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quarta-feira, 30 de março de 2011

Globo deve oficializar Brasileirão em duas semanas

Por: Bárbara Sacchitiello

A novela pelos direitos de transmissão do campeonato Brasileiro pode estar próxima de seu final. Dentro de duas semanas, os 18 principais times pertencentes à formação original do Clube dos 13 devem firmar definitivamente com a Globo um contrato para a cessão dos direitos de transmissão do principal torneio de futebol do País pelos anos de 2012, 2013 e 2014.

A informação foi revelada pelo diretor geral da Globo, Octávio Florisbal, durante o evento de apresentação da grade de programação de 2011 da emissora. “Em duas semanas, mais ou menos, deveremos ter em mãos os contratos acertados com os 15 clubes. Com os outros três, também estamos negociando e acreditamos que chegaremos a uma conciliação. A chance de a Globo perder a transmissão do campeonato Brasileiro, hoje, é mínima”, revelou o executivo à reportagem de M&M Online.

A convicção da emissora está apoiada no poder que os clubes possuem de pedir a retirada da procuração que cedia ao Clube dos 13 o direito de negociar em seus nomes. Na semana passada, a entidade representante do futebol alegou ter alguns times de futebol em suas “mãos” por conta justamente dessa procuração de seção de direitos e de dívidas afiançadas pelo próprio Clube dos 13 e, por isso, confirmou o acordo com a RedeTV, que ofereceu R$ 516 milhões pelas transmissões do campeonato de futebol.

Segundo explicou Florisbal, tais dívidas não seriam um impedimento para as negociações individuais destes clubes com a Globo, uma vez que a quitação dos débitos não precisa, necessariamente, estar vinculada à permanência da validade da procuração que une os times e o Clube dos 13. Sendo assim, desde que se comprometam a quitar as pendências financeiras, os clubes têm liberdade para negociar, individualmente, com outras emissoras.

Está nos planos da Globo a veiculação de cerca de 100 partidas de futebol na temporada,mdentre as quais as do Campeonato Brasileiro, que correspondem a boa parte deste total. Florisbal ainda salientou que, com o acerto das transmissões, a Bandeirantes também deve garantir o Brasileirão em sua grade nos próximos anos, por conta da parceria entre as duas emissoras.

Fonte: M&M Online

terça-feira, 22 de março de 2011

TV & CLUBE DOS 13 - As barreiras para transmitir o Campeonato Brasileiro

Por Valério Cruz Brittos e Anderson David Gomes dos Santos

O episódio da comercialização dos direitos de transmissão televisiva do Campeonato Brasileiro de Futebol para o triênio 2012-2014 reafirmou a dependência desse esporte com relação às indústrias televisivas no país. Confirmou seu atrelamento à Rede Globo, tanto que a possível aquisição de tais direitos por outro grupo de TV, o que acabou se confirmando, levou a um desmonte do Clube dos 13, entidade que reunia os 20 maiores clubes do país. Esta conexão comprova uma história de influência da Globo sobre o futebol nacional, até por sua posição de líder há mais de 40 anos no setor audiovisual.

O próprio processo licitatório pode ser questionado, refletindo-se sobre sua transparência, em especial por se tratar de uma área com tanto impacto na vida do brasileiro, movimentando recursos da população indiretamente, que paga por ingressos em estádios, camisetas, mensalidades de associação e produtos em geral com custo embutido de publicidade. Por mais que o Conselho de Administração de Defesa Econômica (Cade) tenha julgado o processo referente à venda dos direitos de transmissão e tenha acompanhado de perto a licitação desses direitos para os próximos três anos, deve-se perguntar se a licitação não deveria ter proposto direitos compartilhados, para barrar a possibilidade de outro monopólio.

Não obstante isso, como a celeuma não acabou com a abertura dos envelopes da licitação, pode-se pensar numa situação em que o principal campeonato do país entre num imbróglio jurídico sobre quem poderá transmitir determinados jogos. Com a atual divisão entre os clubes que concordam com o processo estabelecido pelo Clube dos 13 e os que resolveram assinar contratos individuais, pode-se ter numa mesma partida o confronto de clubes cujos direitos televisivos pertencem a emissoras diferentes. Isto poderia resultar na transmissão da partida por duas emissoras, havendo acordo entre as detentoras dos direitos, ou até mesmo que ela não fosse exibida pela mídia televisão, o que prejudicaria ainda mais o torcedor/consumidor do produto futebol no Brasil.

Sem concorrência e sem transparência

Sobre este caso, cabe ainda a pergunta: até onde vão os interesses e a capacidade estrutural da Rede TV!, vencedora do processo de licitação, com o pagamento de R$ 516 milhões por ano de transmissão? Emergente no cenário do audiovisual nacional, após a contratação de uma das maiores figuras midiáticas do país, a apresentadora Hebe Camargo, a emissora pode ter nas mãos, a partir do ano que vem, o principal torneio do esporte mais acompanhado pelos brasileiros. Dada a importância do futebol no contexto socioeconômico, até que ponto ela iria para manter a exclusividade desta transmissão, tendo como oponente um dos mais fortes e influentes grupos midiáticos do Brasil, a Rede Globo, que já fez com que a Rede Record desistisse das negociações minutos antes da abertura dos envelopes?

Em seu comunicado de desistência da licitação, a Rede Record – cujo modelo de financiamento extra-mídia prejudica o funcionamento do mercado, podendo trazer consequências desastrosas para o sistema no longo prazo – faz críticas duras à situação atual da definição de direitos de transmissão no Brasil. A emissora, com sede em São Paulo, elogia o processo de licitação definido pelo Cade, mas critica a pressão realizada para a divisão entre os clubes, especialmente a situação de pré-acordos que teriam sido estabelecidos sem concorrência, sem transparência e que teriam como objetivo manter a decisão sobre o quanto pagar pelo futebol nas mesmas mãos de sempre, as da Rede Globo.

O peso das comunicações nas economias

Uma das hipóteses a se pensar enquanto possível solução para a disputa é a partilha da transmissão entre duas emissoras, fato que ocorre com frequência para os torneios nacionais. No atual contexto, a Rede Globo, proprietária dos direitos de transmissão, repassa-os para outras emissoras através de determinadas regras. A sua atual parceira, a Band, por exemplo, frequentemente mostra as mesmas partidas das afiliadas da Globo, quebrando desta forma uma possível pluralidade de eventos transmitidos, por mínima que fosse. Algo que, se mantido, infringe uma das alterações propostas na licitação do C13, que era manter a decisão por retransmissões sob aprovação dos clubes e não apenas da emissora detentora do evento.

A Rede TV! tem um prazo para dar as garantias financeiras de que poderá cumprir com o pagamento, mas é difícil pensar que esse contrato irá ser assinado por todos os clubes, apesar de a emissora sinalizar que também irá negociar individualmente. Para se ter uma ideia da dependência deles, por várias vezes os dirigentes remanescentes do C13 afirmaram que a Rede Globo antecipara cotas de transmissão para garantir que a licitação não iria dar certo. As definições até aqui visualizadas acabam por jogar por água abaixo a tentativa do Cade de regularizar a compra dos direitos de transmissão do Campeonato Brasileiro de futebol e só confirmam o quanto é selvagem o mercado da comunicação no Brasil, mesmo dentro de um contexto capitalista.

Outro ponto verificado nesta questão é a divulgação de informações de cunho econômico interno das indústrias culturais para o público, comprovado com a publicação das cartas com as desistências das redes de TV Globo e Record. Apesar de as negociações da Globo com os clubes terem se dado por fora dos holofotes, a preocupação em se dar uma carta à imprensa mostra o peso das comunicações nas economias, quando a própria mídia dá maior cobertura às indústrias culturais em sua interface econômica, a partir dos muitos negócios que se multiplicam, principalmente envolvendo o audiovisual.

sexta-feira, 18 de março de 2011

Record faz oferta milionária e esquenta briga pelo Brasileirão

Por Lúcia Berbert

A oferta supera a apresentada pela Globo, que promete pagar o mesmo valor, mas inclui as outras plataformas de transmissão – TV fechada, pay-per-view, internet e celular -, enquanto a proposta da Record se refere apenas à TV aberta. O Corinthians, por exemplo, previa receber R$ 70 milhões da Globo na TV aberta e R$ 30 milhões nas outras mídias. Porém, o presidente do clube, Andrés Sanchez, disse que pretende conseguir até R$ 150 milhões anuais pelos direitos de imagem dos jogos do clube no Brasileirão.

A negociação das outras mídias separadamente pode render um valor muito mais alto aos clubes. É essa a aposta da Record, que pretende fazer um corpo a corpo com dirigentes de outros clubes na segunda-feira (21) em São Paulo. Os representantes da emissora aproveitarão o lançamento à noite em um evento da Loteria É Gol, uma parceria dela com os clubes e a Caixa Econômica, para iniciar as conversas.

O Clube dos 13 manteve as licitações da TV fechada e pay-per-view para a próxima quarta-feira (23). As de internet e celular, no dia seguinte, também foram confirmadas. A licitação da TV aberta, feita pela entidade, foi vencida pela Rede TV!, única emissora a apresentar proposta de um total de R$ 1,548 bilhão, pelos jogos do campeonato de 2012 a 2015. Mas já avisou que não pagará nada sem a assinatura de todos os clubes no contrato.

Veja o comunicado na íntegra:
"A Rede Record, como sempre agiu desde o início do processo de negociação do Campeonato Brasileiro de Futebol, reafirma sua intenção de negociar, com total e absoluta transparência, diretamente com todos os clubes envolvidos.

Por isso, decidimos apresentar, publicamente, nossas propostas. Assim, todos terão conhecimento dos valores e propósitos oferecidos para cada um dos clubes que disputam a Série A da competição.

A decisão prioriza o respeito aos clubes, torcedores, telespectadores, patrocinadores, autoridades do CADE (Conselho Administrativo de Defesa Econômica) e até concorrentes.

Iniciamos essa etapa da negociação apresentando ao Clube de Regatas Flamengo e ao Sport Club Corinthians Paulista as nossas propostas e, ao mesmo tempo, registramos os documentos em cartório para provarmos que agimos de acordo com as determinações do CADE e da livre concorrência. A proposta é de R$ 100 milhões por ano, para cada um dos clubes, pela transmissão de, no mínimo, 19 jogos a cada temporada dos Campeonatos Brasileiros de 2012 a 2016.

Dessa forma, acreditamos que podemos colaborar com o esporte mais popular do País e que mexe com a paixão dos torcedores.

Clareza de propósitos, negociações à luz do dia, em horário comercial e com respaldo jurídico são os nossos objetivos em todo o processo.

Se as partes envolvidas agirem assim, temos a absoluta certeza de que, nos próximos cinco anos, o futebol brasileiro vai ser protagonizado pelas maiores estrelas do nosso futebol e coroado com a recuperação econômica dos clubes, aumento do interesse dos torcedores e dos telespectadores pelo espetáculo, exibição das partidas em horários mais adequados e ampliação do número de patrocinadores.

Esse é o caminho que a Rede Record acredita que pode perpetuar o Brasil como o país do melhor futebol e também do mais disputado campeonato do mundo."

O presidente do Cade (Conselho Administrativo de Defesa Econômica), Fernando Furlan, disse à Folha de São Paulo que, caso se forme um novo bloco de clubes que recebam propostas em conjunto, será aberto novo processo para analisar se há desrespeito à concorrência de mercado. Segundo ele, uma possível liga das agremiações estaria sujeita às regras antitruste que já haviam sido negociadas anteriormente com o Clube dos 13 e a emissora.

Fonte: FNDC

segunda-feira, 14 de março de 2011

Globo teria fechado Brasileirão com 12 clubes

Redação AdNews

O fato de a RedeTV! ter fechado com o Clube dos 13 não significa necessariamente que o canal terá todas as partidas para exibir. De acordo com o colunista da Veja Lauro Jardim, corre na CBF a informação de que a Globo teria acertado com pelo menos 12 clubes pela transmissão do Campeonato Brasileiro no triênio 2012-2014.

Isso significa que a transmissora oficial ficaria com somente 8 times. Mas os R$ 516 milhões colocados na mesa pela RedeTV! só serão pagos se o canal tiver ao seu lado as 20 agremiações que compunham o C13 no momento da negociação.

Já a Globo continua a correr por fora. Com negócio encaminhado junto a 12 clubes, a emissora teria aberto caminho para também conseguir os contratos para TV paga, pay per view e internet.

Fonte: AdNews

sexta-feira, 11 de março de 2011

RedeTV oferece R$ 516 milhões ao Clube dos 13

Por Bárbara Sacchitiello, Edianez Parente e Robert Galbraith

Com a ausência da Rede Globo e Record do processo, a RedeTV, que até então corria por fora e não era considerada pleiteante com força para levar os direitos do Brasileirão 2012-2014, foi a única emissora de TV aberta a apresentar proposta para aquisição dos direitos junto ao Clube dos 13.

O valor ofertado foi de R$ 516 milhões. Segundo a emissora, ela já possui os patrocinadores para bancar a oferta. Além disso, oferece diferentes horários para transmissão - às 18h, 19h30 e 21h. A RedeTV já transmite a Série B do Brasileirão, Campeonato inglês e Campeonato italiano.

“Não aceitamos participar de um jogo de cartas marcadas”. Foi com essa frase que a Rede Record desistiu, oficialmente, de concorrer pelos direitos de transmissão do campeonato brasileiro sob o modelo proposto pelo Clube dos 13.

Na manhã desta sexta-feira 11, a Record enviou um comunicado à imprensa declarando que, pela cisão que ocorreu na entidade de futebol desde o início do processo de licitação, não era mais conveniente participar de uma negociação na qual os próprios clubes já haviam manifestado o interesse em negociar diretamente com a concorrência – em uma alusão direta à TV Globo.

Segundo a Record, a atual situação não garante mais que a emissora vencedora tenha os direitos de transmissão dos jogos de todos os clubes e, dessa maneira, não compensa enviar uma proposta oficial ao Clube dos 13.

A apresentação oficial dos resultados das propostas será apresentado na manhã desta sexta-feira 11, em uma coletiva de imprensa do clube dos 13. Mais de 60 jornalistas já estão no local aguardando o pronunciamento oficial. O comunicado da Record chegou ao mercado um pouco antes da manifestação da entidade de futebol.

Apesar de se retirar, a princípio, da negociação, a Record reafirma a vontade de voltar a participar “caso os clubes entrem em acordo, garantindo estabilidade jurídica a quem apresentar a melhor proposta”.

Novos rumos da negociação

Com a saída da Record, as duas principais interessadas em adquirir os direitos de transmissão do campeonato entre os anos de 2012 e 2014 não apresentarão nenhuma proposta ao Clube dos 13, já que, no dia 25 de fevereiro, a Globo também manifestou, oficialmente, a desistência de participar da concorrência com o modelo imposto pela entidade. Na ocasião ficou claro que a emissora daria início á negociação dos direitos de transmissão com cada clube de futebol, individualmente. Em breve, o Clube dos 13 irá anunciar como dará procedimento a licitação diante dessas decisões tomadas por Globo e Record.

Leia o comunicado oficial da Record, na íntegra:

A Rede Record vem a público informar que apoiava o modelo de negociação dos direitos de transmissão do Campeonato Brasileiro no triênio 2012/2014 proposto pelo Clube dos 13 em acordo com o CADE (Conselho Administrativo de Defesa Econômica).

Mas, infelizmente, a concorrência dividiu o C13. A entidade ficou fracionada em clubes que defendiam o processo iniciado com a carta convite, agremiações que pretendiam negociar os direitos em separado e aqueles que vieram a público pedir a total desvinculação do processo e do agrupamento.

Alguns clubes, antes de ouvir qualquer proposta por parte da Record, já indicam que tem acordos pré-acertados com outra emissora. Os responsáveis por estes acordos que prejudicam os torcedores, clubes e patrocinadores devem vir a público para revelar como foram as negociações e qual o valor acertado previamente, sem concorrência, sem transparência e baseados nos mesmos princípios que ajudaram a reduzir o poder dos clubes, prejudicaram o faturamento das agremiações, limitaram a exposição de patrocinadores e impuseram horários estranhos para a prática do futebol, além de transformar o mais popular esporte do País num mero exportador de talentos. Diante desta atitude a Record informa que não aceita participar de um jogo com cartas marcadas.

O quadro, neste momento, gerou incerteza jurídica. Diante disso, não há convicção de que a proposta vencedora tenha os direitos de transmissão dos jogos de todos os clubes. Há ainda a possibilidade de que uma agremiação possa abandonar o C13 enquanto o contrato ainda estiver em vigor. Assim, a Record decidiu não apresentar proposta ao Clube dos 13.

A emissora volta a manifestar seu desejo de participar da concorrência democrática, caso os clubes entrem em acordo, garantindo estabilidade jurídica a quem apresentar a melhor proposta E se os clubes desejarem seguir numa negociação em separado, a Record reafirma que pretende apresentar propostas com padrões de transparência e regras claras.

Mais uma vez, esta é a forma que a Record encontra para contribuir com a evolução e o desenvolvimento do futebol brasileiro, proporcionando uma transmissão de primeira do esporte preferido da nação.

Central Record de Comunicação

Fonte: M&M online

quinta-feira, 10 de março de 2011

Com "briga" pelo futebol e eventos esportivos em alta, emissoras apostam em novas modalidades

Por Luiz Gustavo Pacete

O futebol ainda concentra o maior volume de investimento em publicidade esportiva além de ser muito representativo em relação à audiência dos canais, principalmente os especializados em esportes. Entretanto, as emissoras de rádio e televisão estão investindo na transmissão de outras modalidades.

As mudanças ocorrem pela exigência de uma audiência em busca de novos produtos e pela possibilidade dos veículos de oferecer novos formatos às marcas, que já estão de olho em eventos como os Jogos Pan-Americanos de Guadalajara de 2011, os Jogos Olímpicos de 2012 e 2016 e eventos menores de Rúgbi, basquete, circuitos de tênis e natação.

Além de novos formatos e produtos, aproveitar a credibilidade jornalística para agregar valor é uma saída, constata Marcio Lino, diretor da Rádio Eldorado/ESPN. Ele afirma que atrelar jornalismo e esporte atrai não só uma nova audiência, mas uma demanda reprimida do mercado anunciante. "Temos o exemplo do Itaú, que esta com presença muito forte em futebol e investindo em jornalismo, e o Bradesco que investe bastante em jornalismo, mas agora está entrando na área olímpica".
Conrado Nakata, sócio da Bravo Marketing Esportivo, lembra que a mídia brasileira pode aproveitar melhor a variedade esportiva, principalmente nos canais abertos. "O mercado brasileiro ainda esta começando a desenvolver a cultura de investir de forma mais inteligente no esporte. Tanto por parte das marcas, que perceberam que gastar milhões em um clássico na TV nem sempre é a melhor saída, quanto por parte das emissoras, que estão valorizando outras modalidades".

A própria Rádio Eldorado/ESPN já aposta em transmissões de vôlei, tênis, basquete, natação, rúgbi e golfe. A Record transmitiu os Jogos Olímpicos de Inverno de Vancouver, em 2010, e neste ano transmite o Pan-Americano de Guadalajara. O Portal Terra que também negocia o Brasileirão com o Clube dos 13 e vai transmitir os Jogos Olímpicos de 2012 em dispositivos moveis.

Para Fernando Trevisan, diretor da Trevisan Escola de Negócios, as empresas já acordaram para o quanto podem ganhar com o esporte de forma completa. "Tirando a questão de direitos de transmissão, que é algo mais complexo, as empresas que patrocinam, já estão colocando dinheiro em coisas novas. Além disso, os próprios meios já estão dando espaço a outras modalidades".

Sobre os direitos de transmissão, Trevisan se refere à recusa da TV Globo de participar da licitação para a transmissão do Campeonato Brasileiro entre 2012 e 2014. Desde 1987, a emissora é detentora dos direitos da competição. Começou pagando US$3,4 milhões, o que hoje está sendo avaliado em R$540 milhões para o triênio. Ao que tudo indica, há chances de movimentação no setor nos próximos anos, o que certamente vai mexer com as emissoras, os anunciantes e os telespectadores. É esperar para ver.

Fonte: Portal IMPRENSA

quarta-feira, 2 de março de 2011

Record critica Globo e admite negociar em separado

Redação Gazeta Esportiva

A Rede Record, uma das favoritas a vencer a licitação dos direitos de transmissão para os Campeonatos Brasileiros de 2012 a 2014, enviou nesta quarta-feira um comunicado à imprensa no qual critica a forma como a Rede Globo televisionou o futebol brasileiro nos últimos 13 anos e admite também negociar em separado com os clubes, desde que haja transparência e regras claras, ou seja, que vença a melhor proposta.

"O modelo anterior impôs aos clubes o endividamento e a perda sucessiva de seus maiores talentos para outros países. Alguns clubes brasileiros passam meses sem parceiros patrocinadores porque camisas, luvas, bonés e até placas publicitárias são evitadas ou encobertas nas transmissões esportivas. Ainda existem alguns clubes que simplesmente são ignorados durante a temporada e passam semanas sem que seus jogos sejam transmitidos. A proposta do C13 rompe com as obscuras negociações que favoreciam o monopólio e descaracterizavam a concorrência, impondo aos clubes valores e limitações exigidas pelos eternos favorecidos", declarou.

Até agora, Corinthians, Coritiba, Botafogo, Flamengo, Fluminense, Vasco, Grêmio, Cruzeiro, Palmeiras e Santos anunciaram que não vão conversar com as emissoras interessadas por meio do Clube dos 13, mas de forma independente. A Globo também informou que não vai participar da concorrência liderada pelo diretor executivo da entidade, Ataíde Gil Guerreiro.

A Record expressou preocupação com as críticas feitas ao processo e lembrou que ele foi formulado a partir de uma conversa com o Conselho Administrativo de Defesa Econômica, que proibiu cláusulas preferenciais à emissora carioca. A última delas, uma vantagem de 10%, foi retirada na terça-feira.

Apesar de admitir a possibilidade de negociar com os clubes sem passar pela entidade comandada por Fábio Koff, a emissora paulista reforçou o desejo de participar da licitação e lembrou a concorrência pelos Jogos Olímpicos de 2012.

"A Record detém os direitos de transmissão exclusivos dos Jogos Olímpicos de 2012, em Londres. Fez a melhor proposta e venceu. O mercado publicitário brasileiro, de forma ousada, correspondeu ao investimento da Rede Record e cobriu todos os custos de direitos e transmissão, além de gerar lucros. Parte do pacote olímpico já foi visto com a premiada e pioneira cobertura esportiva dos Jogos de Inverno de 2010, de Vancouver, no Canadá. Prova inequívoca de que a Record quer inovar no esporte, tem apoio do mercado publicitário e retorno expressivo em audiência. Este ano, em outubro, faremos o mesmo com os Jogos Panamericanos de Guadalajara", prometeu.

Veja o comunicado na íntegra:

A Rede Record vem a público expressar preocupação com as reações ao modelo de negociação proposto pelo Clube dos 13. O formato foi desenvolvido como consequência de um acordo entre o Clube dos 13 e o CADE (Conselho Administrativo de Defesa Econômica). Pelo que foi acertado, cláusulas que caracterizavam o favorecimento a um monopólio e impediam a participação de outros concorrentes de forma democrática e transparente foram proibidas.

O modelo anterior impôs aos clubes brasileiros o endividamento e a perda sucessiva de seus maiores talentos para outros países. Alguns clubes brasileiros passam meses sem parceiros patrocinadores porque camisas, luvas, bonés e até placas publicitárias são evitadas ou encobertas nas transmissões esportivas. Ainda existem alguns clubes brasileiros que simplesmente são ignorados durante a temporada e passam semanas sem que seus jogos sejam transmitidos.

A carta convite enviada pelo Clube dos 13 contempla uma concorrência transparente, séria, com regras claras. O documento exige propostas entregues em envelopes fechados e pressupõe declarar vencedor aquele que fizer a melhor proposta financeira para todos os clubes. O modelo é semelhante ao estabelecido pelo Comitê Olímpico Internacional para a disputa de direitos dos Jogos Olímpicos. A Record detém os direitos de transmissão exclusivos dos Jogos Olímpicos de 2012, em Londres. Fez a melhor proposta e venceu. O mercado publicitário brasileiro - de forma ousada - correspondeu ao investimento da Rede Record e cobriu todos os custos de direitos e transmissão, além de gerar lucros. Parte do pacote olímpico já foi visto no Brasil com a premiada e pioneira cobertura esportiva dos Jogos de Inverno de 2010, de Vancouver, no Canadá. Prova inequívoca de que a Record quer inovar no esporte, tem apoio do mercado publicitário e retorno expressivo em audiência.

Este ano, em outubro, faremos o mesmo com os Jogos Panamericanos de Guadalajara.

A proposta do Clube dos 13 rompe com as obscuras negociações que favoreciam o monopólio e descaracterizavam a concorrência, impondo aos clubes valores e limitações exigidas pelos eternos favorecidos.

A Record reafirma o desejo de participar da concorrência do Clube dos 13, se os associados estiverem em acordo e unidos em busca de propostas que ofereçam alternativas para o torcedor brasileiro, melhorem arrecadações e ampliem a possibilidade de surgimento de novos patrocinadores.

Mas se os clubes desejarem uma negociação em separado, optando por outro modelo, a Record também pretende apresentar proposta, desde que as negociações sejam feitas seguindo padrões de transparência e regras claras. Ou seja, com a garantia de que a melhor proposta para a televisão aberta terá preferência.

Esta é a forma que a Record encontra para contribuir com a evolução e o desenvolvimento do futebol brasileiro, proporcionando ao torcedor acesso livre e gratuito ao esporte preferido da nação.

São Paulo, 02 de março de 2011

Fonte: Gazeta esportiva.net

segunda-feira, 28 de fevereiro de 2011

SPFC terá canal na internet e na TV

Redação AdNews

O São Paulo Futebol Clube será o próximo a ter um canal de TV próprio, a exemplo do que fez o rival Corinthians. O time prepara programação que terá desde comportamento, bastidores e história do clube à exibição de treinos e entrevistas com ícones. A informação é de Alberto Pereira Jr., da colna Zapping.

A estreia deve acontecer inicialmente na internet, por meio de parceria com o site Just Tv. Até junho, o serviço deverá ser oferecido em pacotes da TV a cabo. O projeto vem sendo tocado há dois anos e tem a coordenação de Thaís Kaeim Gunnewik.

"As Tuas Glórias Vêm do Passado", "Área VIP" e "Grife" estão entre os programas que comporão a grade.

Fonte: AdNews

quinta-feira, 24 de fevereiro de 2011

Racha no Clube dos 13 compromete leilão de direitos

No dia em que o futebol brasileiro poderia dar um passo importante rumo a um novo modelo de negociação de direitos de transmissão, os clubes resolveram "rever seus conceitos". O Clube dos 13 (C13), representantes dos principais times do País, comprometeu-se a distribuir nesta quinta-feira, 24, o edital de concorrência para os direitos de transmissão para TV do Campeonato Brasileiro de futebol no triênio 2012-2014. Mas as coisas podem mudar.

Por Renato PezzottiNa semana passada, o C13 fez um anúncio de página inteira nos jornais Folha de S. Paulo, O Globo e Lance convocando empresas interessadas nos direitos de transmissão do torneio no triênio a apresentarem propostas para as cinco plataformas disponíveis – TV aberta, TV fechada, pay-per-view, internet e telefonia móvel.

Tal modelo de transmissões foi solicitado pelo plenário do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade), que decidiu extinguir o direito de preferência nos contratos de direitos de transmissão do Campeonato Brasileiro para a Rede Globo. O termo de cessação de conduta (TCC) foi assinado pelo Clube dos 13, Globo e Bandeirantes.

Nas últimas semanas, os dirigentes dos clubes receberam representantes dos mais diferentes veículos para formatar o edital que comandaria a disputa. Uma das solicitações seria que os valores pagos anualmente fossem de, no mínimo, R$ 500 milhões - o dobro do que é pago atualmente pela emissora dos Marinho. A carta-convite para a licitação do Clube dos 13 poderá ser enviada aos veículos esta semana.

Mas, de um dia para outro, tudo mudou. Os clubes do Rio de Janeiro (Botafogo, Flamengo, Fluminense e Vasco) permanecem filiados à associação, mas mantém o discurso de negociação separada com a TV. Corinthians, Coritiba abandonaram a associação. O clube do Parque S. Jorge declarou a saída em seu site. O clube do Paraná divulgou um comunicado no início da noite.

Tal atitude faz com que estes clubes tenham de negociar o direito de transmissão de seus jogos individualmente, o que inviabiliza qualquer disputa igualitária.

Muitas notícias surgiram em diversos sites na quarta-feira 23: que o C13 espera R$ 4 bilhões das plataformas de mídia, segundo o Lance; que o Corinthians terá de passar por assembleia e pagar R$ 25 mi para sair do C13, segundo o UOL, e que isso pode até ocasionar a disputa de duas ligas nacionais, como afirma o blog do jornalista Leandro Quesada. O Painel FC, da Folha de S. Paulo, inclusive, enumerou quem disputará qual mídia e que a Globo não entrará no leilão.

Os novos capítulos dessa verdadeira novela - que, num primeiro momento, envolve os clubes, a Globo e a Record - serão escritos nesta quinta-feira, 24.

Fonte: M&M

quarta-feira, 23 de fevereiro de 2011

Teles seguem interessadas na disputa, mas ameaça de racha entre os times é problemática

Por Samuel Possebon

As últimas movimentações envolvendo a negociação para a compra dos direitos do Campeonato Brasileiro de Futebol a partir de 2012 podem ter reflexos significativos no mercado de TV por assinatura e, por tabela, para as empresas de telecomunicações. A pressão dos dois maiores clubes de futebol em torcida (Flamento e Corinthians) sobre o Clube dos 13 para uma negociação individualizada, inclusive com a ameaça aberta de rompimento por parte do Corinthians, podem ser uma alternativa para a Globo ter uma opção caso perca os direitos para a Record, mas atrapalhará muito a negociação para as outras plataformas.

Na verdade, algumas definições tomadas pelo Clube dos 13 nesta terça, 22, já têm impactos na concorrência futura. Uma das ideias dos clubes, que era a venda de um jogo exclusivo para a Internet, está sendo descartada. Isso é bom para a Globosat, que assim preserva o seu modelo de pay-per-view, e péssimo para o Terra/Telefônica, que apostava nessa exclusividade.

Conforme publicou este noticiário, o grupo Globo tem, reservadamente, sinalizado para Corinthians e Flamengo que, caso eles rompam com o Clube dos 13, seria possível um modelo de negociação individualizado. Com isso, a Globo fortaleceria outros campeonatos (Copa do Brasil, Libertadores e Estaduais) e passaria a exibir apenas alguns jogos importantes do Campeonato Brasileiro, com times de grande torcida dissidentes do Clube dos 13 na TV aberta. No entanto, essa estratégia pode ser ruim para a Globosat, que teria mais dificuldade de montar o pay-per-view, baseado justamente na exibição de todos os jogos.

Risco para as teles

Há risco para as empresas de telecomunicações interessadas em entrar na disputa. Oi e GVT mantêm o interesse, segundo apurou este noticiário, e ainda costuram um eventual consórcio. Mas o modelo de negociação fragmentada também é ruim para elas, segundo avaliaram fontes familiarizadas com o processo. Avaliam que seria muito mais complicado dar forma a um modelo alternativo, já que não têm a experiência de operacionalização e negociação clube a clube do grupo Globo.

Outra variável que está sendo colocada: se a negociação com o Clube dos 13 se alongar demais, há a possibilidade de o PLC 116/2010 (projeto que cria novas regras para a TV paga) ser aprovado no Senado. Se isso acontecer, pela redação atual do projeto, as empresas de telecomunicações ficam proibidas de negociar a compra de direitos esportivos diretamente, e teriam que buscar um intermediário, complicando ainda mais a negociação.

Fonte: Tela Viva

terça-feira, 27 de julho de 2010

O espetáculo das grandes corporações

Por Valério Cruz Brittos e Diego Costa

A Copa do Mundo é o segundo maior evento esportivo do planeta, atrás apenas dos Jogos Olímpicos. Organizada pela entidade máxima da área, a Federação Internacional de Futebol (Fifa), desde 1930 e de quatro em quatro anos, a Copa do Mundo tornou-se um espetáculo que movimenta bilhões de dólares, ao midiatizar produtos e explorar exaustivamente todas as formas de marketing e comercialização.

Acredita-se que por detrás das paixões futebolísticas sempre esteve presente a especulação financeira e a agiotagem, passando por cartalogens e corrupções, as quais, nos dias de hoje, já nem são consideradas de tal forma, tamanha é a liberdade de mercado e a falta de qualquer regulação neste meio. Ao mesmo tempo, a importância deste espetáculo hoje é muito maior do que no passado, já que a televisão o torna efetivamente mundial.

Os patrocinadores das seleções pagam caro à Fifa pelo direito de exclusividade para a exibição de suas marcas e obtêm sucesso. Em 2010, a entidade abriu 2.500 processos ao redor do mundo para proteger a marca da Copa, fechando o cerco e delimitando os espaços. Nesta Copa da África, os vendedores locais sequer tiveram seus direitos de comercialização garantidos, por não venderem produtos pertencentes às grandes corporações em questão.

Fatos como estes revelam o poder arbitrário da Fifa e demonstram quem realmente lucra, não importando o local de realização do evento. Aliás, fica bem claro que o comércio local sofre perseguição e tem suas ambições delimitadas pelo mercado do futebol. Tal procedimento deve-se não só à expectativa de faturamento nos estádios e arredores, mas também devido à busca de imagens somente das marcas e produtos dos patrocinadores, o que implica eliminar a possibilidade de concorrentes serem captados por fotógrafos e cinegrafistas.

Lucros e perdas

As seleções eliminadas precocemente na competição tiveram seus contratos de imagem rompidos com os patrocinadores e sofreram pressão, inclusive de veto e escolha de jogadores, como tem sido denunciado. Fato tão comum que não deveria causar espanto. É emblemático o caso do jogador Ronaldo Nazário, até então conhecido como "Ronaldinho", que na Copa de 1998 teria sido escalado mesmo estando doente, supostamente por pressão dos patrocinadores, que teriam exigido que o jogador estivesse presente na final da competição.

Por todo este panorama traçado e acontecimentos exemplificados, pode-se delinear que em 2014 haverá uma disputa ainda mais acirrada entre as grandes corporações, já que os capitais buscam crescentemente ampliar seu espaço. A Copa realizada no Brasil irá gerar uma especulação ainda maior, conectando-se interesses econômicos e políticos. Ambos, ao fim, passam pelo interesse midiático, como praticamente tudo na formação social contemporânea.

Quem lucra enormemente com as Copas, independentemente do país-sede, é a entidade máxima do futebol, as grandes empresas (que têm o seu lucro multiplicado) e os governantes locais (cujos dividendos políticos resultam em exponencial aumento da capacidade eleitoral sua e de seus aliados). Quem perde é a população local, que paga caro para observar um circo muito bem planejado e que sustenta a paixão e os sentimentos das populações pelo futebol, uma verdadeira febre com claras dimensões midiáticas.

Fonte: Observatório da Imprensa

terça-feira, 6 de julho de 2010

A FIFA na África também é uma grande Hipocrisia

Por ALBERTO MURRAY NETO

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Por ALBERTO MURRAY NETO

Cerca de um mês antes do início da Copa do Mundo o Estadão fez reportagem de página inteira em que mostrou o super faturamento que houve nas construções das obras de infraestrutura e estádios na África do Sul. Ou seja, roubaram o povo sulafricano. Assim como roubaram o povo brasileiro no super faturamento de 1.000% havido nos Jogos Pan Americanos do Rio 2.007. Esses grandes eventos desportivos estão tornando-se, cada vez mais, focos de grande corrupção.

No caso da Copa do Mundo, a FIFA adota uma postura paternal em relação à África do Sul. Como se estivesse fazendo um enorme favor em levar o torneio de futebol ao pobre continente africano. É como aquele cara que, durante o ano todo, é um tremendo picareta. E às vésperas do Natal vai à uma favela distribuir presentinhos para parecer algo que não é. O sujeito, no caso, usa a favela para fazer seu marketing pessoal momentâneo, talvez amainar o peso de sua consciência e mais nada. Na verdade, ele não está nem aí para os pobres. Seguirá seu caminho de malandro. Há muita gente assim.

Eu tenho a impressão de que a postura da FIFA nesta copa é mais ou menos essa, como a do exemplo que ilustrei acima. No fundo, a FIFA e seus patrocinadores não estão nem aí para a nação sulafricana e para o futuro daquele povo gentil. e, ao mesmo tempo, ainda tão carente.

Terminada a competição, quero ver o que a FIFA e os patrocinadores vão fazer com relação à África do Sul. A FIFA e seus parceiros empresariais teriam absolutas condições de, definitivamente, fincar no País projetos sociais relevantes, baseados no futebol que, certamente, gerariam grandes benefícios às futuras gerações. Deveria, ainda, a FIFA exigir a apuração rigorosa das razões do super faturamento que a matéria do Estadão demonstrou. Aonde foi parar esse dinheirama toda?

A outra opção da FIFA — e a qual eu acho que será o caminho que ela seguirá — é voltar para o seu bunker em Zurich e contabilizar o lucro financeiro que obtiveram na África do Sul.

Como escrevi na Folha quando o Comitê Internacional Olímpico deu ao Rio o direito de organizar os Jogos Olímpicos de 2.016, tudo isso é uma grande hipocrisia.


Fonte: Mídia sem Média