quarta-feira, 30 de março de 2011

A Globo quer levar o sinal digital a 70% da sua área de atuação até a Copa de 2014.

Redação Exame

São Paulo — Ampliação da cobertura digital, conteúdo em alta definição e aplicação do modelo de afiliadas na Internet são algumas das prioridades da Globo, apresentadas nesta terça-feira, 29, durante evento para mostrar a programação da emissora para o primeiro semestre do ano.

O diretor geral da emissora, Octavio Florisbal, declarou que, entre as prioridades da Globo neste ano, está a ampliação da cobertura do sinal digital. "Queremos ter no mínimo 70% de cobertura até a Copa", disse. Segundo o executivo, a Globo e suas afiliadas começam a levar, a partir deste ano, o sinal digital para todas as cidades com mais de 50 mil habitantes.

Em seguida, o diretor apontou o crescimento da produção em alta definição, e a transmissão de novas faixas em HD. “Além disso, queremos concluir todo o sistema digital HD”, completou. Ainda este ano, a Globo deverá ter todas as etapas funcionando em alta definição, abandonando o parque técnico em baixa definição.

Programação

Com destaque para a dramaturgia e a cobertura jornalística e de esportes, a Globo apresentou as novidades em sua grade de programação para o primeiro semestre do ano. Entre os destaques, estão as novas comédias “Tapas e Beijos”, “Lara com Z”, “Batendo Ponto” e “Macho Man”. Além das produções próprias, a Globo destacou a aquisição de filmes e séries de sucesso, como “Glee”, “Flash Forward” e “Castle”.

A cobertura de esporte vai ganhar um cenário novo, com direito a hologramas e um estúdio móvel, construído dentro de um ônibus. Foi apresentado, ainda, um sistema de rastreamento dos jogadores, que, aliado ao tira-teima, permitirá análises táticas. O novo cenário será usado em todos os programas esportivos da Globo.


Fonte: Exame

Globo deve oficializar Brasileirão em duas semanas

Por: Bárbara Sacchitiello

A novela pelos direitos de transmissão do campeonato Brasileiro pode estar próxima de seu final. Dentro de duas semanas, os 18 principais times pertencentes à formação original do Clube dos 13 devem firmar definitivamente com a Globo um contrato para a cessão dos direitos de transmissão do principal torneio de futebol do País pelos anos de 2012, 2013 e 2014.

A informação foi revelada pelo diretor geral da Globo, Octávio Florisbal, durante o evento de apresentação da grade de programação de 2011 da emissora. “Em duas semanas, mais ou menos, deveremos ter em mãos os contratos acertados com os 15 clubes. Com os outros três, também estamos negociando e acreditamos que chegaremos a uma conciliação. A chance de a Globo perder a transmissão do campeonato Brasileiro, hoje, é mínima”, revelou o executivo à reportagem de M&M Online.

A convicção da emissora está apoiada no poder que os clubes possuem de pedir a retirada da procuração que cedia ao Clube dos 13 o direito de negociar em seus nomes. Na semana passada, a entidade representante do futebol alegou ter alguns times de futebol em suas “mãos” por conta justamente dessa procuração de seção de direitos e de dívidas afiançadas pelo próprio Clube dos 13 e, por isso, confirmou o acordo com a RedeTV, que ofereceu R$ 516 milhões pelas transmissões do campeonato de futebol.

Segundo explicou Florisbal, tais dívidas não seriam um impedimento para as negociações individuais destes clubes com a Globo, uma vez que a quitação dos débitos não precisa, necessariamente, estar vinculada à permanência da validade da procuração que une os times e o Clube dos 13. Sendo assim, desde que se comprometam a quitar as pendências financeiras, os clubes têm liberdade para negociar, individualmente, com outras emissoras.

Está nos planos da Globo a veiculação de cerca de 100 partidas de futebol na temporada,mdentre as quais as do Campeonato Brasileiro, que correspondem a boa parte deste total. Florisbal ainda salientou que, com o acerto das transmissões, a Bandeirantes também deve garantir o Brasileirão em sua grade nos próximos anos, por conta da parceria entre as duas emissoras.

Fonte: M&M Online

terça-feira, 29 de março de 2011

REDES SOCIAIS - Facebook, processos colaborativos e consumo

Por Valério Cruz Brittos e Rosana Vieira de Souza

O número de usuários das redes sociais cresceu consideravelmente no Brasil nos últimos anos, passando a constituir, depois dos mecanismos de busca, a maior categoria de uso na internet. Embora o Orkut mantenha a liderança no país, por meio de usuários leais (com média de 31,7 visitas/mês do país, segundo dados recentes da ComScore), o Facebook triplicou seu crescimento e hoje, com uma média mundial de 29,6 visitas/mês, é o grande responsável pelo avanço da categoria, chegando a mais de dois milhões de utilizadores no Brasil – e cerca de 500 milhões em todo o mundo.

Mas o que realmente se mostra tão atraente, a ponto das pessoas empregarem tanto tempo e energia em redes como o Facebook? O que leva os internautas a contribuírem para estes provedores de plataformas comerciais? Mesmo que não deixe de fazer parte de uma imensa teia em que é apenas parte da engrenagem, o indivíduo comum e amador, transformado agora em usuário de redes de computadores e mídias sociais, sente-se reconhecido por sua contribuição na disseminação de informação e, mais do que isso, na construção de conhecimento, para além das fontes tradicionais e profissionais de produção de conteúdo e notícias.

Justamente por isso, em 2006, a revista Time escolheu "Você" – sim, você, todos nós – como a personalidade de maior influência do planeta. É evidente que, ao ser capaz de tornar significativa e poderosa a pequena contribuição anônima, criativa e engajada de milhares de pessoas, a internet desempenhou papel central nesta escolha da Time. Não por acaso, quatro anos depois quem alcançou o cobiçado posto foi Mark Zuckerberg, o controverso fundador do Facebook, por sua relevância na construção de novas dinâmicas sociais marcadas pela interatividade e compartilhamento de informações e relações sociais. Na mesma direção deve ser considerado o filme A Rede, que narra a criação do Facebook, grande sucesso de bilheteria, ganhador de quatro prêmios Globo de Ouro e vencedor do Oscar em três categorias.

O controle dos conteúdos compartilhados

Mark Zuckerberg e a impressionante rede que construiu oferecem uma promessa quase irresistível: a de propiciar ao usuário a sensação de liberdade e de poder para produzir e gerenciar tanto conteúdos informacionais quanto novos vínculos interpessoais. No lugar de fontes centralizadas de geração de conteúdos, tem-se a participação fragmentada, voluntária e, aparentemente, não controlável, de indivíduos comuns, bem como o estabelecimento de novos arranjos sociais somente possíveis graças às possibilidades de interação entre usuários.

Este é o reflexo prático do estreitamento das distâncias entre as instâncias da produção e do consumo, o qual caracteriza um fenômeno particularmente marcante do capitalismo contemporâneo. Tal cenário, de infinitas possibilidades e expectativas no que se refere à participação ativa dos indivíduos na produção e na circulação de conteúdos, simboliza a rearticulação da ênfase histórica na produção/oferta como esfera geradora de valor da economia capitalista. Desta forma, a produção do consumo/demanda passa a desempenhar um papel mais determinante na construção permanente dos produtos e serviços, numa lógica que não chega a alterar a base do sistema, mas que é essencial num quadro de inovação acelerada.

Apesar das informações postadas serem de propriedade do usuário, ao compartilhá-las no Facebook ele concede licença de uso do conteúdo à rede sem a completa compreensão sobre as formas como este conteúdo poderá ser utilizado. A adesão aos inúmeros aplicativos propiciados pela rede, um dos seus grandes atrativos, constitui um claro exemplo de como os termos de uso do Facebook abrem espaço para dúvidas quanto a quem – e o quanto – controla os conteúdos compartilhados. Ainda assim, a rede não para de crescer.

Os usos estratégicos

As atividades baseadas na dinâmica colaborativa têm em comum o fato de se apresentarem, aparentemente, auto-organizadas e emergentes, não sendo, a princípio, motivadas economicamente por parte dos usuários comuns. A despeito da receita de mais de US$ 1 bilhão alcançada pelos acionistas do Facebook em 2010, não são claras as formas de obter lucros com o uso da rede pelo internauta que a utiliza. O sistema de valor que alimenta o crescente engajamento deste usuário residiria, então, na auto-realização socialmente reconhecida, uma espécie de combinação paradoxal onde, de um lado, há o espírito colaborativo orientado para comunidade e, de outro, a busca racional e reflexiva por auto-interesse, na verdade o grande motor da sociedade capitalista, individualista por excelência.

Talvez a história da produção online colaborativa, do compartilhamento e da interação sem precedentes tenha, de fato, começado a ser contada há quatro anos nos grandes meios de comunicação. Entender a lógica que motiva e sustenta o espírito colaborativo e reestrutura as relações entre os planos da produção e do consumo, ainda que sejam desconhecidos os riscos ligados ao novos hábitos e dinâmicas sociais, torna-se condição fundamental para qualquer discussão acerca dos usos estratégicos, por parte das grandes corporações, destas novas condições, assim como para se desenharem outras construções cooperativas, desligadas da base estrutural da atual formação histórica.

Fonte: Observatório da Imprensa

segunda-feira, 28 de março de 2011

Facebook quer contratar antigo porta-voz da Casa Branca

Redação Estadão

Os responsáveis pelo Facebook estão negociando com o ex-porta-voz da Casa Branca e antigo assessor do presidente Barack Obama, Robert Gibbs, para contratá-lo como chefe do departamento de comunicação da rede social. A informação foi publicada nesta segunda-feira, 28, em uma reportagem do jornal New York Times.

Gibbs, que abandonou seu posto de porta-voz da Casa Branca em fevereiro, teria recebido uma oferta milionária para juntar-se ao Facebook antes de a empresa iniciar sua abertura de capital na bolsa, uma operação esperada para o início de 2012, segundo detalharam fontes anônimas ao jornal nova-iorquino.

O ex-porta-voz deixou o cargo para se tornar assessor de política externa de Obama, de olho na campanha de reeleição do presidente em 2012, depois de se juntar ao setor privado, segundo indicaram as mesmas fontes.

Porém, os responsáveis pelo Facebook estariam pressionando Gibbs para que ele aceite um emprego com salário de “milhões de dólares” e participação nas ações da empresa antes que comece o processo eleitoral do ano que vem.

O cargo oferecido a Gibbs é na sede da empresa, em Palo Alto (Califórnia), e ele teria de trabalhar sob as ordens do vice-presidente de comunicações globais e políticas públicas do Facebook, Elliot Scharge.

Segundo o New York Times, Gibbs teria consultado seus ex-colegas da Casa Branca nas últimas semana sobre a decisão de ir para o Facebook, uma empresa cuja valorização subiu para US$ 60 bilhões com os últimos investimentos.

O jornal também detalha que Gibbs se reuniu recentemente com outras empresas em busca de um emprego no setor privado.

Gibbs foi substituído como porta-voz da Casa Branca em fevereiro pelo jornalista veterano Jay Carney, que antes era o porta-voz do vice-presidente dos Estados Unidos, Joe Biden.

Ao anunciar sua saída, Gibbs declarou que sua renúncia era “um ciclo natural” de cansaço depois de intensos anos no governo e uma adaptação a novas realidades depois que os republicanos se tornaram maioria nas últimas eleições legislativas.

Fonte: Estadão

TV paga passa dos 10 milhões de domicílios

Redação AdNews

Com 251.732 novos assinantes em fevereiro, o Brasil encerrou o segundo mês de 2011 com 10.176.149 domicílios atendidos com TV por assinatura, o equivalente a uma penetração de 17,0% das residências do país, de acordo com a Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel). O crescimento observado em fevereiro representa uma evolução de 2,5% em relação à base de assinantes do mês de janeiro. Considerando-se o número médio de pessoas por domicílio divulgado pelo IBGE (3,3 pessoas), os Serviços de TV por Assinatura alcançaram mais de 33,6 milhões de brasileiros.

Os serviços de TV por Assinatura são prestados através de sinais codificados por diferentes tecnologias: por meios físicos (Cabo - TVC), por microondas (Distribuição de Sinais Multiponto Multicanais - MMDS) e por satélite (Distribuição de Sinais de Televisão e de Áudio por Assinatura via Satélite - DTH).

Em fevereiro de 2011, os serviços prestados via satélite cresceram 4,3% ante uma evolução de 3,1% no mês anterior. O número de assinantes que recebe os serviços via cabo cresceu 1,1% em fevereiro, desempenho superior ao crescimento de 0,5% registrado em janeiro. As prestadoras de MMDS, por sua vez, perderam 0,7% de sua base de assinantes no mesmo período.

Como consequência da contínua expansão dos serviços de DTH, em janeiro houve nova ampliação da participação dos serviços prestados via satélite no mercado de TV por Assinatura: em fevereiro deste ano, a participação do DTH atingiu 47,3% da base e os serviços a cabo passaram a atender 49,7% dos assinantes. No início de 2010, no mês de fevereiro, os serviços DTH representavam 37,9% do mercado nacional e os serviços prestados via cabo possuíam 57,6% de market share, conforme divulgado naquele mês.

Em fevereiro de 2011, os serviços de TV por Assinatura estavam presentes em 17 de cada 100 domicílios no país, de acordo com estimativas desta Agência, a partir das informações de número de domicílios divulgadas pelo IBGE ³. A Região Sudeste apresentou densidade próxima a 25% de domicílios com TV por Assinatura.

Entre as Unidades da Federação, destacam-se o Distrito Federal e os estados de São Paulo, Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul, Santa Catarina e Amazonas, por terem registrado desempenho acima da média nacional, quanto à densidade dos serviços.

Especificamente em relação aos serviços prestados por meios físicos, via TV a Cabo, fevereiro alcançou 16.910.275 domicílios "cabeados" (Home Passed), ou seja, com infraestrutura disponível para a prestação dos serviços via cabo. Como foram registrados, neste mesmo mês, 5.060.498 domicílios com serviços ativos de TV a Cabo, conclui-se que 30% dos domicílios com potencial para receber TV por Assinatura via cabo, aproximadamente, já possuem os serviços prestados através desta tecnologia. O dado também revela o potencial de expansão da TV por Assinatura prestada via cabo utilizando-se a infraestrutura já existente.

Evolução nas Grandes Regiões e UFs

Seguindo a tendência observada ao longo de 2010, as regiões Norte, Nordeste e Centro-Peste cresceram acima da média nacional nos últimos 12 meses. O menor crescimento, em igual período, foi observado na região Sul, acompanhada pela região Sudeste, com percentuais de crescimento anual abaixo da média nacional.

Consequentemente, as 10 Unidades da Federação que apresentaram maior crescimento percentual nos últimos 12 meses pertencem às regiões Norte, Nordeste e Centro-Oeste.

Fonte: AdNews