quarta-feira, 17 de novembro de 2010

TV 3D de 103 polegadas começa a ser vendida no Japão

Redação Terra

A Panasonic começa a vender nesta quinta-feira sua primeira TV de plasma de 103 polegadas com recursos 3D. O modelo TH-P103MT2 é feito sob encomenda e não cabe em qualquer casa. Por conta do seu tamanho e instalação, a grande tela - que pesa 321 kg com a base - pode ter sua venda negada ao comprador.

Segundo a Panasonic, a casa do interessado precisa passar por uma inspeção preliminar para checar espaços e área segura de passagem do equipamento. A primeira TV de 103 polegadas da Panasonic foi lançada em 2008, e a fabricante chegou a vender algumas unidades no mercado brasileiro, também sob encomenda.

As configurações da TV 3D de 103 polegadas incluem resolução Full HD (1080p), contraste de 5.000.000:1, quatro portas HDMI e um par de óculos 3D (novos podem ser comprados à parte). O preço final do equipamento não foi divulgado.

Fonte: Terra

terça-feira, 16 de novembro de 2010

Quatro anos de ilegalidade

Por Venício A. de Lima

No sábado, dia 20 de novembro, serão quatro anos que o Conselho de Comunicação Social, órgão auxiliar do Congresso Nacional, criado pela Constituição de 1988, se reuniu pela última vez. Um ano atrás, neste Observatório, publiquei artigo intitulado "CCS: Três anos de ilegalidade".

Matéria da Folha de S.Paulo sob o título "Congresso vai reativar conselho de comunicação", publicada no último dia 31 de outubro, informa que "no recesso de julho, o presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AP), despachou cartas a dezenas de entidades anunciando a medida [reativação do CCS], e 21 delas já indicaram nomes para compor o órgão" (ver aqui).

A se confirmar a informação, o senador do Amapá, exemplo emblemático do coronel eletrônico, terá esperado os últimos dias de seu terceiro mandato como presidente do Congresso Nacional para cumprir a lei. Todavia, até este momento, apesar da ilegalidade flagrante, a situação não se alterou.

Desta forma, tomo a liberdade de repetir aqui praticamente os mesmos argumentos do artigo publicado um ano atrás na expectativa de que, em novembro de 2011, talvez a Constituição e a lei estejam sendo cumpridas.

Responsabilidade do Congresso Nacional

Criado pela Constituição de 1988 (artigo 224) e regulamentado pela Lei 8.389 de 1991, os integrantes do CCS são eleitos em sessão conjunta do Congresso Nacional. Acontece que a Mesa Diretora, vencidos os mandatos dos conselheiros ao final de 2006, jamais promoveu a eleição dos novos membros. O § 2º do artigo 4º da Lei é claro:

Art. 4° O Conselho de Comunicação Social compõe-se de:

(...)

§ 2° Os membros do conselho e seus respectivos suplentes serão eleitos em sessão conjunta do Congresso Nacional, podendo as entidades representativas dos setores mencionados nos incisos I a IX deste artigo sugerir nomes à mesa do Congresso Nacional.

Trata-se, portanto, de evidente descumprimento de uma lei exatamente por parte do poder que tem o dever constitucional maior de criá-las e, espera-se, deveria cumpri-las.

A situação chegou a tal ponto, que um integrante do próprio Congresso Nacional, a deputada Luiza Erundina (PSB-SP), em agosto de 2009, entrou com uma representação na Procuradoria Geral da República para que o Ministério Público investigue os motivos pelos quais não se promove a eleição dos novos membros do Conselho de Comunicação Social.

Triste história

Ao longo de 2009, em pelo menos duas ocasiões, tratei da questão neste Observatório ("Por que o CCS não será reinstalado" e "CCS: o Senado descumpre a lei"). O tema, paradoxalmente, não merece a atenção da grande imprensa, apesar de os donos da mídia terem, pelo menos, a metade dos membros do CCS.

Como se sabe, o CCS, apesar de regulamentado em 1991, só logrou ser instalado onze anos depois como parte de um polêmico acordo para aprovação de Proposta de Emenda Constitucional (PEC) que, naquele momento, constituía interesse prioritário dos empresários de comunicação. A Emenda Constitucional nº 36 (Artigo 222), de maio de 2002, permitiu a propriedade de empresas jornalísticas e de radiodifusão por pessoas jurídicas e a participação de capital estrangeiro em até 30% do seu capital.

O fato é que, mesmo sendo apenas um órgão auxiliar, o CCS instalado demonstrou ser um espaço relativamente plural de debate de questões importantes do setor – concentração da propriedade, outorga e renovação de concessões, regionalização da programação, TV digital, radiodifusão comunitária, entre outros.

Vencidos os mandatos de seus primeiros integrantes, houve um atraso na confirmação dos membros para o novo período de dois anos, o que ocorreu apenas em fevereiro de 2005. Ao final de 2006, no entanto, totalmente esvaziado, o CCS fez sua última reunião e os novos membros nunca mais foram eleitos.

Atribuições

Nunca será demais relembrar quais são as atribuições que o CCS deveria estar exercendo se o Congresso Nacional cumprisse a Constituição e a Lei. O artigo 2º da Lei 8.389/91 reza:

O Conselho de Comunicação Social terá como atribuição a realização de estudos, pareceres, recomendações e outras solicitações que lhe forem encaminhadas pelo Congresso Nacional a respeito do Título VIII, Capítulo V, da Constituição Federal, em especial sobre:

a) liberdade de manifestação do pensamento, da criação, da expressão e da informação;

b) propaganda comercial de tabaco, bebidas alcoólicas, agrotóxicos, medicamentos e terapias nos meios de comunicação social;

c) diversões e espetáculos públicos;

d) produção e programação das emissoras de rádio e televisão;

e) monopólio ou oligopólio dos meios de comunicação social;

f) finalidades educativas, artísticas, culturais e informativas da programação das emissoras de rádio e televisão;

g) promoção da cultura nacional e regional, e estímulo à produção independente e à regionalização da produção cultural, artística e jornalística;

h) complementaridade dos sistemas privado, público e estatal de radiodifusão;

i) defesa da pessoa e da família de programas ou programações de rádio e televisão que contrariem o disposto na Constituição Federal;

j) propriedade de empresa jornalística e de radiodifusão sonora e de sons e imagens;

l) outorga e renovação de concessão, permissão e autorização de serviços de radiodifusão sonora e de sons e imagens;

m) legislação complementar quanto aos dispositivos constitucionais que se referem à comunicação social.

Além disso, dois outros diplomas legais atribuem competências específicas ao CCS:

1. A Lei 8.977 de 6 de janeiro de 1995 (Lei do Cabo) diz em seu artigo 44 que ele deve ser ouvido em relação a todos os atos, regulamentos e normas necessários à sua implementação; e

2. A Lei 11.652 de 7 de abril de 2008 (Lei da EBC) diz em seu artigo 17 que o Conselho Curador da empresa de radiodifusão pública deve encaminhar a ele as deliberações tomadas em cada reunião.

Por que o CCS não funciona?

O Congresso Nacional e, sobretudo, o Senado Federal, abriga um grande número de parlamentares com vínculos diretos com as concessões de rádio e televisão. O CCS é um órgão que – insisto, mesmo sendo apenas auxiliar – discute questões que ameaçam os interesses particulares desses parlamentares e dos empresários de comunicação, seus aliados. Essa é a razão – de fato – pela qual o Congresso Nacional descumpre a Constituição e a lei.

Indefensável é a cumplicidade gritantemente silenciosa da grande mídia e daqueles que nos lembram quase diariamente dos supostos riscos e ameaças que a liberdade de expressão enfrenta no Brasil e em países vizinhos da América Latina.

O funcionamento regular de um órgão auxiliar do Congresso Nacional, composto por representantes dos empresários, de categorias profissionais de comunicação e da sociedade civil, com a atribuição de debater normas constitucionais e questões centrais do setor, não interessaria à democracia?

Por que, afinal, o Conselho de Comunicação Social não funciona?

Fonte: Observatório da Imprensa

A presidente eleita Dilma Rousseff (PT) afirmou que as propostas para a criação de um projeto para regular a mídia deverão ser discutidas antes de ser

Redação Portal IMPRENSA

A presidente eleita Dilma Rousseff (PT) afirmou que as propostas para a criação de um projeto para regular a mídia deverão ser discutidas antes de serem acatadas. Na semana em que Brasília sediou o Seminário Internacional Comunicações Eletrônicas e Convergência das Mídias, Dilma declarou: "O que acredito é que, como em qualquer processo, tem de haver uma grande negociação. Deixa aparecer o projeto para eu avaliá-lo", disse.

Na última terça (09), o ministro da Secretaria da Comunicação Social, Franklin Martins, havia dito que a regulamentação do setor de mídias brasileiro acontecerá mesmo sem consenso sobre o tema: "Nenhum grupo tem o poder de interditar a discussão. A discussão está na mesa. Pode ser num clima de enfrentamento ou de entendimento".

"Não tem lei, não tem projeto ainda. Nada me foi entregue", disse a petista. Martins pretende entregar até o final deste ano um anteprojeto de regulação do setor à presidente eleita para que a discussão sobre o tema seja prioridade em sua agenda. Segundo o jornal O Estado de S. Paulo, os coordenadores do governo de transição, os deputados Antonio Palocci e José Eduardo Cardozo, do PT, e o presidente do partido, José Eduardo Dutra, receberão Dilma no próximo sábado (13) para falar sobre sua gestão após a posse e sobre a formação de seus ministérios.

Na última quarta (10), durante o evento MediaOn, o coordenador da campanha on-line da presidente eleita, Marcelo Branco, declarou que o conteúdo publicado na Internet não poderia receber o mesmo tratamento que "veículos de comunicação de massa", pelo fato de ser "território livre, de expressão individual". O coordenador chegou a comparar a incerteza da garantia de proteção de conteúdos à quebra de garantias individuais ocorrida com o Ato Institucional Nº 5 (AI-5), durante a ditadura militar.

Fonte: Portal IMPRENSA

sexta-feira, 12 de novembro de 2010

Argentina vai licitar novos canais de TV digital

Redação Telesíntese

O presidente da agência reguladora argentina do audiovisual (AFSCA), Gabriel Mariotto, anunciou a abertura de licitação para novos canais de TV digital aberta, o que não ocorre naquele país desde 1968. Segundo Mariotto, o edital será lançado em março do próximo ano e o espectro disponível será dividido conforme estabelece a nova lei de serviços de Comunicação Audiovisual, que destina 33% da banda para as emissoras privadas, outros 33% para organizações sem fins lucrativos, e o restante para o Estado argentino.

Depois de uma longa batalha judicial contra diversos artigos da nova lei, o governo finalmente conseguiu regulamentá-la, à exceção de um único artigo, - o 161 - que ainda está suspenso por decisão judicial. Este artigo estabelece que os atuais proprietários de emissoras de TV aberta e fechada tem que vender um de seus ativos no período de um ano. O grupo Clarín, que produz o maior jornal do país, recorreu desta medida, pois teria que se desfazer ou de seu canal 13 de TV aberta ou de sua operadora de cabo, a Cablevisión.

Fonte: Telesíntese

País eleva oferta para que Uruguai adote padrão de TV digital

Por Daniel Rittner

Com o apoio de dez empresários, o governo do Brasil apresentou um pacote que inclui a instalação de uma fábrica de conversores digitais (set-top boxes), uma indústria de beneficiamento de sebo bovino para uso como matéria-prima no setor de cosméticos, uma unidade de pintura automotiva e a construção de um hospital e um shopping center no balneário de Punta del Este.

Os investimentos são privados, mas têm financiamento do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES). Segundo promessa da delegação brasileira que se reuniu com o governo uruguaio, em Montevidéu, na semana passada, esses projetos deverão gerar 3 mil empregos diretos. "Condicionamos essas ofertas à decisão uruguaia sobre o padrão de TV digital", diz André Barbosa Filho, assessor especial da Casa Civil.

Barbosa faz referência à adoção pelo país vizinho do sistema europeu DVB, anunciado pelo governo anterior, mas jamais implantado. Desde o fim de 2006, quando o Brasil optou pelo modelo japonês e incorporou ao ISDB-T algumas inovações desenvolvidas por pesquisadores brasileiros, quase todos os países da América do Sul seguiram a decisão - as exceções foram Colômbia e Uruguai. O novo governo do presidente José Mujica reabriu as negociações. "Como os europeus não deram continuidade ao processo de implantação, nos demos o direito de retomar o diálogo, com todo o respeito", explica Barbosa.

Autoridades uruguaias consultadas pelo Valor informaram que o país deverá pronunciar-se, em caráter definitivo até o início de dezembro. Elas não deram nenhuma pista, entretanto, sobre a escolha: a manutenção do sistema europeu ou a adoção do modelo japonês. Em Montevidéu, receberam a promessa de que os investimentos brasileiros começariam a chegar em até 90 dias.

Embora sejam investimentos independentes um do outro e nada impeça que eles possam ser concretizados sem a escolha do padrão ISDB-T, o governo brasileiro se esforçou para apresentar tudo como um pacote único. "É algo que, evidentemente, sensibiliza", diz o chefe do Departamento de Tecnologias Inovadoras do Ministério do Desenvolvimento, João Batista Lanari Bó. Ele lembrou que o Uruguai tem impulsionado sua indústria de software e já exporta cerca de US$ 100 milhões.

Na tentativa de convencer os vizinhos, Lanari afirma que, se optar pelo padrão japonês, eles poderão entrar com aplicativos em um mercado de 550 milhões de pessoas - a soma dos habitantes de países que escolheram o ISDB-T. Além disso, menciona a ambição do país em tornar-se plataforma de exportação. "O Uruguai quer fornecer equipamentos e, integrando-se ao sistema nipo-brasileiro, ganha escala de produção suficiente", afirma.

Além dos investimentos diretos, uma série de iniciativas de cooperação tecnológica completam o pacote para chegar aos US$ 290 milhões, que representam 0,9% do Produto Interno Bruto uruguaio em 2009. São, por exemplo, bolsas para engenheiros, estágios para profissionais de TV e apoio para a realização de estudos de espectro.

O Japão, por outra parte, se dispôs a fornecer equipamentos digitais (de geração e transmissão) para a emissora pública do Uruguai avaliados em US$ 6 milhões. Também adiantou que poderá intermediar a obtenção de crédito estimado em US$ 10 milhões para outras iniciativas de "digitalização", além de patrocinar viagens de especialistas uruguaios para cooperação acadêmica em universidades e institutos japoneses.

Fonte: FNDC