terça-feira, 5 de julho de 2011
Netflix expande serviço de streaming para América Latina
A Netflix oferece streaming de programas da televisão e de filmes e é conhecida pelos envelopes vermelhos que carregam seus DVDs no correio norte-americano.
A companhia informou que usuários no México, América Central, América do Sul e Caribe poderão acessar seu conteúdo em espanhol, português e inglês até o final deste ano. No Brasil, a empresa enfrentará a concorrência direta dos serviços de VOD (video on demand) das operadoras de cabo, entre elas, a Net, que recém-lançou o Now, para os seus assinantes.
Fonte: Convergência Digital
quarta-feira, 8 de junho de 2011
Telecomunicações: Brasil negocia integração latina
BRASÍLIA. O Brasil negocia com Chile, Argentina, Uruguai, Colômbia e Venezuela a integração das telecomunicações na América do Sul, informou ontem o ministro das Comunicações, Paulo Bernardo. Para ele, existe demanda para o serviço de banda larga tanto no Brasil quanto na região. Também há discussões para a construção de novos cabos submarinos para os Estados Unidos, a Europa e a África.
Paulo Bernardo contou que a linha de fibra ótica ligando a Venezuela a Roraima e Manaus fez com que a conexão entre o país vizinho e a capital do Amazonas caísse de R$400 para R$39,90, com velocidade melhor.
- Mal começamos a conversar sobre África e nossos vizinhos já surgiram para dizer que gostariam de participar também, o que nos parece natural, correto, desejável. Podemos fazer coisas partilhadas - afirmou.
Também está sendo preparado com os ministérios de Ciência e Tecnologia e da Defesa um debate sobre investimentos em satélite, cuja demanda é crescente em áreas como meteorologia e internet de alta velocidade (banda larga).
- O Estado vai entrar fazendo uma parte dos investimentos e nós queremos estimular que os atores privados os façam também, para aumentar a oferta (de serviços) - completou.
Governo também deve fazer licitação para área rural
Na banda larga doméstica, o leilão de 2,5 gigahertz (GHz), adiantou Bernardo, deve ser realizado no início de 2012. Já está avançada a licitação da faixa de 3,5 GHz. Estas frequências serão usadas para ampliar o serviço de comunicação móvel de terceira e quarta gerações (3G e 4G).
O governo também poderá fazer licitação para atender a área rural. Começaram a aparecer novos interessados em prestar o serviço usando a faixa de 450 megahertz (MHz). A empresa americana Access, que atua na Suécia e na Escandinávia, contou o ministro, mostrou-se interessada em explorar a banda larga na área rural do país. O Brasil ainda não definiu se vai entregar esta faixa para as concessionárias ou realizar licitação.
Sobre a Copa do Mundo de 2014, o ministro garantiu que as cidades-sedes vão contar com uma infraestrutura de telecomunicações de altíssima qualidade, que será ampliada para outros municípios nos anos seguintes.
Bernardo defendeu que haja desoneração de ICMS para os serviços de telefone para baixa renda (Acesso Individual Classe Especial - Aice). Renovado pela Anatel na semana passada, o serviço teve assinatura mensal fixada em R$9,50, sem impostos, ou R$13,80, com ICMS, com direito a uma franquia de 90 minutos. O objetivo é chegar a 13 milhões de beneficiados pelo Bolsa Família. A primeira versão do Aice foi um fracasso: só 134 mil pessoas usam o serviço.
Fonte: Rio-Negócios
quarta-feira, 22 de dezembro de 2010
Sinal da TV Brasil Internacional já chega a 13 países da América Latina
Redação FNDC
Treze países da América Latina já estão distribuindo o sinal da TV Brasil Internacional, canal da TV pública brasileira produzido em língua portuguesa com conteúdo voltado para brasileiros que moram no exterior.
A TV Brasil Internacional integra o Sistema Público de Comunicação, gerido pela Empresa Brasil de Comunicação (EBC). Entre maio e dezembro deste ano, a TV Brasil Internacional chegou a quatro continentes. Na África, o canal está em 49 paises, chegou também em Portugal, aos Estados Unidos e agora amplia suas transmissões em diferentes paises latino-americanos, receptores do antigo Canal Integración.
São 81 operadoras de cabo que distribuem o sinal da TV Brasil Internacional para mais de 100 cidades e municípios latino-americanos.
Confira a lista dos treze países que já transmitem a TV Brasil Internacional :
1.Argentina
2.Chile
3.Colômbia
4.Costa Rica
5.El Salvador
6.Equador
7.Guatemala
8.Honduras
9.Mexico
10.Nicarágua
11.Peru
12.Uruguai
13.Venezuela
Fonte: FNDC
sexta-feira, 30 de julho de 2010
Índia pode ser 'nova China' para América Latina, diz estudo
Com crescimento variando entre 6,5% e 8% na última década e uma população de mais de 1 bilhão de habitantes, a Índia tem potencial para ocupar um papel até agora reservado à China nas economias da América Latina e do Caribe, diz um estudo elaborado pelo Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID).
Assim como a emergência da China transformou as economias latino-americanas, abrindo um grande mercado para exportação, principalmente de produtos básicos, o avanço do novo gigante asiático poderá ter um impacto igualmente profundo, tanto no comércio quanto em investimentos em bens e serviços, diz o autor do estudo, Maurício Mesquita Moreira, economista do setor de Comércio e Integração do BID.
"A Índia não tem como atender a sua demanda com produção interna", diz Moreira. "A América Latina tem os recursos naturais de que a Índia precisa para crescer e prosperar."
Segundo o economista, do mesmo modo como ocorreu com a China, essa abundância de oferta na América Latina, aliada à crescente demanda indiana, seria mais do que suficiente para impulsionar uma grande ampliação no comércio bilateral.
"A Índia será forçada (a ampliar o comércio bilateral), assim como a China foi. No caso com a China, (se deu) não porque fizemos muito esforço, mas porque eles precisavam (de matéria-prima)", afirma.
Evolução
No entanto, diferentemente da relação com a China, a parceria entre a América Latina e a Índia ainda não se concretizou e enfrenta problemas.
Até 1999, o volume de comércio da América Latina com a China e com a Índia era semelhante e, em ambos os casos, pouco significativo. A partir de 2000, porém, o comércio bilateral com a China explodiu, enquanto as trocas com a Índia não evoluíram.
Dados reunidos no estudo do BID revelam que, em 2007, a China respondia por uma fatia de 6,3% do comércio total da América Latina, enquanto a Índia representava apenas 0,6%.
"O comércio com a Índia continua sendo medíocre", diz Moreira. "Já houve alguma evolução. O Ibas (grupo que reúne Índia, Brasil e África do Sul) é um avanço importante. O acordo com o Mercosul já é um passo. Mas ainda não é o suficiente."
De acordo com o economista, a não ser que incluam um número maior de países e de produtos, esses acordos não são suficientes para resolver a questão.
Segundo o relatório, um crescimento de 1% no PIB (Produto Interno Bruto) da China gera aumento de 2,4% nas exportações latino-americanas. Em relação à Índia, 1% de avanço no PIB representa crescimento de 1,3% nas vendas externas da América Latina.
Tarifas
Moreira diz que as tarifas impostas sobre exportações latino-americanas para a Índia, especialmente na área agrícola, ainda são "quase proibitivas". As tarifas sobre exportações indianas para a América Latina também são altas.
Além disso, o comércio bilateral enfrenta ainda barreiras não-tarifárias e altos custos de transporte.
Segundo o economista, apesar das frequentes declarações de comprometimento com comércio bilateral e integração, os governos dos dois lados ainda não agiram para resolver os obstáculos mais graves.
"O potencial seria muito maior se tanto a América Latina quanto a Índia levassem mais a sério a discussão de problemas, tivessem uma posição mais pró-ativa", diz Moreira.
Um aumento no comércio bilateral, afirma o economista, levaria ao fortalecimento de um "círculo virtuoso", com mais incentivos para cooperação entre duas regiões com renda per capita e padrões de produção semelhantes e, portanto, amplas possibilidades de troca de conhecimentos e de atuação conjunta em questões regulatórias globais.
Além das oportunidades no comércio, há um grande potencial na área de investimentos, diz Moreira. O estudo cita como exemplos desse potencial alguns investimentos feitos pelo Brasil na Índia, como as joint-ventures entre a Petrobras e a indiana ONGC, para exploração de gás, e entre a Marcopolo e a Tata Motors, para a fabricação de ônibus.
Brasil
O Brasil é o maior parceiro da Índia na América Latina e, segundo Moreira, a cooperação bilateral serve de exemplo para o resto da região.
De 1990 a 2008, Brasil e Índia assinaram 23 acordos e memorandos de entendimento em várias áreas.
O economista afirma que os memorandos de entendimento, apesar de serem versáteis e geralmente não necessitarem de aprovação pelo Congresso, muitas vezes não trazem objetivos claros e obrigatórios, como fontes de financiamento, o que pode levar a anos de atraso em sua implementação ou até mesmo à não-implementação.
"Essas experiências sugerem que a cooperação bilateral seria beneficiada por um cenário institucional mais forte", diz o relatório.
Outro problema, de acordo com Moreira, é a falta de dados precisos para medir objetivamente o impacto desses acordos bilaterais.
O economista menciona ainda o fato de a parceria "Sul-Sul" entre Brasil e Índia ser pragmática e que, apesar de os dois países terem estado do mesmo lado em várias questões políticas e econômicas mundiais, também há grandes divergências.
O estudo afirma que esse tipo de parceria, em que os países evitam se comprometer com colaboração baseada em ideologia e optam pela busca de resultados, "parece ser o melhor caminho para aproveitar as melhores oportunidades e maximizar os benefícios da cooperação entre a América Latina e a Índia".
Competição
Ao mesmo tempo que representa uma imensa oportunidade de comércio e investimentos, porém, a emergência da Índia também traz desafios à América Latina, especialmente no que se refere à exportação de manufaturados.
Segundo o relatório do BID, os governos latino-americanos devem prever um cenário em que a Índia venha a se tornar, assim como ocorreu com a China, um importante exportador de manufaturados, aumentando as dificuldades dos países da região em competir nesse setor.
De acordo com o estudo, isso só aumenta a urgência de implementar uma agenda para resolver as deficiências da América Latina em termos de educação, acesso a crédito, investimentos em ciência e tecnologia e infra-estrutura.
Fonte: BBC Brasil