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quarta-feira, 21 de julho de 2010

Após reunião com governantes, Teixeira diz querer abertura da Copa-2014 em São Paulo

EDUARDO OHATA
MARIANA BASTOS


A reunião entre o presidente da CBF, Ricardo Teixeira, o governador de São Paulo, Alberto Goldman, e o prefeito Gilberto Kassab não definiu qual será o estádio paulista para a Copa do Mundo de 2014 mas deixou evidente o desejo de a abertura do Mundial ser na capital paulista.

Após o encontro que terminou no início da tarde desta quarta-feira, a conclusão foi que São Paulo terá uma participação importante, só não ficou definido em qual Arena (Morumbi, Pacaembu, Piritubão ou Palestra).



"Estamos imbuídos do espírito de trazer a abertura para São Paulo. Não falou-se objetivamente de estádio, mas genericamente do assunto", disse o presidente da CBF. "Desejo que São Paulo tenha uma grande participação em 2014", completou.

O governador do Estado também disse que São Paulo continua na disputa para sediar o jogo de abertura do Mundial-2014. "Vamos trabalhar, agora, e se empenhar para nas próximas semanas viabilizar a abertura em São Paulo. Como São Paulo já é uma sede definida, vamos estudar as alternativas que possam existir", disse Goldman.


Governador e prefeito garantiram que toda estrutura de São Paulo deve ser utilizada pela população e que não haverá dinheiro público envolvido, seja qual for o projeto escolhido.

Mais cedo, em entrevista à Rádio CBN, Goldman descartou a possibilidade de utilizar o Piritubão como estádio da capital paulista na Copa do Mundo de 2014.

"A questão de Pirituba é algo absolutamente fora de cogitação. Nós não temos condições de estabelecer uma data em que um empreendimento daquele possa ser colocado de pé", falou. "Que São Paulo faça todos os investimentos que tenha que fazer e que possam ser permanentes, que possam servir ao conjunto da população, não que sejam de um dia ou um mês. Pirituba está fora de cogitação."

O governador também disse que ainda vai insistir na possibilidade de utilizar o Morumbi, que foi descartado pela Fifa e pela CBF no mês passado por falta de garantias.

"São Paulo vai insistir no projeto do Morumbi. Em primeiro lugar, vamos insistir para a que abertura seja em São Paulo. Teremos que ter jogos da Copa do Mundo aqui, e com Brasil jogando na primeira fase em São Paulo", afirmou Goldman.

Fonte:Folha.com

sexta-feira, 9 de julho de 2010

BRASIL 2014 - Quem tem medo de Ricardo Teixeira?

Por Alberto Dines

O presidente Lula foi duro com Ricardo Teixeira, o dono do futebol brasileiro. Mas os jornalões não tiveram a coragem de destacar o pito do mais futebolista dos presidentes brasileiros no super-cartola responsável pela manutenção de Dunga no comando da seleção. Nesta que será a sua última turnê africana, quando ainda estava no Quênia o presidente lamentou o desastre brasileiro perante a Holanda e tentou aliviar as culpas do selecionador.

Na etapa seguinte, Tanzânia, o peladeiro Lula foi mais afirmativo, esqueceu o futebol e foi em cima da política do futebol. Disse que não podia intrometer-se numa entidade privada como a CBF e acabou intrometendo-se ostensivamente ao afirmar que a direção da CBF deveria ser trocada a cada oito anos, tal como acontecia no Sindicato dos Metalúrgicos em São Bernardo quando foi o seu presidente e líder inconteste.

Poderoso chefão

Esta inédita intervenção não mereceria um destaque na capa dos jornais? Claro que merecia, mas foi enfurnada nos cadernos da Copa, atulhados de matérias sobre o embate Holanda-Uruguai. No dia seguinte, nem sombra do que Lula afirmou, como se nada tivesse acontecido e o poderoso Ricardo Teixeira não tivesse sido sutilmente convidado a deixar o comando da CBF depois de 21 longos anos no cargo.

Teria havido uma gestão palaciana para que os jornais não destacassem a declaração, ou o abafamento foi iniciativa dos próprios jornalões? Em qualquer hipótese, fica evidente o "vacilão" da grande imprensa que não se atreve a encarar o poderoso chefão do futebol. Se depois do vexame de 2006 apenas um dos grandes jornais tivesse iniciado uma cruzada pela renovação da CBF nosso país não estaria hoje amargando tamanha desmoralização. Para garantir a Copa no Brasil em 2014, preservou-se Ricardo Teixeira na CBF. A mídia enfrentou Dunga mas não enfrenta quem vai contratar outros Dungas nos próximos quadriênios.

Fonte: Observatório da Imprensa