terça-feira, 23 de agosto de 2011
Teles rejeitam percentual mínimo para velocidades na internet
As teles fecharam posição contra a proposta de percentuais mínimos nas velocidades dos acessos à internet. Tanto as empresas separadamente quanto o Sinditelebrasil apresentaram pedidos de adiamento das consultas públicas sobre o Serviço de Comunicação Multimídia por 90 dias - medida que, caso acatada, inviabiliza o prazo previsto pelo governo, de 31 de outubro, para definição de regras de qualidade para o serviço.
Em princípios, as empresas questionam o sistema de medição sob o qual devem ser cumpridos os critérios previstos no regulamento sobre a qualidade do Serviço de Comunicação Multimídia. Pela proposta da Anatel, os acessos devem garantir, no mínimo, 20% da velocidade contratada, mas de forma que seja respeitada a velocidade média mensal de 60% daquilo que está previsto no contrato.
Para as teles, a medição na casa dos clientes - que o novo regulamento do SCM prevê como obrigação de fornecimento do software gratuito para isso - está sujeita a interferências como o tipo de uso, o número de pessoas naquela conexão e até mesmo a possibilidade de vírus no equipamento de determinado consumidor.
Nesse sentido, querem que a medição seja feita em outro ponto da rede - de preferência na borda da rede - ainda que reconheçam que dessa maneira, a informação não estará diretamente disponível aos clientes, mas sim algo que as empresas é que terão. Dessa maneira, entendem as empresas que a verificação seria mais próxima do correto.
Segundo o diretor-executivo do Sinditelebrasil, Eduardo Levy, a Anatel afirma ter usado os critérios definidos em estudo conjunto com Inmetro e Comitê Gestor da Internet, mas aquela verificação tomou como base uma metodologia que eliminou as interferências causadas individualmente pelos equipamentos de cada consumidor. Algo que não está sendo considerado na regra proposta.
Mas mesmo que a Anatel aceitasse modificar a forma de medição das velocidades, as empresas ainda rejeitariam a imposição dos percentuais mínimos de garantia - que, pela proposta, começa em 60% e devem chegar em pelo menos 80% do que foi contratado dois anos após a entrada em vigor do novo regulamento de qualidade.
“Precisam ser estudados com muito cuidado os impactos técnicos e econômicos dessa medida, por isso pedimos que o prazo da consulta seja estendido em 90 dias”, resumiu Alexander Castro, do Sinditelebrasil, por sinal responsável por uma comissão criada no sindicato justamente para tratar desse assunto.
As teles já contam com um estudo que indica que a definição de percentuais mínimos de velocidade é pouco usual no mundo - segundo elas, restrita à Índia e Malásia. Mas outros estudos virão para sustentar a posição contrária ao que foi proposto. Além disso, as empresas querem realizar um seminário para discutir o tema, previsto para 1o de setembro.
O adiamento do prazo da consulta, no entanto, terá reflexo direto na data fixada no Decreto que estabeleceu as novas obrigações de universalização (PGMU 3). Ali, a presidência da República deu à Anatel até 31 de outubro para definir critérios de qualidade para a internet. Não é por menos que a consulta dos dois regulamentos relativos ao SCM - de serviço e qualidade - tem prazo até 8 de setembro. Com os 90 dias pedidos pelas teles, essa data seria estendida a 8 de dezembro - e portanto um regulamento ficaria para o ano que vem.
Fonte: Convergência Digital
quarta-feira, 18 de maio de 2011
Acesso à banda larga ultrapassa 40 milhões em abril, diz associação
BRASÍLIA – Os terminais com acesso à internet banda larga no país atingiram 40,9 milhões em abril, segundo informações da Associação Brasileira de Telecomunicações (Telebrasil). De acordo com a entidade, houve uma adição de 14,2 milhões de novos clientes nos últimos 12 meses, o que representa uma evolução de 53,2%.
O levantamento do Telebrasil considera não apenas o acesso à banda larga fixa e móvel, com modem sem fio. A associação também inclui na conta da internet de alta velocidade todos os celulares de terceira geração (3G) que, além de estabelecerem a comunicação por voz, permite o tráfego de dados.
Em abril, a banda larga pelas redes fixas totalizou 15,3 milhões, o que corresponde um aumento de 24,7% em relação ao mesmo mês de 2010 (12,3 milhões). Na banda larga móvel, o crescimento foi de 77,4% no mesmo período, sendo que o número de modems de acesso pela rede móvel subiu de 5,2 milhões para 6,4 milhões (23%) e o de celulares 3G passou de 9,2 milhões para 19,1 milhões (107%).
A associação ressalta que houve também uma expansão na velocidade das conexões no Brasil. Entre 2008 e 2010, os dados baseados em estudo da consultoria Teleco mostram que a velocidade média dos acessos em banda larga fixa aumentou 70%, passando de 1 megabit por segundo (Mbps) para 1,7 Mpbs.
O Telebrasil informou que, de 2008 a 2010, o preço dos acessos fixos caiu 64%, mais do que o percentual de 52% que corresponde à média mundial registrada pela União Internacional de Telecomunicações (UIT). Neste período, a base de clientes de banda larga aumentou 195%.
Os números apresentados pela associação informam que 28% das conexões no Brasil estão acima de 2 Mbps. A ampliação da velocidade de conexão foi maior na banda larga móvel, atingindo 78% no ano passado – a velocidade média do acesso via celular ou modem 3G já teria passado do patamar de 600 quilobits por segundo (Kbps) no fim de 2010.
Outro fator que contribuiu para expansão do acesso à internet, segundo a entidade, foi a meta assumida pelas concessionárias de telefonia fixa, por meio do Programa Banda Larga nas Escolas. Até o fim de 2010, as empresas tinham que conectar 57,6 mil instituições de ensino e, até dezembro de 2011, devem chegar a 62,7 mil escolas.
Com base nos dados preliminares do Censo 2010, a associação estima que 58 milhões de pessoas já possuam internet rápida em casa, com 17,4 milhões residências atendidas.
Fonte: Valor Online
sexta-feira, 29 de abril de 2011
Teles querem nova prorrogação da consulta sobre telefone popular
As empresas querem obter da agência a relação do total de beneficiários do Bolsa Família uma vez que, pela proposta da Anatel, a participação do programa será o critério de elegibilidade para o novo Aice.
O primeiro Aice, lançado em 2005, não empolgou. Até hoje atraiu somente 184 mil assinantes em todo o país. Na tentativa de chegar a um produto mais sedutor para o consumidor, as regras do novo Aice preveem um valor de R$ 13,31 – ou R$ 9,50 caso isento de ICMS.
A consulta já foi prorrogada uma vez, por 30 dias, por conta da decisão do governo e da agência de adiarem para 30 de junho uma solução para o novo Plano Gera de Metas de Universalização, do qual o novo Aice faz parte. Por enquanto, o prazo dessa consulta pública se encerra em 30/4.
quarta-feira, 27 de abril de 2011
Teles querem destinação de 700 MHz junto com leilão de 2,5 GHz
“Estamos falando em usarmos uma pequena faixa, os espaços em branco da faixa de 700 MHz, e isso já poderia vir junto com o leilão da faixa de 2,5 GHz”, defende o diretor executivo do Sinditelebrasil, Eduardo Levy.
Nessa linha, Levy entende que a data de 2016 – prevista para a conclusão da migração da TV analógica para digital – poderia ser antecipada. Segundo ele, não haveria conflito com a radiodifusão por se tratarem das faixas “brancas” entre as frequências destinadas.
As emissoras de TV, naturalmente, têm uma visão diferente do tema. A Abert também já se movimenta para convencer o governo de que mesmo com o dividendo digital ainda haverá uso da frequência pela radiodifusão.
FAT
Oficialmente, o diretor executivo do Sinditelebrasil esteve nesta terça-feira, 26/4, com o ministro das Comunicações, Paulo Bernardo para convidá-lo a participar do próximo Painel Telebrasil, previsto para os primeiros dias de junho, em Brasília.
A conversa, no entanto, passeou por temas caros às teles, como medidas de desoneração e apoio à qualificação de mão-de-obra – as teles querem ver aprovado um projeto para destinar recursos do Fundo de Amparo ao Trabalhador para treinamento de pessoal.
O Sinditelebrasil apresentou um projeto ao Ministério do Trabalho, dentro do sistema de Planos Setoriais de Qualificação dos Trabalhadores (Planseq). A meta é garantir pelo menos R$ 30 milhões para a implantação de treinamento.