concentraria suas atividades nos consumidores.

"Existe um conflito fundamental de interesses na ideia de atribuir as responsabilidades de proteção de privacidade do governo ao Departamento do Comércio", disse John Simpson, especialista em privacidade do grupo, cujos sentimentos foram ecoados por outras organizações.

Peter Swire, professor de Direito na Ohio State University e especialista em privacidade, elogiou o relatório.

"Há uma década falta ao Executivo um líder visível para a questão da privacidade online. As muitas mudanças na Internet e nas práticas comerciais acontecidas nos últimos 10 anos significam que é mais que hora de ter ocupada essa posição de liderança", disse.

Fonte: FNDC

terça-feira, 14 de dezembro de 2010

Popularidade da internet se iguala à da televisão nos EUA

Redação Folha.com

Em um marco histórico, os norte-americanos passam o mesmo tempo conectados à internet e na televisão, segundo um estudo da consultoria Forrest divulgado pelo "Wall Street Journal" na segunda-feira.

Não se deve decretar a morte da TV nos Estados Unidos, contudo. Ambas as atividades agora detêm 13 horas por semana dos norte-americanos.

Em cinco anos, a adesão e uso da internet no país aumentou 121%.

Redes sociais são usadas por 35% dos respondentes da pesquisa, número acima dos 15% em 2007. Outros 18% dizem que leem blogs.

Já os e-mails são os mais populares, com adesão de 92% dos entrevistados.

Fonte: Folha.com

quarta-feira, 1 de dezembro de 2010

WikiLeaks revela espionagem dos EUA sobre a ONU e segredos do Irã

Redação Estadão

SÃO PAULO - O site WikiLeaks divulgou nestes domingo e segunda-feira, 28 e 29, mais de 250 mil documentos diplomáticos secretos dos EUA enviados para mais de 250 embaixadas e consulados americanos em todo o mundo, revelando iniciativas e bastidores polêmicos sobre a política externa de Washington e segredos de outros países.

Os documentos, divulgados pelos jornais The New York Times (EUA), The Guardian (Reino Unido), Le Monde (França), El País (Espanha) e pela revista Der Spiegel (Alemanha), fazem parte do maior vazamento de material diplomático da história e colocam Washington em uma situação delicada. Veja detalhes de quais informações são reveladas e sobre quais nações. Os documentos referentes ao Brasil podem ser acessados neste link.

EUA - Os papéis mostram que a secretária de Estado dos EUA, Hillary Clinton, mandou diplomatas espionarem a liderança da Organização das Nações Unidas (ONU). Entre os alvos estão o secretário-geral da entidade, Ban Ki-moon e representantes de Reino Unido, França, China e Rússia, países com assento permanente do Conselho de Segurança.

Segundo os documentos vazados pelo WikiLeaks, Hillary ordenou que especialistas elaborassem relatórios com detalhes sobre os sistemas de comunicação utilizados pelos principais diplomatas da ONU, incluindo senhas e códigos de segurança usados em redes privadas e comerciais para as contatos oficiais da entidade.

O material vazado ainda revela que diplomatas americanos pressionaram outros países para receber os detidos da prisão em Cuba, e para isso estabeleceram "negociações". Para a Eslovênia, por exemplo, disseram que as lideranças do país só teriam receberiam uma visita do presidente Barack Obama se recebessem um prisioneiro. Para a Bélgica, receber um prisioneiro seria uma "via de baixo custo para obter maior proeminência na Europa".

Irã - Outro ponto citados nos documentos são os repetidos pedidos do rei Abdullah, da Arábia Saudita, às lideranças americanas que atacassem o Irã para acabar com o programa nuclear do país persa.

Os documentos revelam que vários países árabes pressionaram os EUA para um ataque contra as instalações nucleares iranianas e expõem os bastidores das tensões sobre o programa de enriquecimento de urânio mantido pelo presidente Mahmoud Ahmadinejad. As mensagens teriam sido enviadas para embaixadas americanas para todo o Oriente Médio.

A República Islâmica ainda é acusada de ajudar o grupo militante libanês Hezbollah ao usar ambulâncias da organização do Crescente Vermelho para enviar armas aos rebeldes. Além disso, um documento afirma que o supremo líder iraniano, o aiatolá Ali Khamenei, está com câncer e em estado terminal

O WikiLeaks também revelou que o Irã obteve um sofisticado sistema de mísseis capaz de atingir o oeste da Europa graças à ajuda da Coreia do Norte. Os foguetes são muito mais poderosos do que qualquer arma publicamente conhecida do arsenal iraniano. Desde 2006 especula-se que a Coreia do Norte poderia vender ao Irã os armamentos.

O míssil pode levar material nuclear explosivo. Embora os especialistas acreditem que o Irã ainda não tenha tecnologia o suficiente para produzir material nuclear com finalidades bélicas, especula-se que esse seja o objetivo do programa atômico iraniano.

Ainda segundo o WikiLeaks, os inspetores da Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA) receberam das autoridades iranianas plantas apenas parciais das obras da usina de secreta de Qom. A atitude elevou ainda mais as suspeitas de que o complexo deva ser usado pelo Irã para a produção de armas nucleares.

Os documentos também revelam que embaixadores da União Europeia concordaram em boicotar a posse de Mahmoud Ahmadinejad como presidente do Irã. Os diplomatas mantiveram a decisão em segredo. Os europeus se viram em uma situação dupla - precisavam mostrar que não apoiavam as controversas eleições iranianas, mas tinham de reconhecer que o poder estava nas mãos de Ahmadinejad e do supremo aiatolá Ali Khamenei.

Gaza - De acordo com o material revelado, o Egito e o Fatah, partido palestino que controla a Cisjordânia, sabiam dos ataques de Israel contra o Hamas em Gaza antes da guerra começar, em 2008.

Os documentos mostram que o ministro da Defesa de Israel, Ehud Barak, disse a uma equipe do governo "ter consultado o Egito e o Fatah antes dos ataques, perguntando se eles desejariam assumir o controle da Faixa de Gaza uma vez que o Hamas fosse derrotado". Ambas as partes rejeitaram a oferta.

Síria - Nos documentos, diplomatas americanos descrevem os esforços falhos dos EUA em prevenir a Síria de fornecer armas para o grupo militante Hezbollah, atuante no sul do Líbano, que ampliou seu arsenal significativamente desde a guerra de 2006 com Israel. Uma semana depois de Bashar al-Assad, presidente sírio, prometer não enviar mais armas para os militantes, os EUA reclamaram de que a Síria continuava a armar os rebeldes.

Paquistão - Os cabos mostram a preocupação dos EUA com a presença de material radioativo em usinas nucleares do Paquistão, que Washington temia ser usado em ataques terroristas. As comunicações revelam que, desde 2007, os EUA vinham tentando remover urânio altamente enriquecido de um reator usado para pesquisas no Paquistão.

Em um cabo emitido em 2009, a embaixadora dos EUA no Paquistão, Anne W. Patterson, diz que o país se recusa a aceitar uma visita de especialistas dos EUA. Segundo ela, autoridades do Paquistão disseram que uma visita seria vista pelos paquistaneses como "se os EUA estivessem tomando as armas nucleares do Paquistão".

China - Os documentos revelam preocupação sobre o suposto uso em grande escala, pelo governo chinês, de técnicas de infiltração e sabotagem cibernética. Alguns dos cabos diplomáticos afirmam que uma rede de hackers e especialistas em segurança foram contratados pela China a partir de 2002, e que essa rede conseguiu acesso a computadores do governo e de empresas dos EUA, além de aliados ocidentais e do dalai-lama.

Os cabos citam um contato chinês que disse à embaixada dos EUA em Pequim que o governo chinês estaria por trás da infiltração do sistema de computadores do Google no país em janeiro.

Coreia do Sul - Autoridades dos EUA e da Coréia do Sul discutiram planos para se formar uma Coreia unificada, no caso de colapso do regime da Coreia do Norte. O embaixador dos EUA em Seul afirma na comunicação que a Coreia do Sul considerava oferecer incentivos comerciais à China para "ajudar a mitigar" as "preocupações da China sobre o convívio com uma Coreia reunificada".

O WikiLeaks é um site que se dedica a revelar documentos militares secretos dos EUA e de outros países. Neste ano, o site divulgou cerca de 400 mil documentos secretos sobre a guerra do Iraque. Antes disso, o WikiLeaks já havia divulgado 90 mil relatórios confidenciais sobre abusos cometidos no Afeganistão. O site promete mais vazamentos nos próximos dias.

Fonte: Estadão

quinta-feira, 25 de novembro de 2010

Depois de 10 anos, internet ainda pertence aos ricos nos EUA

Redação Terra

Depois de mais de dez anos de popularização da internet no mundo, um levantamento feito pelo instituto norte-americano de pesquisa, Pew.

Conforme informa o site The Huffington Post, a diferença entre os mais ricos e os mais pobres ainda é gritante. De acordo com o estudo, 95% das famílias que ganham mais de US$ 75 mil anualmente usam a internet de alguma forma, enquanto somente pouco mais de 50% dos que ganham menos de US$ 30 mil o fazem.

A tendência também se repete em relação à banda larga. Cerca de 90% dos lares mais ricos possuem a tecnologia, contra 40% dos mais pobres. A pesquisa também revelou que a população mais rica usa a internet primordialmente para ler notícias. Somente 30% dos mais pobres utilizam a web com esta intenção.

Para o site, os números favorecem os defensores da neutralidade na rede, já que se pode perceber que os mais pobres não podem pagar o mesmo pelo acesso à internet que os ricos. Nos EUA, a agência reguladora das telecomunicações possui um projeto de desenvolver um plano de banda larga nacional a baixo custo para popularizar de vez a tecnologia no país.

Fonte: Terra

quarta-feira, 17 de novembro de 2010

EUA veem ameaça de ataque cibernético no futuro

Redação Terra

Os Estados Unidos enfrentarão uma grande ameaça das cibertecnologias no futuro, o que exigirá coordenação entre setores civis e militares para proteger redes de um ataque, afirmou o secretário de Defesa Robet Gates nesta terça-feira.

"Creio que há uma grande ameaça futura. E há uma considerável ameaça atualmente", disse Gates durante evento do Wall Street Journal. "E é essa a realidade que nós todos enfrentamos".

O Departamento de Defesa dos EUA estima que mais de 100 organizações de inteligência estrangeiras já tentaram hackear o acesso às redes do país. Todos os anos, também são hackeados dados de agências do governo, de empresas e de universidades, segundo autoridades.

Os principais fornecedores do Pentágono - incluindo Lockheed Martin, Boeing e Northrop Grumman - estão investindo no crescente mercado global de cibertecnologia, estimado em até US$ 140 bilhões por ano. Gates afirmou que o exército norte-americano já progrediu significativamente na proteção de seus sites e trabalha com parceiros do setor privado para incluí-los na iniciativa.

Entretanto, como permitir que o conhecimento do Pentágono seja aplicado para proteger a infraestrutura doméstica pode ser uma questão complicada por razões legais, que incluem preocupações com liberdades civis.

"O ponto-chave é que a única defesa que os EUA têm contra outros países e possíveis ameaças no ambiente cibernético é a Agência Nacional de Segurança", disse Gates, referindo-se à unidade do Departamento de Defesa que protege informações e redes de segurança nacional e intercepta comunicações externas.

Fonte: Terra

quinta-feira, 11 de novembro de 2010

Emissoras de TV dos EUA entram na Justiça contra site de vídeos online

Redação Portal IMPRENSA

Quatro importantes redes de TV dos EUA pediram a um tribunal do país para proibir o serviço de vídeos online FilmOn.com de oferecer canais gratuitos de televisão na Internet e no iPad. As quatro redes de TV também haviam entrado com um processo contra o site iviTV, que possui serviço semelhante ao FilmOn.

Em um comunicado, as emissoras norte-americanas alegaram que a retransmissão de sinal de TV aberta em aparelhos sem fio e via Internet, sem autorização do "detentor dos direitos autorais", é contra a lei: "A FilmOn.com é a mais recente de uma pequena lista de empresas que roubam nossos sinais de transmissão e os distribuem ilegalmente com fins de ganho comercial", declararam.

O fundador do serviço de vídeos, o empresário britânico Alki David, afirmou que o serviço é "legítimo", e que o site tinha permissão para retransmitir a grade de atrações da TV aberta norte-americana: "As regras não requerem consentimento dos proprietários da transmissão", disse David.

O site foi lançado em setembro deste ano como "a primeira rede mundial de TV de alta definição via Internet", e chegou a oferecer US$ 1 milhão como prêmio para quem conseguisse tirar a roupa diante do presidente dos EUA, Barack Obama.

Segundo informações da Reuters, as emissoras tentam controlar a forma como suas atrações são distribuídas, e algumas delas chegaram a remover imagens veiculadas em seus sites para impedir que sejam publicadas sem autorização. Em outubro, o Google iniciou negociações com três das maiores emissoras de TV dos EUA para que pudessem desbloquear o acesso às suas programações na Internet via Google TV. Entre elas, o Grupo Walt Disney, dono da emissora ABC, e a NBC Universal.

Fonte: Portal IMPRENSA

sexta-feira, 5 de novembro de 2010

Redes de TV dos EUA não entenderam o Google TV, diz Google

Redação Folha

As tentativas de redes de televisão pedirem pagamento para permitir que os usuários vejam vídeos on-line disponibilizados em seus sites por meio do Google TV representam um "mal entendido" do conceito do serviço, disse um executivo da gigante das buscas na terça-feira (2).

As redes norte-americanas ABC, NBC e CBS bloquearam os episódios completos de seus seriados que são disponibilizados em seus sites de serem acessados pelo navegador da Google TV desde que o produto foi lançado no último mês.

O Google TV é um sistema que busca levar a experiência da internet à TV. Por meio dela, o usuário pode buscar por referências de seriados como "House" na programação e em serviços on-lines como a loja Amazon.com.

Rishi Chandra, responsável pelo Google TV, disse que apesar de o Google TV não pagar pelo acesso aos vídeos on-line das redes, o YouTube pode extender seu modelo de publicidade para o serviço.

"O jeito que poderíamos pagar para o conteúdo seria similar ao mecanismo que pagamos para o conteúdo pelo YouTube", disse Chandra.

Fonte: Folha.com

quinta-feira, 4 de novembro de 2010

Google processa governo americano

Redação Globo

O Google processou o governo dos Estados Unidos na Justiça, acusando-o de favorecer a Microsoft nos processos de seleção de empresas que fornecem serviços à administração, informou na segunda-feira, 1, o diário Los Angeles Times.

A decisão do Google, tomada na semana passada, se enquadra na estratégia da empresa de aumentar sua presença nos negócios de software de escritório, setor dominado pelo Microsoft Office, avaliado em US$ 20 bilhões nos EUA.

A empresa do buscador mais popular da internet recorreu à Justiça para denunciar que o Departamento de Interior excluiu a oferta do Google para administrar as contas de e-mail de seus 88 mil funcionários sem levá-la em consideração.

O contrato em disputa era de US$ 59 milhões e tinha cinco anos de duração.

Segundo a documentação apresentada pelo Google, o Governo americano indicou que, para substituir seu antigo sistema de e-mail, só consideraria software da Microsoft.

“Baseado em uma avaliação de risco e em uma pesquisa de mercado”, se cita no relatório que o sistema da Microsoft era “o único produto comercial que satisfaz cada requisito definido pelo departamento”.

Em julho passado, o Google apresentou seu novo software de escritório na nuvem — programa que funciona na internet, não no disco rígido do computador — , aprovado pelo Federal Information Security Management Act.

O Departamento de Interior não respondeu publicamente à denúncia do Google.

O Google alega que, em abril passado, o chefe de tecnologia do Departamento de Interior do Governo americano, William Corrington, informou que “o caminho a seguir já havia sido escolhido” e que o Google “não teria oportunidade”.

Fonte: Globo.com

quarta-feira, 3 de novembro de 2010

Previsão: jornais vão morrer em 2017 nos EUA

Redação AdNews

Conhecido como "futurista", o australiano Ross Dawon estima má notícias para os jornais. Ele prevê, por meio de gráfico, que em 2017 os impressos estarão exitintos nos EUA, fato que deverá acontecer dois anos depois no Reino Unido, Islândia e Canadá . A informação é do blog The Wall.

Ross atribui a previsão negativa ao avanço de telefones celulares, computadores, tablet, leitores digitais e a própria ida do conteúdo para o online. Além da tecnologia, o australino cita também a economia como fator importante no processo de mudança.

Entretanto, a previsão do australiano é menos drástica para mercados menos desenvolvidos. Países como Argentina e Mongólia, por exemplo, devem manter viva a aposta nos impressos até 2040.

Fonte: AdNews

terça-feira, 24 de agosto de 2010

Justiça dos EUA suspende planos de aumento de verbas para células-tronco

Uma corte distrital dos Estados Unidos impôs um mandato judicial temporário bloqueando os planos do governo de Barack Obama para aumentar as verbas para pesquisas em células-tronco.

A corte tomou a decisão a favor de pesquisadores que afirmaram que a pesquisa envolve a destruição de embriões humanos.

O juiz Royce Laberth afirmou que o processo movido contra as medidas do governo americano agora poderão continuar.

O processo, que também conta com o apoio de alguns grupos cristãos americanos, é contra o Instituto Nacional de Saúde dos Estados Unidos (NIH, na sigla em inglês). Os que são contra o plano do governo para aumentar as verbas para a pesquisa, alegam que a política do NIH viola as leis americanas e também toma verbas de pesquisadores que tentam trabalhar com células-tronco adultas.

"A pesquisa com CTE (com células-tronco embrionárias) é claramente uma pesquisa na qual um embrião é destruído", afirmou Lamberth.

"Para conduzir esta pesquisa, as células devem ser derivadas de um embrião. O processo de retirar as células-tronco embrionárias de um embrião resulta na destruição do embrião. Dessa forma, a pesquisa com células-tronco embrionárias depende da destruição de um embrião humano", acrescentou o juiz.

Restrições

A emenda Dickey-Wicker, que o Congresso americano acrescenta à legislação orçamentária todos os anos, teve um papel importante o mandato judicial aprovado nesta segunda-feira. A emenda proíbe o uso de verbas federais para destruir embriões humanos.

Para o juiz Royce Lamberth, o mandato judicial imposto não vai "prejudicar seriamente" os estudos com células-tronco embrionárias, pois "não interfere com a possibilidade (de os pesquisadores) conseguirem verbas privadas para suas pesquisas".

O juiz agora deve ouvir grupos contra e a favor das pesquisas com estas células-tronco para decidir se o mandato judicial deverá ser permanente ou se as pesquisas poderão voltar a receber verbas do governo.

O presidente americano, Barack Obama, suspendeu em março de 2009 as restrições a destinação de verbas para pesquisas com células-tronco. Críticos afirmavam que as restrições, que tinham sido determinadas no governo anterior de George W. Bush, eram um obstáculo para a descoberta de tratamentos de doenças como Alzheimer, Mal de Parkinson e diabetes.


Fonte: BBC Brasil

sexta-feira, 20 de agosto de 2010

Israel aceita convite dos EUA para retomar diálogo direto com palestinos

O primeiro-ministro de Israel, Binyamin Netanyahu, aceitou nesta sexta-feira o convite dos Estados Unidos para retomar as negociações diretas de paz com os palestinos, em uma reunião tripartite em setembro próximo, em Washington (EUA).

Um porta-voz do premiê afirmou às agências de notícias que Netanyahu aceitou convite e afirmou que "conseguir um acordo de paz é difícil, mas possível".

Ele disse ainda que chegará à mesa de negociação "com o desejo genuíno de conseguir a paz entre os dois povos e preservar os interesses nacionais de Israel, o principal deles sua segurança", segundo o site do jornal "Yedioth Ahronoth".

Resta agora a resposta da liderança palestina para confirmar o fim de uma paralisação de 20 meses no diálogo direto, desde dezembro de 2008, quando Israel lançou uma grande ofensiva militar contra a faixa de Gaza. O processo de paz se arrasta há 62 anos.

Diplomatas e fontes ligadas às negociações afirmaram mais cedo nesta sexta-feira que as lideranças palestinas, assim como Israel, aceitaram retomar as conversas diretas de paz.

Netanyahu vem há tempos buscando a retomada das conversações, em boa parte impulsionado pela pressão americana. Ele disse estar pronto a se reunir a qualquer hora com o presidente da Autoridade Nacional Palestina, Mahmoud Abbas.

A secretária de Estado americana, Hillary Clinton, anunciou pouco antes, às 12h, o convite americano para a retomada do diálogo direto.

"Houve dificuldades no passado e haverá dificuldades agora. As conversas atingirão obstáculos e os inimigos da paz continuarão tentando nos prejudicar", disse Hillary, reconhecendo a dificuldade do processo.

Hillary afirmou ainda que as conversas tripartites devem acontecer "sem pré-condições, com boa fé e compromisso com seu sucesso". Apesar da ampla defesa de Israel por um diálogo sem agenda prévia, a liderança palestina foi clara em estabelecer suas condições para retomar as negociações.

Ela falou ainda em um prazo de 12 meses, que o Quarteto para o Oriente Médio (Estados Unidos, ONU, Rússia e União Europeia) diz ser o suficiente para um acordo.

A secretária não deu mais detalhes, mas Mitchell afirmou em resposta às perguntas dos jornalistas que as negociações têm como premissa a criação de um Estado palestino, "vivendo lado a lado [com Israel], em paz e segurança".

As demais bases do diálogo, incluindo a fronteira do novo Estado, serão definidas por israel e pela Autoridade Nacional Palestina.

PRAZO E PLANOS

Segundo o enviado, "o único jeito de isso acontecer é com diálogo direto" e os EUA vão atuar com paciência, determinação e perseverança.

Mitchell também reconheceu as dificuldades nas negociações de paz e disse que não espera que elas desapareçam na primeira reunião.

"Sabemos muito bem que a desconfiança entre as partes continua, a hostilidade residual desenvolvida em muitas décadas de confronto e em muitos esforços anteriores que não foram bem sucedidos", disse Mitchell.

"[As diferenças] não serão resolvidas imediatamente, mas acreditamos que a paz ampla no Oriente Médio, incluindo, mas não limitada, ao fim do confronto entre israelenses e palestinos, está dentro dos interesses de Israel, dos palestinos e dos EUA".

Quanto ao prazo de um ano, Mitchell disse acreditar ser possível --mas preferiu não usar a palavra prazo.
"É uma causa tão nobre, tão justa, que o esforço contínuo tem que ser feito", disse Mitchell, que rejeitou comparação de um jornalista de que demorou-se 20 meses apenas para retomar as negociações diretas.

O enviado americano lembrou ainda que os 12 meses foram citados pelo próprio Netanyahu, em sua visita em julho aos EUA e revelou que o presidente americano, Barack Obama, também acredita que um acordo pode sair neste prazo.

O anúncio, contudo, foi apenas o início de um processo de negociação. Nestes primeiros encontros, em setembro, as duas partes devem decidir as datas e locais das próximas reuniões. "Mas esperamos que algumas delas aconteçam na região", disse Mitchell.

O americano disse ainda que os EUA devem oferecer propostas conciliadoras, mas reconhecem estas conversas como essencialmente bilaterais e, portanto, as ideias principais devem vir de Israel e dos palestinos.

As conversas, ainda segundo Mitchell, devem incluir a participação de aliados como o Quarteto, Egito e Jordânia, que já atuam há tempos nos esforços de paz.

Já o grupo islâmico radical palestino Hamas, que controla a faixa de Gaza, será excluído das negociações. Segundo Mitchell, eles não fazem parte do governo executivo palestino e por isso não há motivo para incluir o grupo, considerado terrorista por Israel, nas negociações.

IDAS E VINDAS

As negociações de paz lançadas em Annapolis (EUA), no final de 2007, estão estagnadas desde dezembro de 2008, quando os palestinos abandonaram o processo de paz após o início da ofensiva militar israelense contra a faixa de Gaza, que deixou cerca de 1.400 palestinos mortos, na maioria de civis.

Posteriormente, Abbas se negou reiteradamente a voltar à mesa de negociação enquanto Israel não paralisasse totalmente a ampliação das colônias judaicas na Cisjordânia.

Em março passado, Abbas aceitou iniciar conversas indiretas de paz sem que se tivesse cumprido sua exigência, mas a aprovação da ampliação de uma colônia em Jerusalém Oriental, durante a visita do vice-presidente dos EUA, Joe Biden, jogou por terra a possibilidade e originou a maior crise diplomática em décadas entre Israel e Washington.

Em visita à Casa Branca em julho, Netanyahu disse estar disposto a tomar passos concretos e seguir com o plano mediado pelos EUA de iniciar diálogo direto em setembro próximo. Ele não afirmou, contudo, quais seriam os requisitos israelenses, ou, ainda mais importante, o que Israel estaria disposto a ceder pelo diálogo.

Por outro lado, semanas depois, Abbas decretou o que considera os termos essenciais para retomar as conversas diretas.

Ele disse que Israel precisa concordar que o futuro Estado palestino deve incluir as terras ocupadas na guerra de 67. Os palestinos querem estabelecer seu Estado na Cisjordânia e na faixa de Gaza, com Jerusalém Ocidental como capital --pedido rejeitado por Israel, que considera toda Jerusalém sua eterna capital.

Segundo Abbas, deve haver ainda uma terceira parte garantir a segurança do futuro Estado palestino. A segurança da Palestina poderia ser entregue à Otan (Organização do Tratado do Atlântico Norte) --um compromisso que reduziria os temores de Israel de que os palestinos se armariam pesadamente. Israel, contudo, quer manter uma presença no vale da Jordânia, ao longo da fronteira da Cisjordânia.

Há ainda a condição de uma troca justa de terras pelas áreas da Cisjordânia ocupadas com assentamentos judaicos. Palestinos já disseram que não aceitariam uma ocupação superior a 2% do território cisjordaniano.

As pressões diplomáticas se intensificaram nos últimos dias, já que em 26 de setembro vence a moratória de dez meses para a construção de assentamentos nas colônias judaicas da Cisjordânia.


Fonte: Folha.com

sexta-feira, 30 de julho de 2010

Importação tem maior alta em 26 anos e desacelera expansão dos EUA no 2º trimestre

DE SÃO PAULO
COM AGÊNCIAS INTERNACIONAIS

O PIB (Produto Interno Bruto, soma das riquezas produzidas no país) norte-americano desacelerou no segundo trimestre, mas ainda registrou expansão de 2,4% entre abril e junho --dado anualizado--, informou o Departamento do Comércio nesta sexta-feira.

No primeiro trimestre deste ano houve um crescimento de 3,7% (dado revisado). As estimativas dos analistas eram de um aumento entre 2,5% e 2,6% para o segundo trimestre. O resultado, no entanto, foi influenciado por um aumento nas importações no maior ritmo desde o primeiro trimestre de 1984.

"A desaceleração antecipada da economia está acontecendo. Será que o investimento das empresas vai despencar no próximo trimestre, se os gastos das famílias continuarem fracos?", afirmou Lee Olver, diretor de Estratégias Financeiras da Madison Williams & Co., em Houston.

O crescimento no trimestre passado foi contido por um aumento de 2,8% nas importações, que ofuscou a elevação de 10,3% nas exportações. Isso gerou um déficit comercial que tirou 2,78 pontos percentuais do PIB, a maior subtração desde o terceiro trimestre de 1982.

Tirando o setor externo, no entanto, os dados foram positivos. Os estoques empresariais avançaram 17%, a maior taxa desde o primeiro trimestre de 2006, após a alta de 7,8% nos primeiros três meses do ano. O gasto com equipamento e software foi o maior desde o terceiro trimestre de 1997.

A construção de moradias saltou 27,9%, depois de ter sido um dos pontos negativos do primeiro trimestre, refletindo os estímulos dados por um crédito fiscal a compradores. A alta foi a maior desde o terceiro trimestre de 1983.

CONSUMO

O relatório trouxe alguns pontos de preocupação também. O gasto do consumidor --indicador importante porque responde por dois terços da economia americana-- não foi tão forte quanto se espera, crescendo 1,6% no segundo trimestre, ante 1,9% no primeiro, dado revisado ante a leitura preliminar de 3 por cento. O gasto com do consumidor normalmente representa 70% da atividade econômica dos EUA.

Os estoques empresariais aumentaram US$ 75,7 bilhões no segundo trimestre, ante US$ 44,1 bilhões no primeiro. Excluindo os estoques, que podem limitar a produção futura, a economia teria se expandido apenas 1,3% no segundo trimestre.

RECESSÃO

A pior recessão nos Estados Unidos desde a década de 30 foi mais profunda que o calculado anteriormente e isto se reflete em diminuições maiores da despesa dos consumidores e de moradia, de acordo com as revisões anuais de números feitas pelo Departamento de Comércio americano, também divulgadas hoje.

Desde o início da recessão, no último trimestre de 2007, até o segundo trimestre de 2009, a economia da maior economia do mundo se contraiu 4,1%. O cálculo anterior previa uma contração de 3,7%.

Atualmente, porém, a economia norte-americana registra crescimento nos últimos quatro trimestres. Apesar disso, o crescimento tem sido morno, impactando muito pouco as altas taxas de desemprego no país.

A economia em ritmo preguiçoso e o índice de desempregados em 9,5% estão diminuindo a popularidade do presidente Barack Obama, e reduzindo as perspectivas dos Democratas nas eleições parlamentares de novembro.

Uma pesquisa da Reuters divulgada nesta semana mostrou apenas 34% de aprovação à política econômica de Obama, contra 46% que a classificaram como insatisfatória.

Os números representam forte declínio na comparação com o início de 2009, logo após ele assumir o mandato, quando mais de metade da população aprovava a maneira de Obama de lidar com a pior crise financeira em décadas.

Segundo o governo norte-americano, o avanço no segundo trimestre divulgado hoje baseia-se em dados incompletos e sujeitos a posterior revisão por parte da agência de estatísticas (Bureau of Economic Analysis). A segunda prévia, com base em dados mais completos, será divulgada em 27 de agosto.


Fonte: Folha.com