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quinta-feira, 14 de julho de 2011

Bus TV e Record fazem parceria em Brasília

Os ônibus da capital do País passarão a exibir aos passageiros o conteúdo da TV Record. Em mais uma parceria, a Bus TV (empresa de mídia outo of home que atua nos transportes coletivos) e a emissora passarão a compartilhar o conteúdo jornalístico em mais de 300 monitores instalados nos ônibus de Brasília e nas cidades vizinhas.

O conteúdo das informações divulgadas será proveniente da TV Record Brasília, sobretudo dos programas “DF no Ar” e “DF Record”. A ideia é aproveitar a familiaridade que a população local possui com o conteúdo da emissora.

A expectativa é de que o conteúdo da TV Record impacte, diariamente, cerca de R$ 1 milhão de pessoas. Essa é a segunda grande parceria da Bus TV com a Record em uma capital brasileira. No Rio de Janeiro, diversos monitores da frota urbana da cidade já exibem as informações jornalística da Record Rio.

quinta-feira, 19 de maio de 2011

Com a Fazenda, Record terá 105 horas de HD

Por Bárbara Sacchitiello

Pela primeira vez o reality show A Fazenda será transmitido em alta definição. Em um esforço para inserir toda a sua grade na nova tecnologia, a Record já anunciou que a quarta temporada da competição rural será filmada e exibida em HD.

Com isso, durante a temporada do reality – que estreia na grade de programação da emissora em julho – a Record terá um total de 105 horas de produção, por semana, em alta definição. De segunda á sexta-feira, entre os horários de 6h e 1h, toda a grade da emissora já é exibida em HD.

Apenas os programas de auditório da casa – como O Melhor do Brasil, Show do Tom, Tudo é Possível, entre outros – ainda não são exibidos e filmados em HD. A ideia da Record, entretanto, é inserir em breve toda a sua programação na tecnologia de alta definição.

Além dessa novidade, a quarta edição de A Fazenda também baterá um recorde. A Record nunca cobrou tão alto dos patrocinadores que desejam levar suas marcas ao reality. O preço de tabela de cada uma das cotas desta edição é de R$ 49 milhões – embora os descontos comumente praticados no mercado dificilmente façam com que algum anunciante pague o valor cheio. Mesmo com a inflação, os seis cotistas do programa já estão garantidos: Kia, Nestlé, Cervejaria Petrópolis (Itaipava), Procter & Gamble, Net e Ambev (Guaraná Antarctica).

Fonte: Meio e Mensagem

quarta-feira, 18 de maio de 2011

Record bate Globo pela primeira vez durante a manhã

Por Redação Adnews

A Record atingiu ontem, 17, o topo do Ibope no período da manhã (das 6 h às 12 h) pela primeira vez, desde quando as medições de audiência da TV aberta começaram. A emissora marcou 6,9 pontos contra 6,3 da Globo e 5,9 no SBT.

Os dados foram apurados da medição prévia minuto-a-minuto, e foram calculados pela reportagem da Folha de São Paulo. O número exato ainda será divulgado pelo ibope, mas a Record já comemora a conquista.

Na frente do "Bom Dia São Paulo", da Globo, o "SP no Ar" venceu das 7h15 às 8h40 (7,8 a 7,5). Durante a transição do "SP no Ar" para o "Fala Brasil", a diferença foi de 11 (Record) para 6 (Globo). O “Fala Brasil” também manteve a liderança das 8h40 e 9h35 sobre o programa de Ana Maria Braga, diferença de 10 x 6. No mesmo período o SBT registrou 7 pontos.

O "Hoje em Dia" ficou um ponto na frente da Globo, com 8 x 7. O programa ultrapassou o "Mais Você", o "Bem Estar" e a "TV Globinho". No mesmo período, a Globo empatou com o SBT.

Com informações de Ricardo Feltrin para a Folha.com

Fonte: Adnews

segunda-feira, 16 de maio de 2011

Jornal da Record News é o primeiro com conteúdo transmídia

Por Ana Carolina Lima

O Jornal da Record News estreia no dia 23 de maio, sob comando do jornalista Heródoto Barbeiro, que divide a bancada com Thalita Oliveira, de segunda a sexta. O formato promete unir informação, humor, aprofundamento e interatividade com a contribuição de dez comentaristas especialistas em diferentes assuntos.

É a primeira vez que a TV brasileira fará uma transmissão transmídia, garante Antônio Guerreiro, diretor geral do departamento de internet. A ideia é levar a informação para outras plataformas de comunicação além da televisão, onde o telespectador possa participar diretamente da programação. Guerreiro diz que hoje no Brasil é utilizado o crossmedia, algo que de acordo com ele é “fácil fazer”.

O Jornal da Record News conta com uma página especial no portal R7. Os bastidores da atração serão exibidos no site 15 minutos antes da apresentação na TV. Além disso, quando entra o intervalo comercial, o internauta pode continuar vendo o que acontece nos estúdios, enquanto os apresentadores chamam os usuários para a interatividade via Twitter, Facebook ou para a página do portal. A intenção é fazer com que as pessoas interajam diretamente com os apresentadores em tempo real, participe e opine sobre o que vê.

O editor executivo, Marco Nascimento, ressalta que o jornal foi pensado para ser assistido pelo ciberespaço, com o intuito de “oferecer um gostinho de bastidores para quem assiste pela web.”

Segundo o vice-presidente de jornalismo, Douglas Tavolaro, a pretensão é ser diferente, pois o objetivo principal não é a busca pela audiência, mas produzir um telejornal feito com análise e profundidade através do debate de informações.

Três comentaristas falam sobre assuntos diversos a cada exibição diária. Integram a equipe Adibe Jatene (saúde), Beth Goulart (cultura), Cosme Rímole (esporte), David Uip, Daniel Castro (mídia e TV), Nirlando Beirão (polítiica), Ricardo Kotscho(política), Roberto Macedo (economia) e Rubens Edwald Filho (cinema).

Outra novidade é a presença de Bruno Motta, ator que vai levar um tom de humor aos comentários do telejornal. “Eu vou pegar as notícias como as pessoas veem em casa e trazer para a bancada”, conta.

Heródoto Barbeiro se mostrou bastante animado ao falar do jornal e crê que a tecnologia interativa seja um bom meio para divulgar o conteúdo e contribuir com o que chamou de “produção coletiva”. Para ele, este é um passo importante para a democracia, sociedade e jornalistas. “É mais do que um produto. Nós vamos e queremos ser cobrados pelo público”. E completa: “Eu quero ajudar a marca a ter a representatividade que ela merece.”

O investimento ainda não foi divulgado, mas o diretor comercial da Record News, Sidineu Ferrari, aposta que “vender esse formato vai ser muito fácil”.

Fonte: Adnews

terça-feira, 12 de abril de 2011

GLOBO vs. RECORD - Poderes assimétricos no mercado de TV aberta

Por Valério Cruz Brittos e Diego Costa

Em meados dos anos 2000, houve uma mudança significativa no mercado televisivo brasileiro envolvendo as emissoras concorrentes diretas à liderança da audiência. A disputa Globo e SBT, que imperou nas décadas de 80 e 90, foi superada, com a Record assumindo a segunda posição, no lugar da rede de Silvio Santos. Dispondo do apoio da Igreja Universal do Reino de Deus (Iurd), a Record cresceu e seu sinal abrange atualmente 77,3% do território nacional, num processo de sedução econômica de afiliadas.

Embora neste momento a Globo não tenha seu império ameaçado, pois é líder em praticamente todas as faixas de horário, a Record desponta no segundo lugar utilizando os mesmos artifícios do grupo televisual fundado por Roberto Marinho para conquistar o público. Contratando atores da emissora líder por salários elevados, perseguindo o padrão tecno-estético global e com sua grade de programação nos mesmos moldes, esta estratégia, bem-sucedida até o presente, chegou ao campo (ou ao tapetão) do futebol.

Com a entrada da emissora liderada pelo bispo Edir Macedo na disputa da licitação para transmissão dos jogos do Campeonato Brasileiro para o triênio 2012-2014, o Clube dos 13 (entidade fundada em 1987 para defender os interesses políticos e comerciais dos 20 principais times de futeboldo Brasil) acabou implodindo, a Globo passou a negociar com os clubes individualmente e a RedeTV! formalmente venceu a licitação. Em síntese: a Globo reafirmou seu poder, influenciando os resultados desta dinâmica.

Um novo capítulo

Esta configuração confirmou que os grupos empresariais líderes têm um poder de influência que vai além de seu espaço econômico, no respectivos mercados em que atuam. Tratando-se de mercados de comunicação, isto é reforçado pela dimensão simbólica dos produtos que processam, permitindo múltiplas negociações com produtores, anunciantes e parceiros em geral, considerando sua presença junto aos receptores. No caso da televisão, tais poderes assimétricos multiplicam-se, tratando-se da principal mídia.

Nessa direção, faz parte do jogo do mercado a pressão de patrocinadores para que os clubes fechem contrato com a Rede Globo, a fim de que seus produtos tenham maior visibilidade. Com exposição numa janela como a Globo, os clubes e os próprios jogadores lucram muito mais, direta e indiretamente, tendo em vista o que isso repercute em seus ganhos e na possibilidade de fechar outros contratos, frente à força de suas imagens. Esse é um círculo difícil de quebrar, reafirmando o domínio da líder.

Ao mesmo tempo, com os direitos de transmissão assegurados para as Olimpíadas de 2012 e com o caixa pronto para fazer os investimentos necessários – em recursos humanos e equipamentos –, este novo capítulo reafirma a Rede Record como grande desafiante da Rede Globo, capaz de oferecer quantias acima do mercado para obter os conteúdos que decide investir. No entanto, ante o aporte econômico que dispõe e as relações que mantém, deve-ser reafirmar que é ingênuo ver a Record como uma alternativa não-hegemônica.

Fonte: Observatório da Imprensa

sexta-feira, 18 de março de 2011

A industrialização do sagrado

Por Valério Cruz Brittos e Rafaela Chagas Barbosa

A mercantilização do sagrado é um fenômeno corriqueiro na contemporaneidade, com um grupo reduzido de igrejas liderando empreendimentos dentro e fora da área do divino, ao instituir produções simbólico-religiosas para difundir práticas doutrinárias, aqui pensando o meio evangélico na perspectiva do (neo)pentecostalismo.

Malgrado essa realidade, o universo pentecostal tem em sua gênese a distinção de procedimentos da Igreja católica, como veneração de santos, respeito a imagens e confissão individual para remissão dos pecados, preservando seus preceitos históricos. Com as mudanças socioeconômicas e culturais que o capitalismo desencadeou no mundo, ocorreram reordenamentos nas organizações religiosas. Uma parte dessa estrutura passou a seguir as lógicas capitalistas como forma de sobrevivência econômica, adotando posturas fundamentadas mais no consumismo do que na doutrina, tendo a mídia um papel central em suas dinâmicas.

Nesse sentido, na origem do movimento era impossível imaginar indivíduos indo aos templos realizar apostas divinas ou até mesmo a constituição de uma bancada evangélica como estratégia de articulação, junto ao Poder Legislativo. Há mais de quatro décadas, houve uma expansão neopentecostal, conhecida também como terceira onda frente ao meio pentecostal, que surgiu em 1970, partindo das promessas da sociedade de consumo, do acesso de crédito aos consumidores e das possibilidades de entretenimento criadas pela indústria cultural. As alternativas eram manter-se fiel aos seus princípios de origem, aumentando sua defasagem em relação à sociedade e aos interesses ideais e materiais dos seus adeptos, ou fazer concessões.

O alargamento da Igreja Universal

Destarte, algumas denominações evangélicas subdividiram-se para atender a essa fatia do mercado em franca expansão. O pentecostalismo teve seus desdobramentos até o surgimento do (neo)pentecostalismo. Este último incorporou procedimentos inovadores aos métodos protestantes, como a pregação de cultos por meio da mídia, o firmamento da autoridade do cristão frente ao plano espiritual e a aplicação da Teologia da Prosperidade (TP). Nesse contexto, compreende-se a TP como o conjunto de princípios teológicos que sustentam ter o cristão verdadeiro o direito de obter prosperidade, tanto no âmbito material quanto espiritual, e de exigi-la por meio da doação de ofertas e dízimos para Deus. Assim, o fiel pode, durante a vida presente na Terra, desfrutar de tudo aquilo que lhe é garantido.

No cenário brasileiro, sob a perspectiva midiática, depois do decênio de 1990, quando a Igreja Universal do Reino de Deus (Iurd) compra a Rede Record, evidenciam-se o alargamento empresarial desta denominação religiosa no setor de radiodifusão, que na atualidade dispõe da adesão territorial de 85 afiliadas e 14 filiadas.

No exterior, parte do crescimento da Iurd na América Latina, e em alguns países da América do Norte e Europa, é creditada ao alcance midiático nacional e internacional que a Record vem conquistando ao longo dos anos. É válido ressaltar que a gestão e as estratégias construídas perante os cenários culturais de atuação fazem a diferença. Além disso, a Iurd constituiu um complexo de empresas estruturadas nos moldes da indústria cultural, onde os setores fonográfico, literário, radiofônico, televisivo e de distribuição de informações (Unipress Internacional – Agência de notícias, imagens e vídeo), dentre outros, fortalecem o processo comunicativo institucionalizado, entre colaboradores, adeptos e mercado.

O poder comunicacional endossa o discurso de prosperidade, seja para tentar ganhar adeptos, seja para comercializar suas produções espirituais. Cabe observar que a TV serve como reforço comunicacional das mensagens veiculadas pela Iurd, tendo em vista que ela não gera, necessariamente, mudanças (ao contrário da "Igreja Eletrônica" norte-americana) e acaba sendo mais uma plataforma tecnológica para reforçar interesses e ideais do que instrumento de conversões e curas. Somados, o uso dos meios de comunicação e de técnicas de marketing e propaganda, a legitimação da TP e, sobremaneira, o trabalho dos dirigentes e colaboradores, que focam seus empenhos na proliferação da Iurd pelo mundo, asseguram o desenvolvimento da Igreja Universal, podendo projetar economicamente os outros negócios do grupo empresarial do bispo Edir Macedo, como a Rede Record.

sexta-feira, 11 de março de 2011

RedeTV oferece R$ 516 milhões ao Clube dos 13

Por Bárbara Sacchitiello, Edianez Parente e Robert Galbraith

Com a ausência da Rede Globo e Record do processo, a RedeTV, que até então corria por fora e não era considerada pleiteante com força para levar os direitos do Brasileirão 2012-2014, foi a única emissora de TV aberta a apresentar proposta para aquisição dos direitos junto ao Clube dos 13.

O valor ofertado foi de R$ 516 milhões. Segundo a emissora, ela já possui os patrocinadores para bancar a oferta. Além disso, oferece diferentes horários para transmissão - às 18h, 19h30 e 21h. A RedeTV já transmite a Série B do Brasileirão, Campeonato inglês e Campeonato italiano.

“Não aceitamos participar de um jogo de cartas marcadas”. Foi com essa frase que a Rede Record desistiu, oficialmente, de concorrer pelos direitos de transmissão do campeonato brasileiro sob o modelo proposto pelo Clube dos 13.

Na manhã desta sexta-feira 11, a Record enviou um comunicado à imprensa declarando que, pela cisão que ocorreu na entidade de futebol desde o início do processo de licitação, não era mais conveniente participar de uma negociação na qual os próprios clubes já haviam manifestado o interesse em negociar diretamente com a concorrência – em uma alusão direta à TV Globo.

Segundo a Record, a atual situação não garante mais que a emissora vencedora tenha os direitos de transmissão dos jogos de todos os clubes e, dessa maneira, não compensa enviar uma proposta oficial ao Clube dos 13.

A apresentação oficial dos resultados das propostas será apresentado na manhã desta sexta-feira 11, em uma coletiva de imprensa do clube dos 13. Mais de 60 jornalistas já estão no local aguardando o pronunciamento oficial. O comunicado da Record chegou ao mercado um pouco antes da manifestação da entidade de futebol.

Apesar de se retirar, a princípio, da negociação, a Record reafirma a vontade de voltar a participar “caso os clubes entrem em acordo, garantindo estabilidade jurídica a quem apresentar a melhor proposta”.

Novos rumos da negociação

Com a saída da Record, as duas principais interessadas em adquirir os direitos de transmissão do campeonato entre os anos de 2012 e 2014 não apresentarão nenhuma proposta ao Clube dos 13, já que, no dia 25 de fevereiro, a Globo também manifestou, oficialmente, a desistência de participar da concorrência com o modelo imposto pela entidade. Na ocasião ficou claro que a emissora daria início á negociação dos direitos de transmissão com cada clube de futebol, individualmente. Em breve, o Clube dos 13 irá anunciar como dará procedimento a licitação diante dessas decisões tomadas por Globo e Record.

Leia o comunicado oficial da Record, na íntegra:

A Rede Record vem a público informar que apoiava o modelo de negociação dos direitos de transmissão do Campeonato Brasileiro no triênio 2012/2014 proposto pelo Clube dos 13 em acordo com o CADE (Conselho Administrativo de Defesa Econômica).

Mas, infelizmente, a concorrência dividiu o C13. A entidade ficou fracionada em clubes que defendiam o processo iniciado com a carta convite, agremiações que pretendiam negociar os direitos em separado e aqueles que vieram a público pedir a total desvinculação do processo e do agrupamento.

Alguns clubes, antes de ouvir qualquer proposta por parte da Record, já indicam que tem acordos pré-acertados com outra emissora. Os responsáveis por estes acordos que prejudicam os torcedores, clubes e patrocinadores devem vir a público para revelar como foram as negociações e qual o valor acertado previamente, sem concorrência, sem transparência e baseados nos mesmos princípios que ajudaram a reduzir o poder dos clubes, prejudicaram o faturamento das agremiações, limitaram a exposição de patrocinadores e impuseram horários estranhos para a prática do futebol, além de transformar o mais popular esporte do País num mero exportador de talentos. Diante desta atitude a Record informa que não aceita participar de um jogo com cartas marcadas.

O quadro, neste momento, gerou incerteza jurídica. Diante disso, não há convicção de que a proposta vencedora tenha os direitos de transmissão dos jogos de todos os clubes. Há ainda a possibilidade de que uma agremiação possa abandonar o C13 enquanto o contrato ainda estiver em vigor. Assim, a Record decidiu não apresentar proposta ao Clube dos 13.

A emissora volta a manifestar seu desejo de participar da concorrência democrática, caso os clubes entrem em acordo, garantindo estabilidade jurídica a quem apresentar a melhor proposta E se os clubes desejarem seguir numa negociação em separado, a Record reafirma que pretende apresentar propostas com padrões de transparência e regras claras.

Mais uma vez, esta é a forma que a Record encontra para contribuir com a evolução e o desenvolvimento do futebol brasileiro, proporcionando uma transmissão de primeira do esporte preferido da nação.

Central Record de Comunicação

Fonte: M&M online

quarta-feira, 2 de março de 2011

Record critica Globo e admite negociar em separado

Redação Gazeta Esportiva

A Rede Record, uma das favoritas a vencer a licitação dos direitos de transmissão para os Campeonatos Brasileiros de 2012 a 2014, enviou nesta quarta-feira um comunicado à imprensa no qual critica a forma como a Rede Globo televisionou o futebol brasileiro nos últimos 13 anos e admite também negociar em separado com os clubes, desde que haja transparência e regras claras, ou seja, que vença a melhor proposta.

"O modelo anterior impôs aos clubes o endividamento e a perda sucessiva de seus maiores talentos para outros países. Alguns clubes brasileiros passam meses sem parceiros patrocinadores porque camisas, luvas, bonés e até placas publicitárias são evitadas ou encobertas nas transmissões esportivas. Ainda existem alguns clubes que simplesmente são ignorados durante a temporada e passam semanas sem que seus jogos sejam transmitidos. A proposta do C13 rompe com as obscuras negociações que favoreciam o monopólio e descaracterizavam a concorrência, impondo aos clubes valores e limitações exigidas pelos eternos favorecidos", declarou.

Até agora, Corinthians, Coritiba, Botafogo, Flamengo, Fluminense, Vasco, Grêmio, Cruzeiro, Palmeiras e Santos anunciaram que não vão conversar com as emissoras interessadas por meio do Clube dos 13, mas de forma independente. A Globo também informou que não vai participar da concorrência liderada pelo diretor executivo da entidade, Ataíde Gil Guerreiro.

A Record expressou preocupação com as críticas feitas ao processo e lembrou que ele foi formulado a partir de uma conversa com o Conselho Administrativo de Defesa Econômica, que proibiu cláusulas preferenciais à emissora carioca. A última delas, uma vantagem de 10%, foi retirada na terça-feira.

Apesar de admitir a possibilidade de negociar com os clubes sem passar pela entidade comandada por Fábio Koff, a emissora paulista reforçou o desejo de participar da licitação e lembrou a concorrência pelos Jogos Olímpicos de 2012.

"A Record detém os direitos de transmissão exclusivos dos Jogos Olímpicos de 2012, em Londres. Fez a melhor proposta e venceu. O mercado publicitário brasileiro, de forma ousada, correspondeu ao investimento da Rede Record e cobriu todos os custos de direitos e transmissão, além de gerar lucros. Parte do pacote olímpico já foi visto com a premiada e pioneira cobertura esportiva dos Jogos de Inverno de 2010, de Vancouver, no Canadá. Prova inequívoca de que a Record quer inovar no esporte, tem apoio do mercado publicitário e retorno expressivo em audiência. Este ano, em outubro, faremos o mesmo com os Jogos Panamericanos de Guadalajara", prometeu.

Veja o comunicado na íntegra:

A Rede Record vem a público expressar preocupação com as reações ao modelo de negociação proposto pelo Clube dos 13. O formato foi desenvolvido como consequência de um acordo entre o Clube dos 13 e o CADE (Conselho Administrativo de Defesa Econômica). Pelo que foi acertado, cláusulas que caracterizavam o favorecimento a um monopólio e impediam a participação de outros concorrentes de forma democrática e transparente foram proibidas.

O modelo anterior impôs aos clubes brasileiros o endividamento e a perda sucessiva de seus maiores talentos para outros países. Alguns clubes brasileiros passam meses sem parceiros patrocinadores porque camisas, luvas, bonés e até placas publicitárias são evitadas ou encobertas nas transmissões esportivas. Ainda existem alguns clubes brasileiros que simplesmente são ignorados durante a temporada e passam semanas sem que seus jogos sejam transmitidos.

A carta convite enviada pelo Clube dos 13 contempla uma concorrência transparente, séria, com regras claras. O documento exige propostas entregues em envelopes fechados e pressupõe declarar vencedor aquele que fizer a melhor proposta financeira para todos os clubes. O modelo é semelhante ao estabelecido pelo Comitê Olímpico Internacional para a disputa de direitos dos Jogos Olímpicos. A Record detém os direitos de transmissão exclusivos dos Jogos Olímpicos de 2012, em Londres. Fez a melhor proposta e venceu. O mercado publicitário brasileiro - de forma ousada - correspondeu ao investimento da Rede Record e cobriu todos os custos de direitos e transmissão, além de gerar lucros. Parte do pacote olímpico já foi visto no Brasil com a premiada e pioneira cobertura esportiva dos Jogos de Inverno de 2010, de Vancouver, no Canadá. Prova inequívoca de que a Record quer inovar no esporte, tem apoio do mercado publicitário e retorno expressivo em audiência.

Este ano, em outubro, faremos o mesmo com os Jogos Panamericanos de Guadalajara.

A proposta do Clube dos 13 rompe com as obscuras negociações que favoreciam o monopólio e descaracterizavam a concorrência, impondo aos clubes valores e limitações exigidas pelos eternos favorecidos.

A Record reafirma o desejo de participar da concorrência do Clube dos 13, se os associados estiverem em acordo e unidos em busca de propostas que ofereçam alternativas para o torcedor brasileiro, melhorem arrecadações e ampliem a possibilidade de surgimento de novos patrocinadores.

Mas se os clubes desejarem uma negociação em separado, optando por outro modelo, a Record também pretende apresentar proposta, desde que as negociações sejam feitas seguindo padrões de transparência e regras claras. Ou seja, com a garantia de que a melhor proposta para a televisão aberta terá preferência.

Esta é a forma que a Record encontra para contribuir com a evolução e o desenvolvimento do futebol brasileiro, proporcionando ao torcedor acesso livre e gratuito ao esporte preferido da nação.

São Paulo, 02 de março de 2011

Fonte: Gazeta esportiva.net

sexta-feira, 25 de fevereiro de 2011

TV Record: Juca Kfouri afirma que emissora usa dinheiro dos fiéis da Universal

Redação FNDC

O jornalista Juca Kfouri declarou que o dinheiro da TV Record vem dos fiéis da Igreja Universal do Reino de Deus (Iurd). A afirmação de Juca foi feita nesta quinta-feira (24/2), em sua coluna na Folha de S. Paulo. A emissora de TV e a igreja pertencem ao mesmo empresário, Edir Macedo.

A critica de Juca ao canal 7 de São Paulo está relacionada ao fato de seis clubes terem deixado o Clube dos 13 para negociar de forma independente os direitos de transmissão do Campeonato Brasileiro. De acordo com o colunista, a briga entre os times e a entidade aconteceu "porque os que saíram (Botafogo, Corinthians, Coritiba, Flamengo, Fluminense e Vasco da Gama) não querem saber de mudanças e preferem a Globo".

"Eu, aliás, também preferiria, ainda mais que o dinheiro da Record é uma forma de concorrência desleal, porque da Iurd. Só os adeptos daquele chinês que não se importa com a cor do gato, desde que ele coma ratos, não dão bola à origem do dinheiro, como o Corinthians, com o aval de seu atual presidente, não se importou com a grana da MSI", diz Juca, em sua coluna, ao mostrar que também prefere ter sua imagem exibida na emissora da família Marinho.

Comentário parecido
Na noite desta quarta-feira (23/2), o jornalista já havia feito criticas à TV Record durante participação na jornada esportiva da CBN. Em conversa com o narrador Marcelo Gomes e com o apresentador Paulo Massini, Juca declarou que o dinheiro da emissora de Edir Macedo vem "da fé" e que as agências de publicidade preferem divulgar produtos na TV Globo, ao invés de veicularem na Record.

Antes disso, no quadro "Momento do Esporte", durante o "Jornal da CBN 2ª Edição", Juca questionou a parcialidade da Record. "A Record bateu no Andrés não foi por razões jornalísticas, foi pelo fato de ele ser a favor da Globo", disse.

Procurada pela reportagem, a Record disse que não irá se manifestar sobre as declarações de Juca.

Fonte: FNDC

quarta-feira, 23 de fevereiro de 2011

Teles seguem interessadas na disputa, mas ameaça de racha entre os times é problemática

Por Samuel Possebon

As últimas movimentações envolvendo a negociação para a compra dos direitos do Campeonato Brasileiro de Futebol a partir de 2012 podem ter reflexos significativos no mercado de TV por assinatura e, por tabela, para as empresas de telecomunicações. A pressão dos dois maiores clubes de futebol em torcida (Flamento e Corinthians) sobre o Clube dos 13 para uma negociação individualizada, inclusive com a ameaça aberta de rompimento por parte do Corinthians, podem ser uma alternativa para a Globo ter uma opção caso perca os direitos para a Record, mas atrapalhará muito a negociação para as outras plataformas.

Na verdade, algumas definições tomadas pelo Clube dos 13 nesta terça, 22, já têm impactos na concorrência futura. Uma das ideias dos clubes, que era a venda de um jogo exclusivo para a Internet, está sendo descartada. Isso é bom para a Globosat, que assim preserva o seu modelo de pay-per-view, e péssimo para o Terra/Telefônica, que apostava nessa exclusividade.

Conforme publicou este noticiário, o grupo Globo tem, reservadamente, sinalizado para Corinthians e Flamengo que, caso eles rompam com o Clube dos 13, seria possível um modelo de negociação individualizado. Com isso, a Globo fortaleceria outros campeonatos (Copa do Brasil, Libertadores e Estaduais) e passaria a exibir apenas alguns jogos importantes do Campeonato Brasileiro, com times de grande torcida dissidentes do Clube dos 13 na TV aberta. No entanto, essa estratégia pode ser ruim para a Globosat, que teria mais dificuldade de montar o pay-per-view, baseado justamente na exibição de todos os jogos.

Risco para as teles

Há risco para as empresas de telecomunicações interessadas em entrar na disputa. Oi e GVT mantêm o interesse, segundo apurou este noticiário, e ainda costuram um eventual consórcio. Mas o modelo de negociação fragmentada também é ruim para elas, segundo avaliaram fontes familiarizadas com o processo. Avaliam que seria muito mais complicado dar forma a um modelo alternativo, já que não têm a experiência de operacionalização e negociação clube a clube do grupo Globo.

Outra variável que está sendo colocada: se a negociação com o Clube dos 13 se alongar demais, há a possibilidade de o PLC 116/2010 (projeto que cria novas regras para a TV paga) ser aprovado no Senado. Se isso acontecer, pela redação atual do projeto, as empresas de telecomunicações ficam proibidas de negociar a compra de direitos esportivos diretamente, e teriam que buscar um intermediário, complicando ainda mais a negociação.

Fonte: Tela Viva

sexta-feira, 17 de dezembro de 2010

Quem é o dono da Rede Record

Por Carlos Newton

Com a mesma isenção e imparcialidade com que há 10 anos a Tribuna da Imprensa acompanha a tramitação da Ação Declaratória de Inexistência de Ato Jurídico, que herdeiros dos antigos acionistas da ex-Rádio Televisão Paulista S/A movem contra a família Marinho, seguimos também o lento caminhar da Ação Civil Pública proposta pela Procuradoria da República em São Paulo contra a Rede Record de Televisão, a Igreja Universal do Reino de Deus (IURD) e o bispo empresário Edir Macedo, com julgamento previsto para o dia 12 de janeiro de 2011.

No caso da TV Paulista (hoje, TV Globo de São Paulo), restou a triste conclusão de que o negócio foi consumado com documentos anacrônicos, falsos, ilegais, porém validados por conta da prescrição do tempo: ou seja, Roberto Marinho se apossou de 48% do capital social inicial de 673 acionistas minoritários por apenas Cr$ 14.285,00 e pelos outros 52% despendeu apenas 35 dólares, já que Victor Costa Junior, a quem pagou CR$ 3.750.000.000,00 nunca foi acionista daquela emissora. Esse processo ainda depende de julgamento no Superior Tribunal de Justiça (STJ).

Informa-se que o advogado que cuida desse processo principal acaba de ser contratado para propor, via ação popular, a cassação da concessão da ex-Rádio TV Paulista por conta dos vícios que pontuaram a transferência da outorga para seus atuais controladores e sobretudo porque o processo administrativo existente na Administração Federal não contém documento algum que justifique tal controle.

Ciente e de acordo

Quanto à compra da TV Record por Edir Macedo, o Ministério Público Federal avalia que ela foi ilegal e é inconstitucional. A venda (que o empresário Silvio Santos fez a Edir Macedo e à sua esposa) da TV Record de São Paulo, hoje a segunda maior rede de televisão do país e com faturamento anual batendo na casa dos 3 bilhões de reais, não teve prévia aprovação das autoridades federais e pode ter sido produto de simulação.

Segundo consta dos autos, o bispo Edir Macedo usou dezenas de milhões de reais da igreja que dirige para concretizar a aquisição. Esses vultosos recursos (doações de milhões de evangélicos) teriam sido "emprestados" pela IURD para que o bispo Edir Macedo pudesse comprar a poderosa rede de TV, e na qual o mesmo bispo-empresário já investiu várias centenas de milhões de reais. A Rede de Televisão e Rádio Record, sem dívida alguma, é hoje avaliada em cerca de 3 bilhões de dólares e, ao que se comenta, teria liquidez maior do que a da emissora líder em audiência.

A Procuradoria da República questiona a compra da emissora porque Edir Macedo, como cidadão, em 1990 comprovadamente não teria bens e recursos para participar dessa vultosa transação e que, por isso, estaria implementando uma aquisição ilegal, dissimulada. A verdadeira compradora da empresa de comunicação seria a pessoa jurídica denominada Igreja Universal do Reino de Deus, o que fere flagrantemente a Constituição Federal.

Nos autos do processo, que tem cerca de 2.500 páginas, e cuja relatora, a desembargadora Salette Nascimento, foi substituída pelo juiz convocado José Eduardo Leonel Junior, indaga-se como foi possível o bispo Edir Macedo, sem patrimônio algum, sem renda mensal (já que sabidamente trabalha por amor ao próximo e a Deus), da noite para o dia ter se transformado no segundo maior proprietário de rede de televisão do país, com o ciente e o de acordo do Ministério das Comunicações, que tem a obrigação de fiscalizar esse importante setor de prestação de serviço público de radiodifusão de som e de imagem?

Os réus

No caso da TV Record, é de se lamentar que um processo dessa importância tivesse permanecido por mais de 10 anos, no TRF-3ª. Região, sem solução alguma e, por certo, em "prejuízo" dos novos donos da Rede Record de Televisão, que permaneceram tão longo período sob constrangimento judicial. É uma preocupação a mais para o Conselho Nacional de Justiça (CNJ) encarar e resolver.

Nesse processo são réus também Ester Eunice Bezerra, esposa de Edir Macedo, o senador Marcelo Crivella, Sylvia Crivella, TV Record de Rio Preto S/A, TV Record de Franca S/A e Rádio Record S/A (Canal 7 de São Paulo) e outros.

Fonte: Observatório da Imprensa