segunda-feira, 6 de junho de 2011

Carrossel de volta ao SBT

Por Bárbara Sacchitiello

Quem assistia TV no início da década de 90, seja criança ou adulto, certamente se lembra – ou no mínimo tem uma vaga ideia – da novela Carrossel. Trama da rede mexicana Televisa, a novela, direcionada ao público infantil, foi exibida pelo SBT pela primeira vez em 1991, ganhando uma legião de fãs e se tornando um marco na TV aberta nacional.

Agora, vinte anos depois de sua primeira exibição, os fãs da turminha da Escola Mundial e da professora Helena terão a chance de matar as saudades da novela. O SBT confirmou que, em setembro, iniciará as gravações da versão nacional de Carrossel, que será escrita por Íris Abravanel, com apoio do núcleo de dramaturgia da emissora.

Segundo a emissora, a novela irá conservar as características da trama original, mas será adaptada aos costumes e estilo brasileiros. Ainda não há uma previsão concreta para a estreia da novela e nem a decisão do horário em que a trama entrará no ar. De acordo com o SBT, não haverá nenhum problema de uso da marca Carrossel com a Record (uma vez que a Televisa é atual parceira da emissora concorrente), pois a rede de Silvio Santos é a detentora dos direitos da novela infantil.

Na última semana o SBT já deu início à seleção do elenco. A emissora já começou a receber crianças, com faixa etária entre sete e dez anos, para os testes. A emissora confirma que existe a possibilidade de a apresentadora mirim Maísa fazer parte do elenco, mas ainda não há um personagem definido para a garotinha.

Quando foi exibida pela primeira vez, Carrossel conseguiu incomodar a TV Globo, chegando, algumas vezes, a superar a audiência do Jornal Nacional - uma vez que entrava no ar sempre após as 20h. A trama mexicana chegou a ser reprisada três vezes pelo próprio SBT.

Fonte: Meio e Mensagem

sexta-feira, 3 de junho de 2011

Globo terá matérias feitas por telespectadores

Em mais uma atitude que visa estreitar relações com a classe C, a Globo levará para São Paulo o "Parceiro do SP", pelo qual os próprios telespectadores passarão a produzir conteúdo para o telejornal SPTV. Ao todo, 14 pessoas de sete regiões farão coberturas locais, passando informações sobre seus próprios bairros. Moradores com níveis diferentes de instrução e classe social poderão se inscrever a partir da próxima semana, de acordo com o Comunique-se.

O projeto começou no Rio de Janeiro com o RJTV e, depois de São Paulo, irá também ao Distrito Federal. "O ‘Parceiro do SP’ vai estreitar ainda mais a relação do SPTV com a comunidade, trazer os detalhes sobre assuntos importantes de cada região, os temas que mais mobilizam os moradores e revelar para nós um olhar que só quem vive no lugar pode ter", explicou Cristina Piasentini, diretora de jornalismo da TV Globo São Paulo.

Na capital paulista, as inscrições estarão abertas entre 6 e 12 de junho pelo site do SPTV. Os interessados têm de ser maiores de 18 anos, com ensino médio completo e ser morador de Diadema, Franco da Rocha, Freguesia do Ó, Guarulhos, M’Boi Mirim, Osasco ou São Miguel Paulista.

Para conseguir a vaga os candidatos serão avaliados em português, conhecimentos gerais, raciocínio lógico e redação, e passarão ainda por dinâmicas em grupo. Serão jornalistas da emissora que acompanharão o processo e, depois da escolha, os finalistas passarão por um curso sobre técnicas jornalísticas.

Em maio, o Sindicado dos Jornalistas Profissionais do Município do Rio de Janeiro e a Associação Profissional dos Repórteres Fotográficos e Cinematográficos do Estado do Rio de Janeiro (Arfoc) questionaram a Globo por causa do projeto, que seria uma tentativa de precarizar o mercado. Mas a emissora respondeu que não houve redução do quadro de funcionários e que todo o trabalho é coordenado por jornalistas.

Fonte: Adnews

Anatel prevê novas licenças de cabo até o fim do ano

Por Luis Grossmann

Dando sequência ao movimento iniciado há um ano, a Anatel está prestes a concluir uma série de alterações em regulamentos para permitir que as empresas de telecomunicações possam atuar no mercado de TV a cabo – antecipando-se à proposta de mudança na legislação, já aprovada na Câmara, mas que ainda aguarda posição do Senado.

Nesta última etapa, a agência colocará em consulta pública um novo regulamento sobre o serviço. Ele define a prestação de TV a cabo como um serviço privado, realizado com base em autorização expedida pela Anatel, sem limite de prazo, no valor de R$ 9 mil.

Ao lado do novo regulamento, também serão colocados em consulta pública – todos por 40 dias – dois instrumentos de outorgas, para adequação das empresas que já prestam o serviço e para os novos entrantes.

A julgar pelo prazo, a expectativa da agência é de que as novas autorizações para a prestação do serviço de TV a cabo comecem a ser emitidas antes do fim deste ano, independentemente, portanto, das discussões no Congresso Nacional.

A essência das mudanças reside na eliminação dos limites à expedição de mais de uma licença por área de prestação, de forma que poderão existir diversas operadoras de cabo em uma mesma cidade ou região, a depender do interesse do próprio mercado.

Até aqui prevaleceram a legislação e as normas específicas que previam licitações para outorgas de concessões. Sem o limite e com o novo regulamento, qualquer empresa que pague R$ 9 mil à Anatel poderá explorar o serviço.

Aliadas à eliminação, em novembro último, da cláusula 14.1 dos contratos de concessão da telefonia fixa – ou seja, a expressa vedação às concessionárias, suas controladoras, controladas e coligadas, atuarem em TV a cabo – o mercado fica aberto às teles.

Com o conjunto de ações regulatórias, iniciadas no ano passado, a Anatel faz caducar, na prática, o processo previsto na Lei do Cabo (8.977/95) para a oferta do serviço por concessão – e, em especial, seu artigo 15, que também limitava a operação pelas teles.

“A AGU deu aval às mudanças que a Anatel vem fazendo. Uma coisa é a discussão de mérito, que no processo democrático pode ser questionada. Mas a questão sobre autorização ou concessão é irrelevante”, sustenta o conselheiro João Rezende.

Por essa lógica, como o serviço de cabo não lida com recurso escasso – ou seja, com radiofrequência – não faz sentido restringir a participação de eventuais interessados na exploração do serviço, sendo desnecessárias as licitações.

Além disso, por se tratar de um serviço em regime privado, a Anatel não estaria mais do que adequando a prestação de TV a cabo à Lei Geral de Telecomunicações, com a oferta regulada por autorizações e não concessões.

A oposição às mudanças regulatórias alia componentes econômicos e legais. Primeiro por liberar a participação de um setor que não só tem muito mais poder financeiro como também já detém a maior parcela da infraestrutura necessária.

Além disso, ao impactar a legislação vigente – a Lei do Cabo – a Anatel estaria atropelando competência exclusiva do Congresso Nacional, especialmente porque uma nova lei sobre TV por assinatura está em tramitação.

O PLC 116 – originalmente PL 29/2007 – faz alterações ainda mais amplas no setor de TV paga, seja por revogar a Lei do Cabo ou por estabelecer cotas de conteúdo nacional na programação, e igualmente permitindo a participação das teles no mercado.

A diferença é que como se trata de um projeto de lei, que também sofre resistências, foi alvo de debates inerentes ao processo legislativo e, até por isso, caminha muito mais lentamente.

Uma nova discussão sobre o projeto está prevista para o próximo dia 21, com audiência conjunta de cinco comissões do Senado. Na prática, porém, é provável que a Anatel comece a conceder novas autorizações antes da aprovação da lei.

Fonte: Convergência Digital

quinta-feira, 2 de junho de 2011

Banda larga a R$ 35 pode chegar as primeiras localidades em julho

Por Sabrina Craide

Brasília - O ministro das Comunicações, Paulo Bernardo, disse hoje (1º) que a partir de julho algumas localidades já poderão contar com internet banda larga com 1 megabit por segundo (Mbps) de velocidade por R$ 35, dentro do Plano Nacional de Banda Larga (PNBL). Segundo ele, em pelo menos sete estados haverá isenção de Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS), que pode baixar o preço para R$ 29,90.

De acordo com a Telebras, as primeiras localidades conectadas por meio do PNBL serão Samambaia (DF), Recanto das Emas (DF), Santo Antônio do Descoberto (GO), Anápolis (GO), Senador Canedo (GO) e Aparecida de Goiânia (GO).

Bernardo disse que a Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) vai votar amanhã (2) o Plano Geral de Metas de Universalização (PGMU) da telefonia fixa, que prevê a possibilidade de licitação da faixa de frequência 450 megahertz (MHz) para a ampliação do acesso à telefonia rural. “Podemos fazer atribuição da faixa ou licitação.”

Bernardo participou na noite de hoje do 55º Painel Telebrasil, promovido pela Associação Brasileira de Telecomunicações.

O presidente da Telebrasil, Antônio Carlos Valente, destacou a evolução do setor de telecomunicações e disse que a massificação do acesso à internet não vai resolver os problemas de inclusão da sociedade brasileira. “Por mais importante que seja a conectividade, é fundamental a criação de mecanismos de incentivo à aquisição de computadores e a capacitação de usuários, estudantes e professores.”

Fonte: Agência Brasil

TV Digital: Governo e Fórum SBTVD discutem sistema de alerta contra desastres naturais

O Fórum SBTVD fechou uma parceria com o governo para viabilizar a adoção da norma japonesa EWS no sistema brasileiro de TV digital. A medida, que passou a ser estudada após o desastre natural que atingiu a região serrana do Rio de Janeiro no início do ano, tem por objetivo enviar alertas à população quando houver a iminência de catástrofes, como enchentes, deslizamentos de terra e ciclones.

Segundo o assessor especial da Casa Civil, André Barbosa, a proposta ainda está em fase de planejamento dentro dos Ministérios da Ciência e Tecnologia, Integração Social, Cidades e Casa Civil e sendo discutida paralelamente junto ao Fórum SBTVD. "Por enquanto estamos debatendo sobre os melhores meios de implantar o sistema", explica. O objetivo é que os alertas sejam enviados a televisores e celulares integrados com conversores digitais.

Ainda de acordo com ele, o principal desafio para se adotar a norma no Brasil é o fato de ela ter sido desenvolvida por técnicos japoneses. "Em virtude disso, ela esta toda estruturada para atender às necessidades do Japão. Ou seja, emitir alertas para terremotos, tsunamis e outros fenômenos naturais que não temos aqui", esclarece o assessor.


Fonte: Convergência Digital