sexta-feira, 15 de julho de 2011

Globo pede exclusão de seus vídeos do Youtube

Globo e Google fizeram uma parceria que resultará na exclusão de todo o conteúdo da emissora que está ilegalmente no Youtube. A princípio, segundo o colunista do Agora Alberto Pereira Jr., as empresas miram capítulos da recém-estreada "O Astro" e da novela das nove, "Insensato Coração".

O Google faz uso da ferramenta Finger Print para caçar constantemente os vídeos e, assim, retirá-los do ar. À coluna, a assessoria do canal defendeu a postura, pois afirma que "ao adotar a ferramenta, a Globo objetiva defender os direitos autorais sobre suas produções".

A assessoria salientou, ainda, que a Globo já transmite suas atrações pela internet.

Fonte: Adnews

Para Minicom, acordo com teles é o piso nacional de banda larga

Por Luis Osvaldo Grossmann

Para o governo, o acerto com as concessionárias de telefonia para a oferta de acesso a internet em velocidade de 1Mbps por R$ 35 garante um serviço mínimo, válido para todos, com potencial para ampliar a base de internautas brasileiros.

É o que sustenta o secretário executivo do Ministério de Comunicações, Cezar Alvarez, um dos principais negociadores do acordo, sobre a avaliação de que o resultado de tal acerto já é de certa forma contemplado pelas condições atuais do mercado e ainda pelas obrigações de cobertura impostas às operadoras pela Anatel.

“Analisamos mais de 120 ofertas que existem no mercado. É óbvio que pode ser encontrado, circunstancialmente, algo próximo do que negociamos, mas existe uma combinação de variáveis entre velocidades e preços. O que fizemos foi o ‘flat’, válido para todos, que como programa básico é altamente positivo”, defende Alvarez.

Segundo ele, o compromisso de oferta de internet a R$ 35 já provocou reações no mercado. “Já vemos empresas oferecendo velocidades maiores para que clientes mantenham o mesmo valor que vinham pagando. Tem oferta para elevar para 2Mbps em casos onde os consumidores pagam R$ 49 por acessos de 1Mbps”, completa.

Uma das críticas ao acerto é que, como reconhece Alvarez, existem atualmente ofertas próximas ao que foi negociado – é possível contratar acesso de 1Mbps por R$ 29,90, com conexão móvel. O ministério entende, porém, que isso não é oferecido em todo o país.

É nesse ponto que recaem as considerações sobre a cobertura das ofertas. No acordo com as teles, o serviço no valor combinado chegará a todo o país até meados de 2014. O compromisso prevê que a maior parte dessas ofertas (85%) se dará por conexões móveis. E boa parte da cobertura móvel já é obrigação assumida desde o leilão do 3G, em 2007.

quinta-feira, 14 de julho de 2011

Bus TV e Record fazem parceria em Brasília

Os ônibus da capital do País passarão a exibir aos passageiros o conteúdo da TV Record. Em mais uma parceria, a Bus TV (empresa de mídia outo of home que atua nos transportes coletivos) e a emissora passarão a compartilhar o conteúdo jornalístico em mais de 300 monitores instalados nos ônibus de Brasília e nas cidades vizinhas.

O conteúdo das informações divulgadas será proveniente da TV Record Brasília, sobretudo dos programas “DF no Ar” e “DF Record”. A ideia é aproveitar a familiaridade que a população local possui com o conteúdo da emissora.

A expectativa é de que o conteúdo da TV Record impacte, diariamente, cerca de R$ 1 milhão de pessoas. Essa é a segunda grande parceria da Bus TV com a Record em uma capital brasileira. No Rio de Janeiro, diversos monitores da frota urbana da cidade já exibem as informações jornalística da Record Rio.

Angola cada vez mais próxima do padrão brasileiro de TV Digital

Por Ana Paula Lobo

Apesar da recomendação da Comunidade para o Desenvolvimento da África Austral (SADC, na sigla em inglês) para que os países membros adotem o padrão europeu de TV Digital (DVB) - decisão tomada em janeiro desse ano - os governos do Brasil e de Angola estreitam ainda mais laços e assinam um Memorando de Entendimento para incentivar a migração para o SBTVD.

Em janeiro, o governo de Angola já tinha dito que a decisão SADC 'não era compulsória' e que a decisão de migração de TV digital também teria que levar em conta aspectos de negócios e de produção industrial - promessa feita pelo Brasil em troca da adoção do ISDB-T.

E mesmo com a posição da Comunidade da África Austral as negociações não foram interrompidas com o Brasil. Tanto que nesta semana houve mais um encontro de cooperação bilateral entre os dois países para tratar de TV Digital, em Luanda.

Representantes da Casa Civil, do Ministério das Relações Exteriores, do Ministério das Comunicações do Brasil foram recebidos pelo Ministro das Telecomunicações e Tecnologia da Informação, eng. José Carvalho da Rocha, e pelo Vice-Ministro das Telecomunicações,Aristides Safeca. Também foram mantidos encontros técnicos com membros da comissão de migração digital.

Ficou acertado que, em agosto, uma missão de alto nível do governo de Angola virá ao Brasil para definir os passos seguintes no processo de migração digital. No encontro em Luanda também foi redigido um Memorando de Entendimento. Nele foram incluídas ações de cooperação técnica, acadêmica, formação de quadros e apoio à instalação de um laboratório de conteúdos digitais interativos, entre outros.

Também se discutiu a possibilidade de cooperação bilateral em temas como metereologia, satélites e a ligação por cabo submarino de fibra óptica entre os dois países. Mas os acertos finais entre os governos do Brasil e de Angola acontecerá na reunião agendada para agosto.

quarta-feira, 13 de julho de 2011

Globo cria novo horário de novelas para frear concorrência

Por Valério Cruz Brittos e Andres Kalikoske

Poucas vezes na história da televisão brasileira a Globo submeteu-se às programações de outras emissoras para compor sua grade. O crescimento da Record, iniciado em 2004 e impulsionado nos últimos anos, ao lado de eventuais atratividades do SBT, fizeram com que a Globo incorporasse a lógica praticada por concorrentes, expandindo o chamado prime time (horário nobre). Como não raramente ocorre na indústria do entretenimento, a salvação proveio do passado ilustre: O Astro, de Janete Clair, será o título responsável por inaugurar o novo espaço ficcional que a Globo passa a exibir a partir desta terça (12/7), às 23 horas.

A minissérie com elementos de novela estreia com uma frente de 12 capítulos gravados e 35 escritos, entre os 60 previstos para exibição até o dia 21 de outubro. Apesar do alvoroço em torno da comemoração dos 60 anos da telenovela no Brasil, a escolha de O Astro para o horário em questão é, na verdade, uma resposta da Globo ao aumento da concorrência. O programa – cuja denominação, pela própria Globo, oscila entre mininovela, macrossérie e especial – será exibido entre terças e sextas-feiras, devendo variar seu horário de entrada no ar, já que a previsão para a faixa das 23 horas é uma média.

Em sua primeira versão, o pioneirismo da autora, que adotou a claridade francesa como pseudônimo artístico, não ficou em segundo plano. O Astro de 1977 foi responsável pela popularização do “quem matou” nas novelas brasileiras, uma temática amplamente explorada por outros novelistas até os dias de hoje. A versão 2011 será uma adaptação de Alcides Nogueira e Geraldo Carneiro, com colaboração de Tarcísio Lara Puiati e Vitor de Oliveira. A essência da original será mantida, narrando a ascensão social de Herculano Quintanilha (Rodrigo Lombardi), um vidente charlatão de churrascaria que passa a ser o braço direito do empresário industrial Salomão Hayala (Daniel Filho). O encontro com o poderoso libanês muda a vida de Herculano: ele consegue aproximar-se da família Hayala, passando a exercer forte influência sobre os membros do clã.

O recurso à telenovela

O telespectador habituado com a exibição da tradicional novela das 21 horas já havia percebido, desde dezembro de 2010, um leve atraso no início de seus capítulos. Insensato Coração, por exemplo, desde seu lançamento tem sido atrasada e hoje chega a ser exibida até 20 minutos após seu horário programado, mas iniciando, em média, às 21h10. Tal estratégia foi desencadeada com a reprogramação do Jornal Nacional para as 20h30, buscando, desta forma, acostumar a audiência a permanecer até um pouco mais tarde em frente à televisão, contando com a fidelização do público consumidor de novelas.

Nos últimos sete anos, a Globo constatou a migração de sua audiência para outros canais após o término da novela das nove. O forte investimento em seriados na linha de shows, neste século, demonstrou que a emissora carioca não foi passiva. Os casos mais delicados ocorreram durante as exibições de Cidadão Brasileiro (2006), na Record, e a reprise de Pantanal (2008), no SBT. A investida da Globo em séries nacionais foi uma rápida resposta, porém mostrou-se insuficiente frente a alguns fracassos do gênero. Assim, recorreu novamente a uma telenovela (no caso atual formatada como minissérie), da mesma forma que fez entre outubro de 1990 e março de 1991, quando criou uma nova faixa novelesca e programou Araponga, para enfrentar a Manchete com o mesmo tipo de produto, já que, no período, aquela rede (hoje extinta) exibia Pantanal, o maior sucesso fora da Globo dos últimos 30 anos, veiculada de março a dezembro de 1990.

Mais minisséries-novelas

Ainda que na indústria televisiva o prime time seja conhecido como a faixa de programação mais importante de uma emissora, comportando os mais elevados investimentos de níveis técnico e artístico, a média de audiência diária tem se posicionado como um importante elemento verificador. Quando a disputa pela audiência é ponto a ponto – como ocorre nos períodos da manhã e tarde, entre Globo, SBT e Record –, a irrisória diferença de um ou dois dígitos na audiência pode definir qual emissora foi líder naquele dia. A Globo segue com larga vantagem, salva pela programação que exibe entre 18 e 24 horas. Mas não raramente a programação matutina do SBT atinge a liderança, nocauteando as demais; já a Record, também eventualmente atinge o primeiro lugar neste horário, especialmente quando prioriza a cobertura jornalística em seu Hoje em Dia.

No entanto, em grau comparativo, a Globo foi a única emissora que perdeu audiência em rede nacional durante o primeiro semestre de 2011, conforme dados do Plano Nacional de Televisão (PNT) e do Instituto Brasileiro de Opinião Pública e Estatística (Ibope). Houve uma queda de 7% em sua audiência de janeiro a maio, com 17,4 pontos. No mesmo período de 2010, foram registrados 18,8 pontos. Mesmo com as estreias de Lara com Z, Divã, Macho Man e Tapas & Beijos, o mês de abril foi especialmente amargo para a Globo. Em contraponto, os demais canais cresceram: Rede TV!, 4%; Record, 3%; SBT, 2%; e Band, 1%.

Até o momento, não há previsão de novo remake para quando O Astro terminar. A Globo planeja a segunda temporada de A Mulher Invisível na sequência, além de Força Tarefa, nas noites de quinta-feira, e a exibição da segunda temporada de Macho Man, às sextas-feiras. Mas isso poderá ser alterado, ante a dinâmica da decisão estratégica das emissoras, nesta Fase da Multiplicidade da Oferta das comunicações, havendo possibilidade de seguir programando minisséries-novelas no horário. No mercado internacional, O Astro deverá ser oferecida como minissérie. Trata-se de um formato que, por conter um menor número de capítulos e edição ágil, vem sendo bem aceito no exterior, onde o telespectador não está habituado a acompanhar histórias que se arrastem durante meses.

* Respectivamente, professor no Programa de Pós-Graduação em Ciências da Comunicação da Unisinos e doutorando em Ciências da Comunicação na mesma instituição.

Fonte: Observatório da Imprensa.