terça-feira, 9 de setembro de 2008

Lula visitará Moçambique em Outubro

A visita do Presidente brasileiro a Moçambique, a 16 de Outubro, vai constituir um "impulso poderoso" nas relações bilaterais através de "medidas concretas", disse quinta-feira, em Brasília, o ministro dos Negócios Estrangeiros moçambicano.

Oldemiro Balói, que se encontra em visita oficial ao Brasil, evitou precisar que medidas concretas seriam estas, mas fontes governamentais em Brasília avançaram que Lula da Silva deve anunciar o financiamento de uma fábrica de medicamentos anti-retrovirais que começará a funcionar em Maputo até ao final de 2009.

O ministro das Relações Exteriores brasileiro, Celso Amorim, disse que o Governo está a definir se os recursos a serem aplicados na construção da fábrica de anti-retrovirais serão transferidos por doação ou mediante cooperação técnica. "Isto vai estar definido até antes da visita do Presidente Lula a Moçambique", disse Celso Amorim.

De acordo com o Ministério da Saúde, o Brasil deve investir 10 milhões de dólares (6,5 milhões de euros) na fábrica de Maputo, sendo que quatro milhões de dólares destinados à primeira etapa do projecto já estarão disponíveis até o final deste ano.

"O impacto da fábrica há-de ser grande. Primeiro, é uma indústria que se instala, que gera empregos e contribui para o PIB (Produto Interno Bruto). Sob o ponto de vista da saúde, o impacto será ainda muito maior", salientou Balói.

O ministro moçambicano lembrou que a taxa de prevalência da sida no seu país é muito alta - 16% - e que a possibilidade de ter medicamentos produzidos localmente facilitará a distribuição, além de beneficiar, numa fase posterior, outros países africanos.

A matéria-prima da fábrica de anti-retrovirais será fornecida pela Índia e a tecnologia pelo Brasil. A nova unidade de medicamentos de Moçambique vai fabricar oito dos 15 anti-retrovirais que o Brasil tem tecnologia para produzir. Os técnicos moçambicanos serão formados pelo laboratório Farmanguinhos, da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), que se está a instalar em Moçambique.

O acordo entre os Governos brasileiro e moçambicano para a instalação em Maputo da sede do escritório regional da Fiocruz em África foi assinado quinta-feira, no Palácio do Itamaraty, em Brasília, pelos chefes da diplomacia dos dois países. Balói e Amorim firmaram também o acordo que permitirá a capacitação dos técnicos moçambicanos na área de produção de medicamentos anti-retrovirais.

Outro convénio assinado prevê a implementação de um projecto para fortalecer o órgão regulador moçambicano do sector farmacêutico, mediante capacitação e intercâmbio com a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa).

"Queremos concretamente criar um marco neste relacionamento. Há uma angústia das duas partes em fazer muito mais do que estamos fazendo", disse o presidente da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), após reunião com o MNE moçambicano.

Silvio Crestana e a delegação africana chefiada por Oldemiro Balói passaram em revista os projectos de cooperação já existentes e acertaram focar mais os projectos para obter "resultados visíveis", como a melhoria da produtividade agrícola e pecuária de Moçambique.

Informação do site Expresso, do dia 5/9/2008.

sexta-feira, 5 de setembro de 2008

II Seminário Viagem à África – Moçambique


Justificativa
O presente seminário é a continuidade do estudo relacionado a Moçambique, dentro da proposta do projeto “Viagem à África – Moçambique”, que surgiu mediante a fala dos alunos e alunas, no ano de 2007.
Ojetivos
a) Proporcionar no espaço da sala de aula, o estudo de um país africano destituído de estereótipos, que “ainda” estão contidos em nosso cotidiano, quando se trata do continente africano, decorrente de um currículo “eurocêntrico”.
b) Manter um diálogo, com interlocutores africanos, com o intuito de aprendizagens recíprocas.
Data: 10 de setembro de 2008 Horário: 9 horas
Local: EMEF. Ver. Arnaldo Reinhardt
Participação especial: Professor da Universidade Eduardo Mondlane - Moçambique; Doutorando na UNISINOS, João Miguel
Turma protagonista: 4º ano A; Professora: Maria Ester Martins do Nascimento
Diretora: Salete Mattoso
Coordenadora pedagógica: Alexandra Scherer
Orientadora pedagógica: Mariléia Reck

SBT anuncia a compra de todas as obras de Janete Clair

O SBT anunciou a compra de 35 novelas de uma das maiores autoras de novelas da dramaturgia brasileira.

Janete Clair, falecida há 25 anos, teve todo o seu acervo de textos de novelas, sinopses e alguns capítulos escritos vendidos para a emissora de Silvio Santos.

A intenção do SBT é de solidificar o retorno a dramaturgia nacional, que terá Revelação como estreante de sua nova fase.
A compra foi realizada em sigilo, apenas entre Silvio e a família da autora. Os valores não foram divulgados.
Confira o comunicado oficial:
O SBT adquiriu toda a obra radiofônica da maior autora da história da televisão brasileira: Janete Clair.
São 35 novelas que serão adaptadas e produzidas para a televisão a partir de 2009.
A maior parte é composta por histórias inéditas na TV, porém, também há radionovelas que deram origem, em outras emissoras, a grandes sucessos televisivos. O SBT irá produzir novas versões dessas radionovelas, nas quais serão mantidas a genialidade da autora e a inigualável qualidade de seus textos.

Obras

Janete Clair é responsável pelos grandes sucessos como: Irmãos Coragem nos anos 70, 1972 escreveu Selva de Pedra, já em 1976 foi a vez de Pecado Capital.
Em 1978 o Brasil parou para assistir "O Astro", protagonizada por Francisco Cuoco. Janete Clair se tornou a maior autora do Brasil e única a alcançar 100 pontos de audiência.
Em 1983, a escritora faleceu vítima de um câncer no intestino.

Notícia publicada originalmente em natelinha.uol.com.br

quarta-feira, 3 de setembro de 2008

Conteúdo nacional e mais diversidade


Por Valério Cruz Brittos e Ary Nelson da Silva Júnior em 2/9/2008

O substitutivo do deputado Jorge Bittar (PT-RJ) ao projeto de lei nº 29/07, que estabelece novas regras para a TV por assinatura e avança no processo de convergência tecnológica, ao abrir a possibilidade de ingresso das operadoras de telefonia fixa e móvel no negócio do audiovisual pago domiciliar segue causando grande polêmica e provocando discussões entre os agentes do setor, arrastando sua tramitação no Congresso.

O ponto mais polêmico da iniciativa é o que aumenta para 25% o número de canais nacionais na grade de programação da televisão paga, através de um sistema de cotas. A proposta amplia a produção de conteúdo nacional, fomentando as produtoras do país e abrindo espaço para novos agentes culturais, gerando maior diversidade e pluralidade na programação, o que deve suscitar diversas conseqüências positivas para o consumidor.

Maior oferta
Hoje, a TV paga é assistida por cerca de 8% da população brasileira, enquanto nos Estados Unidos, por exemplo, é vista por mais de 80% dos lares. O motivo do pouco acesso é o preço elevado e a escassez de conteúdos nacionais, num quadro de falta de estrutura e investimento no setor, pois no Brasil se paga até próximo de R$ 7,00 reais ao mês por cada canal, enquanto na Argentina o custo é de R$ 1,00. Existe uma enorme concentração na área, onde a pluralidade é comprometida, de forma que cabe às Organizações Globo e seus canais Globosat o preenchimento da grade com conteúdo nacional.

Outra grande reclamação dos consumidores da televisão paga é o excesso de repetição de programas, o que, por si só, já representa falta de diversidade na programação. Um pequeno exemplo de reprise é o seriado Friends, que ainda está no ar, com três exibições diárias, mesmo a atração tendo acabado em 2004. O projeto de lei abre possibilidade para outros agentes, juntamente com produtoras, realizarem audiovisual, aumentando o conteúdo nacional. A Net e a Sky, respectivamente operadoras de TV a cabo e por satélite, têm atualmente na sua programação poucos canais com material nacional.

No entanto, a Associação Brasileira da TV por Assinatura (ABTA) é contra a medida, alegando que as cotas (referindo-se aos 25% de canais nacionais) não irão fomentar a produção local, representando, sim, proteção e reserva de mercado, o que iria aumentar o valor mensal da assinatura. Logicamente, a ABTA luta por seus interesses, defendendo as programadoras e operadoras. Na realidade, a lei poderia acarretar maior oferta e isso, logicamente, ocasionaria uma diminuição no preço da assinatura.

Uma exclusão programada
Outra argumentação da ABTA é com relação à qualidade da programação, salientando que, com os 25% de canais nacionais, seria difícil manter o padrão atual dos produtos exibidos. Contudo, a qualidade já está comprometida, com fatores como as intermináveis repetições de seriados e filmes. A ABTA afirma que apóia a produção de conteúdo local, mas é contra o sistema de cotas e tem manifestado sua opinião através de spots, nas emissoras da televisão aberta, e por meio do sítio Liberdade na TV.

O projeto de lei incomoda a ABTA porque abre espaço para novos agentes culturais, podendo diminuir o preço da assinatura e aumentar a oferta de bens simbólicos. Novamente o interesse privado, de concentração de recursos humanos e culturais, tenta conduzir o debate em um setor de enorme repercussão pública. Caso não forem mudadas algumas regras que permanecem estáticas no tempo, no plano comunicacional, não será alcançado o patamar de 50% de telespectadores da TV paga, permanecendo mais uma exclusão programada.

Este artigo foi publicado originalmente no Observatório da Imprensa, em 2/9/08.

segunda-feira, 1 de setembro de 2008

Canudos, sol e pó

Por Luciano Correia

Em 1996 comemoraram-se os 99 anos do final da guerra de Canudos, um dos mais importantes momentos da história do Brasil, que projetou a figura lendária de Antônio Conselheiro. “Canudos, sol e pó”, é um registro das comemorações, desde os municípios de Euclides da Cunha, Canudos e Bendegó, com direção do jornalista Luciano Correia. O trabalho foi realizado em condições totalmente mambembes, quando o jornalista dirigia a TV Aperipê de Sergipe (A TV educativa do estado). Um ônibus velho quebrando a toda hora e um equipamento de TV no antigo sistema U-Matic (quebrando mais do que o ônibus). Uma equipe de estagiários (muito mais voluntários) de jornalismo e a disposição de registrar tudo. Resultou em 22 fitas brutas, condensadas neste vídeo de 24 minutos.

Parte 1


Parte 2
Parte 3