Mostrando postagens com marcador wikileaks. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador wikileaks. Mostrar todas as postagens

sexta-feira, 1 de julho de 2011

WikiLeaks parodia comercial da MasterCard

“Existem pessoas que não gostam de mudanças. Para todas as outras, existe o WikiLeaks”, diz slogan do vídeo


Por José Gabriel Navarro

Enquanto gera revolta em lideranças mundiais por publicar documentos secretos de diplomatas e grandes empresas, o WikiLeaks faz questão de mostrar bom-humor.

O último sinal disso é um filme produzido pela polêmica ONG em que parodia o conceito “Priceless” (“Não tem preço”), criado pela McCann Erickson para a MasterCard no fim dos anos 1990.

No vídeo, em vez de listar bens desejados pela maioria dos consumidores, como os comerciais da MasterCard costumam mostrar, são mencionados os custos que o australiano Julian Assange, editor e principal porta-voz do WikiLeaks, tem para se manter em sua prisão domiciliar — ele aguarda julgamento sobre acusações de agressão sexual.

A sucessão de gastos se encerra com a locução “Ver o mundo se transformar graças ao seu trabalho: não tem preço”. “Existem pessoas que não gostam de mudanças. Para todas as outras, existe o WikiLeaks”, diz a assinatura, em alusão à da MasterCard (“Existem coisas que o dinheiro não compra. Para todas as outras, existe MasterCard”).

A acidez da iniciativa tem um motivo: o site de denúncias criado por Assange é alvo de um bloqueio por parte das cinco maiores instituições financeiras norte-americanas, Visa, Mastercard, PayPal, Western Union e o Bank of America. Eles estão retendo doações feitas por pessoas em todo o mundo que queriam e querem prestar apoio à ONG, sobretudo após o editor ser detido.

Assista ao “institucional” produzido pela equipe do WikiLeaks, em inglês:

http://www.youtube.com/watch?feature=player_embedded&v=jzMN2c24Y1s

Fonte: Meio e Mensagem

quarta-feira, 9 de fevereiro de 2011

Gaúcho cria Wikileaks Brasil

Redação Coletiva.net

Está no ar desde dezembro o site Wikileaks Brasil. A página, embora não seja vinculada à original Wikileaks, de Julian Assange, segue a mesma linha de denúncia. O criador e fundador do espaço é o gaúcho Luiz Afonso Donati Pasko. Com formação em informática pela PUC e pela Ufrgs, ele é proprietário da empresa Perfumes do Mundo. A inspiração para a criação da página, segundo ele, existe desde os tempos da faculdade. “Me identifiquei com a causa de Assange e resolvi colaborar”, explicou a Coletiva.net. Luiz Afonso ainda não conta com equipe para a produção de conteúdo e investigações maiores, por isso, todo o material divulgado no site é fruto de pesquisas feitas na internet e demais meios de Comunicação.


A linha editorial seguida por Luiz Afonso são os principais problemas sociais do mundo, como política, religião, tráfico de drogas, trabalho escravo e irregularidades de todo o tipo. Esta semana, por exemplo, ele faz denúncias sobre a forma como são escolhidos os participantes do Big Brother Brasil, acusa os discursos de Pedro Bial de manipulativos e considera o Ministério Público “frouxo”, por não intervir.


Por questões de segurança, ele está migrando todo o sistema do site para fora do Brasil, avaliando hospedagem no Canadá ou nos Estados Unidos nas próximas semanas. “Estou me precavendo, caso venham para cima de mim”, disse. OS custos com o site ainda estão sendo bancaos por Luiz Afonso, que estuda a possibilidade de trabalhar com anúncios ou donativos.


O criador do Wikileaks Brasil conta com um parceiro, o blog Tijoladas, de Santa Catarina, que possuiu link no site. Em busca de novos parceiros em outros Estados, ele pede que os interessados entrem em contato pelo e-mail luiz.afonso@wikileaksbrasil.net.br. Aos 54 anos anos, diz que está disposto a discutir e denunciar todo o tipo de problema social no Pais, mas que não pretende se esconder. “Se tu vais falar de outros, antes de mais nada deves te apresentar”, ressaltou.

Fonte: Coletiva.net

quinta-feira, 23 de dezembro de 2010

Le Monde elege Julian Assange como "homem do ano"; Zuckerberg fica em 3º

Redação Portal IMPRENSA

O criador do site Facebook, Mark Zuckerberg, é o homem do ano para a aclamada revista Time. Já o francês Le Monde discorda e coloca o jornalista Julian Assange, criador do WikiLeaks, como principal destaque de 2010.

Eleito pela redação do jornal, Assange será homenageado com uma capa e um artigo biográfico que será publicado na próxima sexta-feira (24) em um suplemento especial da publicação.

Assange também ganhou na eleição dos internautas. Os leitores da versão on-line do Le Monde elegeram Assange como "homem do ano", com 56,2% dos votos, na frente do prêmio Nobel da Paz Liu Xiaobo (22,3%) e do americano Mark Zuckerberg (6,9%), fundador do Facebook.

Segundo informações da agência de notícias AFP, o Le Monde é um dos cinco grandes jornais ocidentais (junto com o The New York Times, The Guardian, El País e Der Spiegel) que se associou ao WikiLeaks para publicar milhares de documentos secretos da diplomacia americana.

No Brasil, Folha de S.Paulo e O Globo fizeram acordo parecido.

Fonte: Portal IMPRENSA

WikiLeaks foi retirado do iTunes por violar normas, diz Apple

Redação Terra

A Apple se juntou ao crescente grupo de empresas norte-americanas que cortaram relações com o WikiLeaks, ao retirar de sua loja online um aplicativo que dava ao usuários acesso ao controverso conteúdo do site e de seu perfil no Twitter por violação de normas de uso.

"Removemos o aplicativo do WikiLeaks de nossa App Store porque ele viola nossas normas para desenvolvedores", disse a Apple em comunicado nesta quarta-feira. "Os aplicativos devem cumprir leis locais e não podem colocar indivíduos ou um grupo em perigo."

Nas últimas semanas, diversas companhias como Amazon.com e Bank of America deixaram de prestar serviços ao WikiLeaks, que incitou a ira do governo dos Estados Unidos ao divulgar milhares de documentos confidenciais norte-americanos.

Ciberativistas têm reagido contra companhias consideradas inimigas do WikiLeaks, atacando sites com o da operadora de cartões Visa. O fundador do WikiLeaks, Julian Assange, foi solto da prisão sob fiança na semana passada no Reino Unido, e luta para evitar sua extradição para a Suécia, onde responde a acusações de crime sexual.

O advogado-geral dos EUA, Eric Holder, disse que considera usar o Ato de Espionagem, além de outras leis, para processar os responsáveis pelo vazamento dos documentos confidencias pelo WikiLeaks. Sob a legislação, é ilegal obter informações sobre defesa nacional com a intenção de prejudicar os EUA.

Fonte: Terra

segunda-feira, 13 de dezembro de 2010

Wikileaks ensina

Por Rogério Christofoletti

Um site que publica documentos mantidos em segredo parece ser uma ideia explosiva, e é. Ainda mais quando esses documentos são autênticos, guardados por setores governamentais, em grande quantidade e com variados interesses em jogo. Pois é esta a receita do Wikileaks, o endereço que mais vem chamando a atenção na internet. Milhares de memorandos, relatórios, correspondências sobre ofensivas militares norte-americanas, sobre ações diplomáticas e intervencionistas, entre outros, estão ali, livres para serem acessados por qualquer um. Como eu disse, é uma dessas ideias explosivas, revolucionárias para alguns, subversivas para outros.

Nos Estados Unidos e na Europa, a repercussão é grande, conforme se pode acompanhar pela mídia convencional e pela galáxia dos meios alternativos. Os impactos são variados tanto na política quanto nos meios de comunicação. Entre os políticos, há queixas sobre o vazamento de documentos nem sempre confiáveis, temendo alarme social e o descrédito de certos governantes. Entre os jornalistas, as reclamações se dão na esfera corporativa, receando ver esvaziar seu poder de denúncia, sua capacidade de fiscalização dos poderes. Quer dizer, nos gabinetes e nas redações, o Wikileaks atua como um fantasma, pesadelo sem fim.

Evidentemente, não se pode generalizar, mas o fato é que a novidade que o Wikileaks traz colide sim contra alguns pilares de sustentação de certas relações de poder. Relações constituídas na exclusividade, no controle da informação, na definição do que pode vir a público e o que não pode. Durante séculos, os poderes centralizados usaram e abusaram dessa estratégia: dominar, usando seu poder de veto. E, convenhamos, durante décadas, o jornalismo convencional se apoiou na primazia de informar, na delegação pública de atualizar o noticiário.

Organização e coragem

O surgimento de um site, mantido por uma organização sem fins lucrativos, transnacional, e meio que clandestina, coloca a nu – mais uma vez – essas relações de poder que hoje se revelam bastante arcaicas e fissuradas. É o fim da política? A ruína do jornalismo? Nem uma coisa nem outra, claro. O episódio pode ser muito mais interessante e positivo. Na minha opinião, o Wikileaks traz lições que podem ser bem usadas por políticos, jornalistas e cidadãos em geral. A coragem, a ousadia, a sagacidade e o senso (quase anárquico) de transparência ensinam e nos trazem ao menos quatro bons lembretes:

1. políticos devem orientar suas ações pelo interesse da coletividade, e tudo aquilo que contraria isso, deveria ser descartado de seu cardápio de serviços;

2. empresas e governos não podem enganar ou esconder algo por muito tempo, ainda mais numa sociedade cada vez mais observada e ansiosa por ver tudo;

3. cidadãos comuns podem se organizar muito rapidamente no meio virtual de maneira a buscar informações e direitos. A internet não reinventa a política, mas a atualiza;

4. o jornalismo, com Wikileaks ou sem ele, deve continuar a perseguir informações que sejam de interesse público e que estejam mantidas em sigilo. O desvelamento de segredos e a fiscalização dos poderes continuam a ser importantes funções públicas dessa atividade.

Como se pode ver, o Wikileaks pode ser visto com terror ou com uma ponta de esperança. O site não vai trazer à tona todos os segredos do mundo, não está reinventando as relações de poder entre pessoas e organizações, talvez nem dure tanto tempo. Boa parte do valor dessa iniciativa está no seu surgimento, no fato de ter se mostrado viável e audível por todos. É uma ponta do iceberg, uma parcela diminuta do que se pode fazer quando há organização, propósito e coragem.

Fonte: Observatório da Imprensa