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quinta-feira, 11 de agosto de 2011

Quando a notícia nunca morre

Por Cleyton Carlos Torres

O jornalismo tradicional imputava ideias e conceitos em uma sociedade pré-formulada e estruturalmente composta por elementos que basicamente não possuíam os mecanismos necessários para maiores questionamentos e interpretações de uma informação colocada. Nem mesmo as precárias vias da carta do leitor ofereciam uma continuidade significativa de um assunto, já que o tempo em que se levava para filtrar, censurar e editar as correspondências fazia com que um determinado tema caísse no esquecimento com as edições posteriores.

Com as redes sociais, uma notícia nunca morre. A instantaneidade com que uma informação é testada e questionada faz com que um turbilhão de colocações sobre um mesmo tema seja exibido por todos e para todos na rede, sem contar o fato de que a informação cria vida própria pós-publicação, sendo trabalhada no local original da postagem ou em grupos de discussão pela internet que “arrastam” a notícia para debates mais profundos e específicos.

Profissionalismo e participação

Um jornalista multimídia não deve deixar de observar esses pontos salientes. Se uma notícia cria ambientes próprios e desenvolve várias vertentes, o profissional de comunicação deve ficar atento para um aproveitamento do ocorrido e até mesmo procurar conduzir a discussão com a aplicação de novas doses informacionais e levar aquele fluxo produtivo de volta para o local original da publicação, conseguindo uma conversão significativa de audiência engajada.

São fatos como esse que fazem do jornalismo digital algo dinâmico e ao mesmo tempo duradouro. A rapidez com que uma informação se alastra como pólvora e a capacidade com que a internet perpetua uma discussão com públicos renováveis faz com que o jornalismo digital demonstre que seu potencial gigantesco ainda só está no início. Saber aproveitar o profissionalismo de um lado com a disposição de participação do outro fará toda a diferença para o universo da comunicação.

Fonte: Observatório da Imprensa


sexta-feira, 19 de novembro de 2010

Para 45% dos internautas brasileiros, redes sociais substituem portais de notícias

Por Izabela Vasconcelos

Uma pesquisa realizada pelo Ibope Mídia revela que 45% dos internautas brasileiros consideram que as redes sociais substituem as informações dos portais de notícias. Para 60%, as redes sociais oferecem toda a informação necessária para se manter atualizado. O estudo “ Many-to-many- o fenômeno das redes sociais no Brasil ” foi feito em setembro e divulgado na última semana. O Ibope ouviu mais de oito mil pessoas, em onze regiões metropolitanas do Brasil.

Otimização de tempo
Para Juliana Sawaia, gerente de Inteligência de Mercado do Ibope Mídia, o resultado não vai contra os portais, já que muitas das informações transmitidas pelas redes partem dos próprios sites noticiosos. “A maioria das matérias postadas nas redes são provenientes de algum outro site, portais, blogs, fóruns etc, e muitos veículos de comunicação já possuem páginas e perfis nas Redes. Com essa opção os usuários seguem os assuntos que efetivamente lhes interessam, otimizando o seu tempo em vez de irem diretamente a sites específicos”, avalia.

Informação e relacionamento
Para a gerente do Ibope, o relacionamento nas redes é importante nesse contexto, porque os internautas tendem a buscar com mais frequência as informações de seus contatos. “Um outro fator a ser analisado é que esse fenômeno das Redes fortalece o laço das pessoas que participam dela. Portanto, a tendência é que cada um confie mais nas informações dos seus “contatos” e que busque por elas mais frequentemente do que em um portal de notícia por exemplo”.

Portais x grau de instrução
Apesar de 45% dos internautas considerarem que as redes substituem os portais de notícias, essa aceitação cai gradativamente conforme o grau de instrução do entrevistado, e chega a 22% das pessoas que possuem nível superior. “É interessante ver que quanto maior o grau de instrução, menor é essa dependência das redes”, explica a especialista.

O estudo também mostra que o Orkut é acessado por 91% dos internautas brasileiros, o Facebook por 14%, Twitter 13%, MySpace 2% e Sonico 1%. Desses entrevistados, 74% preferem seguir amigos e familiares, 60% celebridades e artistas, 35% jornalistas e sites de notícias, 26% empresas e profissionais relacionados ao trabalho e 18% empresas/produtos que consomem.

Fonte: Comunique-se