terça-feira, 29 de julho de 2008

Memória africana

Após o 1° DDD, os professores brasileiros participantes do evento estiveram em Johannesburgo, capital da Africa do Sul, de onde voaram de volta para o Brasil. Antes de partir, ainda tiveram tempo de conhecer registros importantes da história do país, como o museu do Apartheid (Apartheid Museum), que homenageia os heróis qu combateram aquele período de alta segregação e recusa aos direitos civis dos negros sul-africanos. Confira algumas fotos:



A segregação simbolizada nas cores do letreiro preto e branco.



Professor Gilson Schwartz, na entrada do museu.




Homenagem a Steve Biko, um dos principais ativistas na luta contra o Apartheid.


Cartazes alusivos aos males do Apartheid e à importância da resistência negra.





"Uma vida melhor para todos". Homenagem a Nelson Mandela, combatente que viria a ser presidente da África do Sul.

quinta-feira, 24 de julho de 2008

Inscrições abertas para o IX Congresso da Alaic

Termina no dia 4 de agosto o prazo de inscrição de trabalhos para o IX Congresso da Associação Latino-Americana de Investigadores da Comunicação (Alaic), que acontece de 9 a 11 de outubro deste ano, no México, com o tema “Meios de Comunicação, Estado e Sociedade na América Latina”.

O evento comemora o 30º aniversário da entidade e tem o objetivo de reunir seus membros e demais pesquisadores para promover o debate acerca das questões que envolvem o campo comunicacional.Realizado a cada dois anos, desde 1992, o evento já percorreu diversos cantos do continente, tendo passado pelo Brasil, México, Venezuela, Chile, Bolívia e Argentina.

Considerada uma das áreas temáticas que têm avançado cada vez mais em número de pesquisadores e cursos de pós-graduação, a Economia Política da Comunicação tem lugar garantido dentre os 21 grupos de trabalho existentes no Congresso.De acordo com o coordenador do GT de Economia Política, César Bolaño, poderão participar todos os professores, estudantes e pesquisadores dos estudos críticos da Comunicação. “Os trabalhos devem ser inéditos e só é permitida a participação em um único grupo temático.

Os interessados no GT da EPC devem efetuar a pré-inscrição no site da Alaic (http://alaic.net/) e remeter o trabalho ao e-mail (bolano@ufs.br), com cópia ao coordenador geral do Congresso (octavio.islas@itesm.mx). A relação dos artigos aceitos será publicada no site da Associação no dia 16 de agosto”, explica. O professor Rafael Serrano Partida será o coordenador local que apoiará os trabalhos do grupo temático.

Segundo as normas de inscrição, os resumos não podem ultrapassar 600 caracteres e o texto completo deve ter, no máximo, 15 páginas, com fonte Times New Roman, corpo 12 e espaço de 1,5 nas entrelinhas. Além disso, o autor deve ceder à Alaic os direitos de publicação dos textos remetidos.Para mais informações sobre o evento, acesse: http://alaic.net/alaic30/

Notícia publicada originalmente no site da Eptic.

segunda-feira, 21 de julho de 2008

Repórter Popular nas bancas

Já saiu a 6ª edição do jornal Repórter Popular, o jornal que dá voz ao povo e contrapõe conceitos e informações que geralmente passam longe da grande mídia, em linguagem acessível a população. Ao contrário da maioria, o Repórter assume de que lado está e defende seu ponto de vista.

A edição dá destaque aos possíveis desdobramentos negativos do empréstimo de um bilhão de dólares feito pelo Banco Mundial ao governo do RS. O assunto é abordado em entrevista com o contabilista João Pedro Casarotto, ex-contador do Estado. Além disso, o jornal traz matéria sobre o grupo de teatro "Ói Nóis Aqui Traveiz", traça um perfil bem brasileiro, além de colunas, ilustrações e artigos.

O jornal circula pela região metropolitana de Porto Alegre- RS e pode ser adquirido gratuitamente ou com colaboração espontânea de R$ 0,50.

quarta-feira, 16 de julho de 2008

Criada ULEPICC - Moçambique

Visando a necessidade de adentrar no seio do fenômeno africano da cultura e da comunicação e refletir sobre as suas especificidades, criou-se o capítulo moçambicano da Unión Latina de Economía Política de la Información, la Comunicación y la Cultura, a ULEPICC - MZ .

Foi estabelecido, assim, o elo entre estudiosos de comunicação moçambicanos com grupos de pesquisadores da Economia Política da Comunicação das várias partes do mundo já consolidados. Na contemporaneidade, este campo assume uma importância fundamental para a compreensão dos mecanismos das relações sociais, com maior ênfase para as relações de poder que constituem a produção, a distribuição e o consumo de recursos de cultura e de comunicação, em especial a partir dos grandes grupos de comunicação hegemônicos que têm se formado em todo o mundo a partir do advento da globalização.

Aproveitando o momento da realização do 1º DDD, reuniu-se a assembléia geral, no dia 17 de junho de 2008, quando foi eleito seu corpo diretivo, tendo como presidente o Prof. Ms. João Miguel, vice-presidente a Profa. Ms. Leonilda Sanveca e secretária geral a estudante finalista de Jornalismo Tânia Machonissa.

A instituição

A Unión Latina de Economía Política de la Información, la Comunicación y la Cultura (ULEPICC-Federação) organiza-se através de capítulos nacionais e regionais. Trata-se a ULEPICC-Federação de uma entidade internacional criada e com sede em Sevilha, na Espanha, em 2002, para agregar pesquisadores do mundo latino, como, dentre outras nacionalidades, brasileira, espanhola, francesa, argentina, canadense, moçambicana, portuguesa, mexicana e chilena. Visa contribuir para a reflexão pluralista sobre os problemas emergentes da Comunicação e o aperfeiçoamento e a revitalização intelectual dos sócios, mediante o intercâmbio de experiências entre os pesquisadores da área, bem como alcançar os objetivos da Carta de Buenos Aires, que demarca as bases de atuação da Economia Política da Comunicação de base crítica.

segunda-feira, 14 de julho de 2008

Concorrência e digitalização na fase da multiplicidade da oferta

Por Valério Cruz Brittos, Marcia Turchiello Andrés e
Ewerton Luis Faverzani Figueiredo

O desenvolvimento de novas tecnologias de comunicação e informação (TICs) ampliou quantitativa e qualitativamente a difusão cultural, favorecendo a troca de bens e mensagens entre diferentes espaços, auxiliando a circulação de produtos simbólicos globais e impulsionando a instalação do capitalismo reconfigurado nas sociedades. Esse processo, cujo início remete às últimas décadas do século 20, trouxe muitas conseqüências à iniciativa privada e ao Estado, requerendo flexibilidades de toda ordem e enxugamento de custos.

A globalização originou alterações nos conceitos e práticas de economia e política de mercado, diante das novas necessidades do capital. Tal fenômeno tem como características principais a transnacionalização e o rearranjo estatal à política neoliberal, com suas inerentes privatizações e desregulamentações. Assim como em outros setores, na área de televisão a disputa (por audiência e, em decorrência, publicidade) acirrou-se, diante de um mercado mais competitivo. Desse modo, a criação de estratégias midiáticas eficazes, já em curto prazo, tornou-se fundamental para o reposicionamento das empresas dentro deste contexto.

A Fase da Multiplicidade da Oferta, definitivamente desencadeada na metade da década de 1990, é expressão desse movimento, resultante da enorme ampliação da quantidade de programação midiática disponível aos consumidores, como forma de conquistar novos nichos mercadológicos e driblar a concorrência. Isso trouxe alterações nas grades dos canais, com a busca incessante por programas mais atrativos e incentivadores da participação reativa do telespectador, a exemplo dos reality shows, que, além do mais, permitem variados negócios.

Treinamento de recursos humanos

Ao lado disso, troca de equipamentos por dispositivos mais modernos, aumento do número de atrações televisuais e também criação de novos canais, especialmente com o advento da TV por assinatura, são os principais expoentes desse período. Essa gama de opções ao usuário torna-se uma ameaça aos oligopólios existentes, pois esses fatores acabam pulverizando os públicos, os quais agora têm acesso a um leque diversificado de conteúdos – não só televisivos, mas provenientes também de outras mídias, como a internet.

Esse cenário, de disputa intra e intermídia, tem demandado mais investimentos, buscando novos aportes para a produção e gestão dos processos midiáticos, fator que se agrava com a digitalização da transmissão da TV hertziana. A implantação do sistema digital terrestre abre um novo tempo de desenvolvimento deste mercado, incrementando as características da Fase da Multiplicidade da Oferta. A criação de estratégias originais e inovadoras impõe-se frente a um leque de possibilidades, assim como o investimento em infra-estrutura, com a compra de equipamentos e obras para a instalação de transmissor digital.

Conteúdos inovadores, de fácil assimilação pelos públicos, elevação do tempo de programação local e contratação de profissionais conceituados tornam-se fundamentais para a presença concorrencial porque agregam audiência, a qual, por sua vez, gera crescimento do número de anunciantes. Esse processo envolve adaptações em cenários, figurinos, maquiagem, distribuição de elementos nos estúdios, iluminação, som, áudio e pós-produção. Nesse sentido, treinamentos de recursos humanos serão necessários para o melhor aproveitamento deste novo sistema em toda sua potencialidade.

Publicado originalmente no Observatório da Imprensa, em 8/7/08