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quinta-feira, 23 de dezembro de 2010

Criador do Facebook se reúne em Pequim com presidente do maior site chinês

Redação Folha.com

O fundador e presidente do Facebook, Mark Zuckerberg, que visita a China --país onde sua rede social está censurada desde 2009--, se reuniu na quarta-feira (21) com o presidente do maior portal de internet local ('sina.com'), Charles Chao.

Zuckerberg, que viajou para Pequim para conhecer o país de origem da família de sua namorada, Priscilla Chan, conversou com Chao sobre o mercado da internet chinês e se mostrou especialmente interessado na rede de microblogs Weibo, a mais bem-sucedida da China e lançada pelo portal aproveitando o fato de o Twitter também estar bloqueado pelo regime comunista.

Outro site chinês publicou uma foto de Zuckerberg ao lado de Chao e do vice-presidente da companhia, Peng Shaobin.

Há dois dias, o dono do Facebook, eleito personalidade do ano pela revista "Time", também conheceu os escritórios do site de buscas mais popular da China, o Baidu, cujo presidente, Robin Li, é seu amigo pessoal.

Além disso, a imprensa chinesa informa que Zuckerberg visitou ontem a sede da China Mobile, maior operadora de telefonia do mundo, mas a companhia estatal não confirmou a notícia.

Fonte: Folha.com

quarta-feira, 1 de dezembro de 2010

WikiLeaks revela espionagem dos EUA sobre a ONU e segredos do Irã

Redação Estadão

SÃO PAULO - O site WikiLeaks divulgou nestes domingo e segunda-feira, 28 e 29, mais de 250 mil documentos diplomáticos secretos dos EUA enviados para mais de 250 embaixadas e consulados americanos em todo o mundo, revelando iniciativas e bastidores polêmicos sobre a política externa de Washington e segredos de outros países.

Os documentos, divulgados pelos jornais The New York Times (EUA), The Guardian (Reino Unido), Le Monde (França), El País (Espanha) e pela revista Der Spiegel (Alemanha), fazem parte do maior vazamento de material diplomático da história e colocam Washington em uma situação delicada. Veja detalhes de quais informações são reveladas e sobre quais nações. Os documentos referentes ao Brasil podem ser acessados neste link.

EUA - Os papéis mostram que a secretária de Estado dos EUA, Hillary Clinton, mandou diplomatas espionarem a liderança da Organização das Nações Unidas (ONU). Entre os alvos estão o secretário-geral da entidade, Ban Ki-moon e representantes de Reino Unido, França, China e Rússia, países com assento permanente do Conselho de Segurança.

Segundo os documentos vazados pelo WikiLeaks, Hillary ordenou que especialistas elaborassem relatórios com detalhes sobre os sistemas de comunicação utilizados pelos principais diplomatas da ONU, incluindo senhas e códigos de segurança usados em redes privadas e comerciais para as contatos oficiais da entidade.

O material vazado ainda revela que diplomatas americanos pressionaram outros países para receber os detidos da prisão em Cuba, e para isso estabeleceram "negociações". Para a Eslovênia, por exemplo, disseram que as lideranças do país só teriam receberiam uma visita do presidente Barack Obama se recebessem um prisioneiro. Para a Bélgica, receber um prisioneiro seria uma "via de baixo custo para obter maior proeminência na Europa".

Irã - Outro ponto citados nos documentos são os repetidos pedidos do rei Abdullah, da Arábia Saudita, às lideranças americanas que atacassem o Irã para acabar com o programa nuclear do país persa.

Os documentos revelam que vários países árabes pressionaram os EUA para um ataque contra as instalações nucleares iranianas e expõem os bastidores das tensões sobre o programa de enriquecimento de urânio mantido pelo presidente Mahmoud Ahmadinejad. As mensagens teriam sido enviadas para embaixadas americanas para todo o Oriente Médio.

A República Islâmica ainda é acusada de ajudar o grupo militante libanês Hezbollah ao usar ambulâncias da organização do Crescente Vermelho para enviar armas aos rebeldes. Além disso, um documento afirma que o supremo líder iraniano, o aiatolá Ali Khamenei, está com câncer e em estado terminal

O WikiLeaks também revelou que o Irã obteve um sofisticado sistema de mísseis capaz de atingir o oeste da Europa graças à ajuda da Coreia do Norte. Os foguetes são muito mais poderosos do que qualquer arma publicamente conhecida do arsenal iraniano. Desde 2006 especula-se que a Coreia do Norte poderia vender ao Irã os armamentos.

O míssil pode levar material nuclear explosivo. Embora os especialistas acreditem que o Irã ainda não tenha tecnologia o suficiente para produzir material nuclear com finalidades bélicas, especula-se que esse seja o objetivo do programa atômico iraniano.

Ainda segundo o WikiLeaks, os inspetores da Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA) receberam das autoridades iranianas plantas apenas parciais das obras da usina de secreta de Qom. A atitude elevou ainda mais as suspeitas de que o complexo deva ser usado pelo Irã para a produção de armas nucleares.

Os documentos também revelam que embaixadores da União Europeia concordaram em boicotar a posse de Mahmoud Ahmadinejad como presidente do Irã. Os diplomatas mantiveram a decisão em segredo. Os europeus se viram em uma situação dupla - precisavam mostrar que não apoiavam as controversas eleições iranianas, mas tinham de reconhecer que o poder estava nas mãos de Ahmadinejad e do supremo aiatolá Ali Khamenei.

Gaza - De acordo com o material revelado, o Egito e o Fatah, partido palestino que controla a Cisjordânia, sabiam dos ataques de Israel contra o Hamas em Gaza antes da guerra começar, em 2008.

Os documentos mostram que o ministro da Defesa de Israel, Ehud Barak, disse a uma equipe do governo "ter consultado o Egito e o Fatah antes dos ataques, perguntando se eles desejariam assumir o controle da Faixa de Gaza uma vez que o Hamas fosse derrotado". Ambas as partes rejeitaram a oferta.

Síria - Nos documentos, diplomatas americanos descrevem os esforços falhos dos EUA em prevenir a Síria de fornecer armas para o grupo militante Hezbollah, atuante no sul do Líbano, que ampliou seu arsenal significativamente desde a guerra de 2006 com Israel. Uma semana depois de Bashar al-Assad, presidente sírio, prometer não enviar mais armas para os militantes, os EUA reclamaram de que a Síria continuava a armar os rebeldes.

Paquistão - Os cabos mostram a preocupação dos EUA com a presença de material radioativo em usinas nucleares do Paquistão, que Washington temia ser usado em ataques terroristas. As comunicações revelam que, desde 2007, os EUA vinham tentando remover urânio altamente enriquecido de um reator usado para pesquisas no Paquistão.

Em um cabo emitido em 2009, a embaixadora dos EUA no Paquistão, Anne W. Patterson, diz que o país se recusa a aceitar uma visita de especialistas dos EUA. Segundo ela, autoridades do Paquistão disseram que uma visita seria vista pelos paquistaneses como "se os EUA estivessem tomando as armas nucleares do Paquistão".

China - Os documentos revelam preocupação sobre o suposto uso em grande escala, pelo governo chinês, de técnicas de infiltração e sabotagem cibernética. Alguns dos cabos diplomáticos afirmam que uma rede de hackers e especialistas em segurança foram contratados pela China a partir de 2002, e que essa rede conseguiu acesso a computadores do governo e de empresas dos EUA, além de aliados ocidentais e do dalai-lama.

Os cabos citam um contato chinês que disse à embaixada dos EUA em Pequim que o governo chinês estaria por trás da infiltração do sistema de computadores do Google no país em janeiro.

Coreia do Sul - Autoridades dos EUA e da Coréia do Sul discutiram planos para se formar uma Coreia unificada, no caso de colapso do regime da Coreia do Norte. O embaixador dos EUA em Seul afirma na comunicação que a Coreia do Sul considerava oferecer incentivos comerciais à China para "ajudar a mitigar" as "preocupações da China sobre o convívio com uma Coreia reunificada".

O WikiLeaks é um site que se dedica a revelar documentos militares secretos dos EUA e de outros países. Neste ano, o site divulgou cerca de 400 mil documentos secretos sobre a guerra do Iraque. Antes disso, o WikiLeaks já havia divulgado 90 mil relatórios confidenciais sobre abusos cometidos no Afeganistão. O site promete mais vazamentos nos próximos dias.

Fonte: Estadão

sexta-feira, 19 de novembro de 2010

Ativista chinesa é condenada a um ano de trabalho forçado por mensagem no Twitter

Redação Portal IMPRENSA

Autoridades da China condenaram a ativista de direitos humanos chinesa, Cheng Jianping, a passar um ano em um campo de trabalho forçado por ter enviado uma mensagem em seu perfil no Twitter, em que ironizava a onda de protestos no país contra a presença do Japão na Expo Xangai. Cheng foi acusada de perturbação da ordem social, e passará por um período de "reeducação por meio do trabalho".


Segundo informou a organização não-governamental (ONG) Anistia Internacional, Cheng havia "retuitado" uma mensagem de seu namorado, Hua Chunhui, em que ele ironizava os movimentos antijaponeses que acontecem no país desde setembro, e dizia que os manifestantes deveriam destruir o estande do Japão na Expo Xangai para "provocar o inimigo". A chinesa também publicou outro tweet, como se convocasse seus compatriotas. "Ataque, juventude raivosa".

A chinesa havia desaparecido dez dias depois de ter postado a mensagem no Twitter, no dia em que iria se casar, e reapareceu na última segunda-feira (15), data em que foi condenada. Para o diretor da ONG na Ásia, Sam Zarifi, a sentença aplicada pela China à ativista mostra o quanto o país reprime as publicações online. "Sentenciar alguém a um ano num campo de trabalho, sem julgamento, só por repetir observação claramente satírica de outra pessoa no Twitter revela o nível de repressão on-line na China", disse.

Já o namorado de Cheng informou que a ativista havia assinado um abaixo-assinado que pede a libertação do ganhador do Nobel da Paz, o dissidente chinês Liu Xiaobo, condenado a 11 anos. Para Chunhui, a sentença aplicada à chinesa poderia ser uma forma de puni-la por apoiar Xiaobo.

O microblog é um dos sites bloqueados pelo governo chinês, mas alguns internautas conseguem burlar a censura. Cheng já havia sido detida por cinco dias em agosto, após manifestar apoio ao vencedor do Nobel, que defende a liberdade de expressão e o uso de meios de comunicação eletrônicos, como a Internet, para acabar com a censura no país. Até o momento, as autoridades judiciais da China não comentaram o caso.

Em setembro, o governo chinês impediu a circulação da revista literária Coro de Solistas, editada pelo escritor chinês Han Han, e que é considerado o blogueiro mais lido mundo. As autoridades do país alegaram que a publicação não possuía uma licença específica para circular na China.

Fonte: Portal IMPRENSA


segunda-feira, 16 de agosto de 2010

Economia do Japão desacelera no 2º trimestre e país é ultrapassado pela China

PIB japonês avançou apenas 0,4% de abril a junho, o menor crescimento em três trimestres

Por Hélio Barboza

TÓQUIO - O crescimento econômico do Japão desacelerou fortemente no segundo trimestre, ficando bem abaixo das expectativas. A estagnação do consumo e a queda das exportações pesaram sobre uma economia já embaraçada pela deflação e pela valorização do iene, limitando o Produto Interno Bruto (PIB) a um crescimento de apenas 0,4% no trimestre abril-junho, em relação ao mesmo período do ano passado, segundo informou o Escritório do Gabinete de Governo.

A pausa no crescimento econômico pode intensificar a ansiedade com o fato de o Japão estar cedendo para a China, já neste ano, a posição de segunda maior economia do mundo, depois dos EUA. O PIB nominal do Japão caiu 0,9% no trimestre, ou 3,7% em bases anualizadas, para US$ 1,288 trilhão. O total ficou abaixo do PIB nominal da China, que somou US$ 1,337 trilhão no trimestre. O PIB trimestral nominal da China, em dólares, já havia superado o do Japão por duas vezes - no quarto trimestres de 2008 e de 2009 - embora o PIB nominal chinês de 2009 ainda tenha sido menor do que o do Japão (US$ 4,98 trilhões, ante US$ 5,07 trilhões). Os economistas afirmam, no entanto, que as atuais tendências de crescimento sugerem que a China pode ultrapassar o Japão neste ano.

O crescimento do Japão foi o menor em três trimestres, com um declínio acentuado na comparação com o porcentual revisado de 4,4% do trimestre janeiro-março. O resultado foi muito pior do que a mediana das previsões de 16 economistas consultados pela Dow Jones, que apontava para uma expansão de 2,3%. Em relação ao trimestre anterior, o PIB japonês cresceu 0,1%, depois de um aumento trimestral revisado de 1,1% nos primeiros três meses do ano.

Os dados se somam às preocupações, agora disseminadas, de que a frágil recuperação econômica do Japão possa estar perdendo impulso, na medida em que o crescimento de seus principais mercados de exportação também desacelera, e chegam no momento em que a China parece prestes a sobrepujar seu vizinho como a segunda maior economia do mundo.

Apesar da desaceleração, ainda parece improvável que o governo japonês se disponha a fazer mais para estimular o crescimento. O primeiro-ministro Naoto Kan fez da consolidação fiscal o seu principal objetivo. Isso significa que qualquer gasto adicional para impulsionar o crescimento deve ser limitado pelo esforço para reduzir a enorme dívida pública do país. Por essa razão, dizem os analistas, o verdadeiro teste para a economia japonesa será nos próximos meses, quando terminam os incentivos para os consumidores, bem como outros programas de estímulo, removendo o que tem sido um expediente crucial.

"A economia japonesa já entrou em pausa", disse Keisuke Tsumura, secretário parlamentar do Gabinete de Governo para a política econômica e fiscal. O ministro da Economia, Satoshi Arai, emitiu uma declaração mais otimista. "Não precisamos nos mexer imediatamente com base na situação atual", afirmou. As informações são da Dow Jones.


Fonte: Estadão

sexta-feira, 30 de julho de 2010

Índia pode ser 'nova China' para América Latina, diz estudo

Por Alessandra Corrêa

Com crescimento variando entre 6,5% e 8% na última década e uma população de mais de 1 bilhão de habitantes, a Índia tem potencial para ocupar um papel até agora reservado à China nas economias da América Latina e do Caribe, diz um estudo elaborado pelo Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID).

Assim como a emergência da China transformou as economias latino-americanas, abrindo um grande mercado para exportação, principalmente de produtos básicos, o avanço do novo gigante asiático poderá ter um impacto igualmente profundo, tanto no comércio quanto em investimentos em bens e serviços, diz o autor do estudo, Maurício Mesquita Moreira, economista do setor de Comércio e Integração do BID.

"A Índia não tem como atender a sua demanda com produção interna", diz Moreira. "A América Latina tem os recursos naturais de que a Índia precisa para crescer e prosperar."

Segundo o economista, do mesmo modo como ocorreu com a China, essa abundância de oferta na América Latina, aliada à crescente demanda indiana, seria mais do que suficiente para impulsionar uma grande ampliação no comércio bilateral.

"A Índia será forçada (a ampliar o comércio bilateral), assim como a China foi. No caso com a China, (se deu) não porque fizemos muito esforço, mas porque eles precisavam (de matéria-prima)", afirma.

Evolução

No entanto, diferentemente da relação com a China, a parceria entre a América Latina e a Índia ainda não se concretizou e enfrenta problemas.

Até 1999, o volume de comércio da América Latina com a China e com a Índia era semelhante e, em ambos os casos, pouco significativo. A partir de 2000, porém, o comércio bilateral com a China explodiu, enquanto as trocas com a Índia não evoluíram.

Dados reunidos no estudo do BID revelam que, em 2007, a China respondia por uma fatia de 6,3% do comércio total da América Latina, enquanto a Índia representava apenas 0,6%.

"O comércio com a Índia continua sendo medíocre", diz Moreira. "Já houve alguma evolução. O Ibas (grupo que reúne Índia, Brasil e África do Sul) é um avanço importante. O acordo com o Mercosul já é um passo. Mas ainda não é o suficiente."

De acordo com o economista, a não ser que incluam um número maior de países e de produtos, esses acordos não são suficientes para resolver a questão.

Segundo o relatório, um crescimento de 1% no PIB (Produto Interno Bruto) da China gera aumento de 2,4% nas exportações latino-americanas. Em relação à Índia, 1% de avanço no PIB representa crescimento de 1,3% nas vendas externas da América Latina.

Tarifas

Moreira diz que as tarifas impostas sobre exportações latino-americanas para a Índia, especialmente na área agrícola, ainda são "quase proibitivas". As tarifas sobre exportações indianas para a América Latina também são altas.

Além disso, o comércio bilateral enfrenta ainda barreiras não-tarifárias e altos custos de transporte.

Segundo o economista, apesar das frequentes declarações de comprometimento com comércio bilateral e integração, os governos dos dois lados ainda não agiram para resolver os obstáculos mais graves.

"O potencial seria muito maior se tanto a América Latina quanto a Índia levassem mais a sério a discussão de problemas, tivessem uma posição mais pró-ativa", diz Moreira.

Um aumento no comércio bilateral, afirma o economista, levaria ao fortalecimento de um "círculo virtuoso", com mais incentivos para cooperação entre duas regiões com renda per capita e padrões de produção semelhantes e, portanto, amplas possibilidades de troca de conhecimentos e de atuação conjunta em questões regulatórias globais.

Além das oportunidades no comércio, há um grande potencial na área de investimentos, diz Moreira. O estudo cita como exemplos desse potencial alguns investimentos feitos pelo Brasil na Índia, como as joint-ventures entre a Petrobras e a indiana ONGC, para exploração de gás, e entre a Marcopolo e a Tata Motors, para a fabricação de ônibus.

Brasil

O Brasil é o maior parceiro da Índia na América Latina e, segundo Moreira, a cooperação bilateral serve de exemplo para o resto da região.

De 1990 a 2008, Brasil e Índia assinaram 23 acordos e memorandos de entendimento em várias áreas.

O economista afirma que os memorandos de entendimento, apesar de serem versáteis e geralmente não necessitarem de aprovação pelo Congresso, muitas vezes não trazem objetivos claros e obrigatórios, como fontes de financiamento, o que pode levar a anos de atraso em sua implementação ou até mesmo à não-implementação.

"Essas experiências sugerem que a cooperação bilateral seria beneficiada por um cenário institucional mais forte", diz o relatório.

Outro problema, de acordo com Moreira, é a falta de dados precisos para medir objetivamente o impacto desses acordos bilaterais.

O economista menciona ainda o fato de a parceria "Sul-Sul" entre Brasil e Índia ser pragmática e que, apesar de os dois países terem estado do mesmo lado em várias questões políticas e econômicas mundiais, também há grandes divergências.

O estudo afirma que esse tipo de parceria, em que os países evitam se comprometer com colaboração baseada em ideologia e optam pela busca de resultados, "parece ser o melhor caminho para aproveitar as melhores oportunidades e maximizar os benefícios da cooperação entre a América Latina e a Índia".

Competição


Ao mesmo tempo que representa uma imensa oportunidade de comércio e investimentos, porém, a emergência da Índia também traz desafios à América Latina, especialmente no que se refere à exportação de manufaturados.

Segundo o relatório do BID, os governos latino-americanos devem prever um cenário em que a Índia venha a se tornar, assim como ocorreu com a China, um importante exportador de manufaturados, aumentando as dificuldades dos países da região em competir nesse setor.

De acordo com o estudo, isso só aumenta a urgência de implementar uma agenda para resolver as deficiências da América Latina em termos de educação, acesso a crédito, investimentos em ciência e tecnologia e infra-estrutura.

Fonte: BBC Brasil

Google diz que busca foi bloqueada na China

Por Reuters

A busca do Google e todos seus serviços móveis foram bloqueados na China nesta quinta, 29, de acordo com uma mensagem no site da empresa.

Não ficou claro se o acesso foi bloqueado pelo governo chinês ou se foi uma interrupção temporária do serviço. Um porta voz do Google disse que não tinha nenhuma informação imediata sobre a volta dos serviços.

Alguns usuários chineses reportaram, no Twitter, problemas para acessar o Google. A briga pela censura na internet entre o Google e a China explodiu em janeiro, quando o maior serviço de busca do mundo surpreendeu o mercado e os usuários alertando que poderia sair da China. Na época, o Google disse que não iria mostrar os resultados censurados que a China exigia.

A tensão pareceu esfriar no começo desse mês quando a China deu ao Google uma permissão de um ano para continuar operando sua versão chinesa. Até quinta, os serviços do Google pareciam estatr acessíveis no país.

O acesso a vários serviços do Google está instável há tempos na China. Nos últimso meses, o Google informou várias vezes que houve bloqueio parcial ao seus serviços móveis, de busca e de notícias.

Desde que o Google começou a fornecer dados de disponibilidade de seus serviços, 4 meses atrás, foi a primeira vez em que a empresa reportou que todos os serviços estavam completamente bloqueados.


Fonte: Estadão