terça-feira, 16 de agosto de 2011
Campanha pede boicote à Globo por um dia
A ação está marcada para acontecer no dia 29 de agosto, uma segunda-feira. Na ocasião, os envolvidos prometem postar uma "bateria de reclamações coletivas na página da Rede Globo, na aba ‘críticas’".
O intuito do "Um dia sem Rede Globo", conforme explica o criador da página, Samuel Quintans, é "mostrar pra Rede Globo quem depende de quem". "A única maneira de termos uma TV de qualidade é mexendo na sua audiência", diz.
"No dia 29/08/2011, quem estiver participando deverá também postar uma crítica a algum de seus programas (coisa não muito difícil de ser feita)", afirma Quintans. "Para que tenha efeito, é necessário o maior número de pessoas reclamando ao mesmo tempo."
Além do Facebook, os participantes também usarão o Twitter para protestar. As reclamações acerca do canal líder de audiência deverão ser postadas com a hashtag #desligaglobo.
Fonte: Adnews
segunda-feira, 4 de abril de 2011
A estratégia de Obama junto ao Google e ao Facebook
Por Alexandre Matias
Há trinta anos não poderíamos saber que algo chamado ‘internet’ nos levaria a uma revolução econômica. O que podemos fazer agora – o que os EUA fazem melhor do que qualquer um – é instigar a criatividade e a imaginação de nossa gente. Colocamos carros nas estradas e computadores nos escritórios”, disse Barack Obama, em janeiro passado, no tradicional discurso Estado da Nação que o presidente norte-americano apresenta no início de ano. “Somos a nação de (Thomas) Edison e dos irmãos Wright; do Google e do Facebook. Nos EUA, a inovação não só muda as nossas vidas. É como nós a vivemos.” E continuou: “Há meio século, quando os soviéticos nos ultrapassaram ao lançar no espaço um satélite chamado Sputnik, não tínhamos ideia que chegaríamos antes deles à Lua. Não existia tal ciência. Nem a Nasa. Mas depois de investir muito em pesquisa e educação, nós não só passamos os soviéticos como lançamos uma nova onda de inovação que criou milhões de novos empregos. Este é o momento Sputnik de nossa geração.”
Ou seja: a corrida espacial do século 21 acontecerá entre nossos computadores e celulares. O discurso de Obama só não diz com todas as letras que a internet é uma invenção norte-americana. Afinal, não é. A rede Arpanet foi sim criada pelo Pentágono e foram as universidades norte-americanas as primeiras a reconhecer naquela rede um objetivo mais prático do que o que deu origem a ela – inventada por militares, servia para salvar informações que pudessem ser destruídas no caso de um ataque inimigo. Mas a rede só se popularizou graças a uma invenção europeia, a World Wide Web.
Mas se Obama não diz literalmente que a internet é americana, ele sublinha que seus principais personagens atuais – Google e Facebook – são. E isso não fica só no discurso, como pode-se perceber no jantar em que o presidente norte-americano recebeu os principais nomes desta indústria (Zuckerberg, Jobs, dois nomes do Google, entre outros) em fevereiro, além da movimentação de executivos entre os dois sites e a Casa Branca.
Uma das principais especulações sobre essa dança das cadeiras, aliás, diz respeito a um dos personagens centrais desta indústria. Eric Schimdt já passou pela Bell, pelo histórico PARC da Xerox, pela Sun e pela Novell, antes de virar CEO do Google e entrar do conselho da Apple. No mesmo mês em que jantou com Obama, anunciou que deixaria o cargo no Google. Mas um rumor que ganhou força durante o mês de março é que ele assumiria o cargo que hoje é de Gary Locke, o secretário de Comércio dos EUA que veio reunir-se com a ministra da Cultura Ana de Hollanda no mês passado, conforme apurou a repórter Tatiana de Mello Dias no Link há duas semanas. Locke assumiria o cargo de embaixador dos EUA na China, cedendo a vaga para Schimdt – que deixa de ser o homem do Google para se tornar o homem do comércio exterior daquele país.
Será esse um novo tipo de imperialismo, em que filmes, discos e livros não precisam ser boicotados? Uma coisa é tentar execrar uma obra, outra coisa é convencer as pessoas a não usar esses dois sites… O problema é que internet não é só Google e Facebook. E como o próprio Obama disse, se Google e Facebook são seu Sputnik, pode ser que alguém reaja a isso com uma nova Nasa para o século digital.
Fonte: Estadão
terça-feira, 29 de março de 2011
REDES SOCIAIS - Facebook, processos colaborativos e consumo
Por Valério Cruz Brittos e Rosana Vieira de Souza
O número de usuários das redes sociais cresceu consideravelmente no Brasil nos últimos anos, passando a constituir, depois dos mecanismos de busca, a maior categoria de uso na internet. Embora o Orkut mantenha a liderança no país, por meio de usuários leais (com média de 31,7 visitas/mês do país, segundo dados recentes da ComScore), o Facebook triplicou seu crescimento e hoje, com uma média mundial de 29,6 visitas/mês, é o grande responsável pelo avanço da categoria, chegando a mais de dois milhões de utilizadores no Brasil – e cerca de 500 milhões em todo o mundo.
Mas o que realmente se mostra tão atraente, a ponto das pessoas empregarem tanto tempo e energia em redes como o Facebook? O que leva os internautas a contribuírem para estes provedores de plataformas comerciais? Mesmo que não deixe de fazer parte de uma imensa teia em que é apenas parte da engrenagem, o indivíduo comum e amador, transformado agora em usuário de redes de computadores e mídias sociais, sente-se reconhecido por sua contribuição na disseminação de informação e, mais do que isso, na construção de conhecimento, para além das fontes tradicionais e profissionais de produção de conteúdo e notícias.
Justamente por isso, em 2006, a revista Time escolheu "Você" – sim, você, todos nós – como a personalidade de maior influência do planeta. É evidente que, ao ser capaz de tornar significativa e poderosa a pequena contribuição anônima, criativa e engajada de milhares de pessoas, a internet desempenhou papel central nesta escolha da Time. Não por acaso, quatro anos depois quem alcançou o cobiçado posto foi Mark Zuckerberg, o controverso fundador do Facebook, por sua relevância na construção de novas dinâmicas sociais marcadas pela interatividade e compartilhamento de informações e relações sociais. Na mesma direção deve ser considerado o filme A Rede, que narra a criação do Facebook, grande sucesso de bilheteria, ganhador de quatro prêmios Globo de Ouro e vencedor do Oscar em três categorias.
O controle dos conteúdos compartilhados
Mark Zuckerberg e a impressionante rede que construiu oferecem uma promessa quase irresistível: a de propiciar ao usuário a sensação de liberdade e de poder para produzir e gerenciar tanto conteúdos informacionais quanto novos vínculos interpessoais. No lugar de fontes centralizadas de geração de conteúdos, tem-se a participação fragmentada, voluntária e, aparentemente, não controlável, de indivíduos comuns, bem como o estabelecimento de novos arranjos sociais somente possíveis graças às possibilidades de interação entre usuários.
Este é o reflexo prático do estreitamento das distâncias entre as instâncias da produção e do consumo, o qual caracteriza um fenômeno particularmente marcante do capitalismo contemporâneo. Tal cenário, de infinitas possibilidades e expectativas no que se refere à participação ativa dos indivíduos na produção e na circulação de conteúdos, simboliza a rearticulação da ênfase histórica na produção/oferta como esfera geradora de valor da economia capitalista. Desta forma, a produção do consumo/demanda passa a desempenhar um papel mais determinante na construção permanente dos produtos e serviços, numa lógica que não chega a alterar a base do sistema, mas que é essencial num quadro de inovação acelerada.
Apesar das informações postadas serem de propriedade do usuário, ao compartilhá-las no Facebook ele concede licença de uso do conteúdo à rede sem a completa compreensão sobre as formas como este conteúdo poderá ser utilizado. A adesão aos inúmeros aplicativos propiciados pela rede, um dos seus grandes atrativos, constitui um claro exemplo de como os termos de uso do Facebook abrem espaço para dúvidas quanto a quem – e o quanto – controla os conteúdos compartilhados. Ainda assim, a rede não para de crescer.
Os usos estratégicos
As atividades baseadas na dinâmica colaborativa têm em comum o fato de se apresentarem, aparentemente, auto-organizadas e emergentes, não sendo, a princípio, motivadas economicamente por parte dos usuários comuns. A despeito da receita de mais de US$ 1 bilhão alcançada pelos acionistas do Facebook em 2010, não são claras as formas de obter lucros com o uso da rede pelo internauta que a utiliza. O sistema de valor que alimenta o crescente engajamento deste usuário residiria, então, na auto-realização socialmente reconhecida, uma espécie de combinação paradoxal onde, de um lado, há o espírito colaborativo orientado para comunidade e, de outro, a busca racional e reflexiva por auto-interesse, na verdade o grande motor da sociedade capitalista, individualista por excelência.
Talvez a história da produção online colaborativa, do compartilhamento e da interação sem precedentes tenha, de fato, começado a ser contada há quatro anos nos grandes meios de comunicação. Entender a lógica que motiva e sustenta o espírito colaborativo e reestrutura as relações entre os planos da produção e do consumo, ainda que sejam desconhecidos os riscos ligados ao novos hábitos e dinâmicas sociais, torna-se condição fundamental para qualquer discussão acerca dos usos estratégicos, por parte das grandes corporações, destas novas condições, assim como para se desenharem outras construções cooperativas, desligadas da base estrutural da atual formação histórica.
Fonte: Observatório da Imprensa
segunda-feira, 28 de março de 2011
Facebook quer contratar antigo porta-voz da Casa Branca
Redação Estadão
Os responsáveis pelo Facebook estão negociando com o ex-porta-voz da Casa Branca e antigo assessor do presidente Barack Obama, Robert Gibbs, para contratá-lo como chefe do departamento de comunicação da rede social. A informação foi publicada nesta segunda-feira, 28, em uma reportagem do jornal New York Times.
Gibbs, que abandonou seu posto de porta-voz da Casa Branca em fevereiro, teria recebido uma oferta milionária para juntar-se ao Facebook antes de a empresa iniciar sua abertura de capital na bolsa, uma operação esperada para o início de 2012, segundo detalharam fontes anônimas ao jornal nova-iorquino.
O ex-porta-voz deixou o cargo para se tornar assessor de política externa de Obama, de olho na campanha de reeleição do presidente em 2012, depois de se juntar ao setor privado, segundo indicaram as mesmas fontes.
Porém, os responsáveis pelo Facebook estariam pressionando Gibbs para que ele aceite um emprego com salário de “milhões de dólares” e participação nas ações da empresa antes que comece o processo eleitoral do ano que vem.
O cargo oferecido a Gibbs é na sede da empresa, em Palo Alto (Califórnia), e ele teria de trabalhar sob as ordens do vice-presidente de comunicações globais e políticas públicas do Facebook, Elliot Scharge.
Segundo o New York Times, Gibbs teria consultado seus ex-colegas da Casa Branca nas últimas semana sobre a decisão de ir para o Facebook, uma empresa cuja valorização subiu para US$ 60 bilhões com os últimos investimentos.
O jornal também detalha que Gibbs se reuniu recentemente com outras empresas em busca de um emprego no setor privado.
Gibbs foi substituído como porta-voz da Casa Branca em fevereiro pelo jornalista veterano Jay Carney, que antes era o porta-voz do vice-presidente dos Estados Unidos, Joe Biden.
Ao anunciar sua saída, Gibbs declarou que sua renúncia era “um ciclo natural” de cansaço depois de intensos anos no governo e uma adaptação a novas realidades depois que os republicanos se tornaram maioria nas últimas eleições legislativas.
Fonte: Estadão
segunda-feira, 14 de março de 2011
Facebook está se tornando uma das maiores causas de divórcio nos EUA
Por Leonardo Carvalho
Advogados especializados em divórcio nos EUA estão observando um fenômeno interessante: boa parte dos casais que pedem separação estão começando a apontar o Facebook como causa do fim do casamento.
Segundo o jornal The Guardian, mesmo com as taxas de divórcio permanecendo estáveis nos últimos anos, os advogados e acadêmicos especializados em separação começam a apontar o Facebook como principal causa dos problemas de relacionamento que levam ao divórcio. O fenômeno está levando advogados a pedir acesso às páginas dos seus clientes nas redes sociais antes de começar o processo judicial de separação.
Uma pesquisa conduzida pela Academia Americana de Advogados Matrimoniais (AAML, na sigla em inglês), descobriu que de cada cinco advogados, quatro citaram aumento nos casos de pedidos de divórcio causados por redes sociais, com o Facebook à frente.
Um dos fatores causadores de divórcios são as contradições entre o discurso de uma das partes do casal e seu comportamento nas redes sociais. Um exemplo presente entre as estatísticas da AAML é o de pessoas que negam para seus cônjuges que consomem drogas ilícitas, mas na rede social falam abertamente sobre o uso de maconha. Isso pode pesar inclusive na disputa pela guarda dos filhos, segundo o estudo.
Conexões com velhos amigos dos tempos do colégio aliada à fragilidade do casamento atual é outro exemplo de “destruidor de lares” citado por especialistas como o psicólogo e conselheiro matrimonial Dr. Steven Kimmons: “se esse velho conhecido está disponível afetivamente as conexões podem se tornar mais ativas”, diz Kimmons. Mas considerando que o número de pedidos de divórcio continua estável, pode-se inferir que o uso do Facebook – ou qualquer outra rede social - não é a causa do divórcio. Trata-se apenas de um possível agravante em uma relação que já não vai bem.
Um portavoz da rede social diz ser “ridículo sugerir que o Facebook leva ao divórcio”. Para ele, “seja em um casamento ou um divórcio, o Facebook é apenas um meio das pessoas se comunicarem, como cartas, telefonemas ou emails”.
Fonte: MSN
sexta-feira, 4 de março de 2011
Facebook agora pode valer US$ 65 bilhões
Redação Estadão
A empresa de investimentos General Atlantic é mais nova a investir no Facebook, aumentando a valorização da rede social para US$ 65 bilhões, o que representa um aumento de 30% desde que recebeu seu último investimento em janeiro, de acordo com reportagem da CNBC.
A General Atlantic está negociando um bloco de US$ 2,5 milhões em ações do Facebook que pertenciam a ex-funcionários. O acordo, que ainda não foi fechado e ainda precisa da aprovação do Facebook, garantirá à General Atlantic a participação de 0,1% do Facebook de acordo com a reportagem.
A empresa se negou a comentar. O Facebook não havia respondido o pedido para comentar sobre o caso.
Em janeiro, o Facebook disse ter levantado US$ 1,5 bilhão de investidores, incluindo o Goldman Sachs e a Digital Sky Technologies, além de ofertas privadas de investidores extrangeiros negociadas pelo Goldman Sachs, o que daria ao site uma valorização de US$ 50 bilhões.
O site, que é a maior rede social do mundo, tem mais de 500 milhões de usuários.
Fonte: Estadão
quinta-feira, 23 de dezembro de 2010
Criador do Facebook se reúne em Pequim com presidente do maior site chinês
Redação Folha.com
O fundador e presidente do Facebook, Mark Zuckerberg, que visita a China --país onde sua rede social está censurada desde 2009--, se reuniu na quarta-feira (21) com o presidente do maior portal de internet local ('sina.com'), Charles Chao.
Zuckerberg, que viajou para Pequim para conhecer o país de origem da família de sua namorada, Priscilla Chan, conversou com Chao sobre o mercado da internet chinês e se mostrou especialmente interessado na rede de microblogs Weibo, a mais bem-sucedida da China e lançada pelo portal aproveitando o fato de o Twitter também estar bloqueado pelo regime comunista.
Outro site chinês publicou uma foto de Zuckerberg ao lado de Chao e do vice-presidente da companhia, Peng Shaobin.
Há dois dias, o dono do Facebook, eleito personalidade do ano pela revista "Time", também conheceu os escritórios do site de buscas mais popular da China, o Baidu, cujo presidente, Robin Li, é seu amigo pessoal.
Além disso, a imprensa chinesa informa que Zuckerberg visitou ontem a sede da China Mobile, maior operadora de telefonia do mundo, mas a companhia estatal não confirmou a notícia.
Fonte: Folha.com
terça-feira, 7 de dezembro de 2010
Facebook diz que não excluirá conta do WikiLeaks
Redação Terra
O Facebook emitiu um comunicado na noite desta segunda-feira afirmando que o WikiLeaks poderá continuar a postar atualizações na rede social. Segundo o site ReadWriteWeb, a empresa afirmou por e-mail que "a página do WikiLeaks no Facebook não viola nossos padrões de conteúdo, e não encontramos qualquer material postado que viole nossas políticas".
O ReadWriteWeb também buscou uma posição do Twitter sobre a manutenção da conta do WikiLeaks no microblog, depois que começou a circular na internet que o site estaria censurando a hashtag #WikiLeaks dos Trending Topics. O Twitter negou que esteja tentando abafar as discussões sobre os vazamentos na rede social, mas, segundo o ReadWriteWeb, o Twitter disse que não faria nenhum comentário sobre a possibilidade de encerrar o perfil do WikiLeaks do site.
O WikiLeaks já foi expulso dos servidores da Amazon e da EveryDNS e teve sua conta no Pay Pal, que permitia a doação de dinheiro, cancelada. Depois de um apelo do fundador do site, Julian Assange, o conteúdo do WikiLeaks foi copiado por mais de 500 páginas para impedir que seu conteúdo seja retirado na internet.
Vazamentos
Nos últimos dias, o WikiLeaks tem publicado centenas de telegramas diplomáticos, provocando a ira do governo dos Estados Unidos. Na segunda-feira, o WikiLeaks divulgou uma lista de instalações ao redor do mundo que os Estados Unidos classificam como vitais para a sua segurança nacional. A lista inclui oleodutos e centros de comunicação e transporte.
Fonte: Terra
quarta-feira, 10 de novembro de 2010
Solidão no Facebook
Redação IHU
As redes sociais mascaram a ausência de comunicação entre as pessoas, diz o sociólogo francês Dominique Wolton em entrevista ao suplemente Equilíbrio da Folha de S.Paulo, 09-11-2010.
Eis a entrevista.
Como vê a internet?
Faço parte de uma minoria que não é fascinada por ela. Claro, é formidável para a comunicação entre pessoas e grupos que se interessam pela mesma coisa e, do ponto de vista pessoal, é melhor do que o rádio, a TV ou o jornal. Mas, do ponto de vista da coesão social, é uma forma de comunicação muito frágil. A grandeza da imprensa, do rádio e da TV é justamente a de fazer a ligação entre meios sociais que são fundamentalmente diferentes. Nesse sentido, a internet não é uma mídia, mas um sistema de comunicação comunitário.
Mas e as redes sociais?
Elas retomam uma questão social muita antiga, que é a de procurar pessoas, amigos, amor. São um progresso técnico, sem dúvida, mas a comunicação humana não é algo tão simples. Porque em algum momento será preciso que as pessoas se encontrem fisicamente -e aí reside toda a grandeza e dificuldade da comunicação para o ser humano.
Então a solidão é um risco nessas redes?
Sem dúvida: a "solidão interativa". Podemos passar horas, dias na internet e sermos incapazes de ter uma verdadeira relação humana com quer que seja.
Isso tem a ver com o conceito que criou -o de "sociedade individualista de massa"?
Sim, porque na comunicação ocidental procuramos duas coisas inteiramente contraditórias: a liberdade individual -modelo herdado do século 18- e a igualdade por meio da inserção na sociedade de massa -que é o modelo do socialismo. Usamos a internet porque ela é a liberdade individual. Na internet, todo mundo tem o direito de dar sua opinião, mas emitir uma opinião não significa comunicar-se. Porque, se a expressão é uma fase da comunicação, a outra é o retorno por parte de um receptor e a negociação que implica -e isso toma tempo!
Há um fascínio pela rapidez da internet e por sua falta de controle.
Mas essa falta de controle é demagógica, porque a democracia não é a ausência de leis, mas a existência de leis utilizadas por todos.
A internet foi decisiva para a eleição de Barack Obama?
Acho que se projetou um sonho que não correspondeu à realidade. Obama sempre foi ligado às questões sociais e sabia de sua importância. O que fez foi usar a internet para multiplicar a eficácia dessas relações. Usou a internet de modo bastante clássico.
O Google está nos tornando estúpidos?
Ele está se tornando a primeira indústria do conhecimento, concentrando de forma gigantesca a informação e o saber -o que é um perigo. Se um grupo de mídia quisesse concentrar toda a distribuição de informação, alguém diria: "Atenção, monopólio!". Mas não se faz isso em relação à internet, tamanho é o fascínio pela técnica na sociedade atual.
O papel está condenado?
Ao contrário! Porque internet é rapidez, livros e jornais são lentidão e legitimidade -informação organizada. A abundância de informações não suprime a questão prévia de que educação é formação.Fonte: Instituto Humanitas Unisinos
sexta-feira, 29 de outubro de 2010
Unisinos estreia perfil no Facebook para divulgação de cursos
Redação Portal IMPRENSA
A Unisinos, de São Leopoldo (RS), lançou perfil na rede social Facebook com objetivo de divulgar os setores de pesquisa e pós-graduação da universidade.
Por meio da página "Mestrado e Doutorado Unisinos", a instituição postará informações sobre qualificação profissional e mercado de trabalho, indicações de livros, filmes, dissertações e teses, e detalhes sobre os seus cursos de pós-graduação.
Fonte: Portal IMPRENSA
segunda-feira, 4 de outubro de 2010
Filme sobre Facebook aponta fenômeno cultural contemporâneo
Um em cada dois norte-americanos já são usuários do Facebook, que, se fosse um país, hoje teria população inferior apenas às da China e da Índia, e cujo valor estimado supera os US$ 30 bilhões de dólares --maior que o da rede Starbucks.
Qual poderia ser o próximo avanço para esse site criado em uma residência universitária de Harvard, seis anos atrás? Que tal um filme de Hollywood, "A Rede Social", que estreou nos EUA na sexta-feira e já está motivando discussões sobre possíveis Oscar?
Muitos dos detalhes do filme são contestados. Mas a própria noção de que o público mediano possa ir assistir a um filme sobre a história de uma empresa de tecnologia ressalta até que ponto o Facebook já virou parte do cenário cultural geral.
"O Facebook é mais que apenas um fenômeno 'geek'. É uma coisa do grande público", disse Dave McClure, ex-executivo da empresa de pagamentos online PayPal e hoje investidor em empresas de tecnologia recém-fundadas.
Maior rede social do mundo, o Facebook possibilita a seus usuários entrarem em contato on-line com seus amigos e conhecidos do mundo real e fazer de tudo com eles, desde compartilhar fotos de bebês e notícias pessoais até jogar versões eletrônicas de Palavras Cruzadas.
Avós, políticos e roqueiros estão entre os mais de 500 milhões de usuários do serviço em todo o mundo, que ajudaram o Facebook a ultrapassar o Google como o site no qual os norte-americanos passam mais tempo todos os meses.
O Facebook atende à necessidade básica que as pessoas têm de se comunicar, disse David Weinberger, pesquisador do Centro Berkman de Internet e Sociedade da Universidade Harvard.
"Os humanos somos uma espécie naturalmente sociável", disse Weinberger. "Nós nos reunimos em sites de relacionamento social como se isso fosse natural, porque é natural."
Sob a direção de Mark Zuckerberg, o cofundador de 26 anos do Facebook, a empresa passou de serviço disponível apenas a estudantes universitários a uma grande empresa na internet, tendo superado uma série de questões complexas de privacidade ao longo de sua trajetória.
Analistas da internet dizem que ela se tornou tão grande e tão popular que já representa uma ameaça financeira a empresas consolidadas, como Google e Yahoo!.
Paul Thiel, membro do conselho de direção do Facebook, disse que a empresa, que ainda é uma companhia limitada, não vai começar a vender ações ao público antes de 2012.
Mas já existe um mercado dinâmico de ações particulares do Facebook, e a empresa é avaliada em mais de US$ 30 bilhões, segundo negociações recentes no Sharespost, um mercado secundário desse tipo.
Thiel acha que o novo filme --que ele afirma conter "muitas imprecisões e pequenas mentiras e distorções"-- vai, mesmo assim, intensificar a influência do Facebook.
"O filme vai incentivar americanos jovens a se mudarem para o Vale do Silício e tentarem criar novas empresas. Portanto, acho que vai fazer mais bem do que mal", disse ele.
Fonte: Folha.com