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segunda-feira, 8 de agosto de 2011

SBT fará remake brasileiro de "Chaves"

Prestes a comemorar 30 anos de atividades, o SBT prepara uma programação especial para a data. E um dos homenageados mais destacados será o programa "Chaves", que há anos faz parte do rol de atrações principais da emissora.

Segundo o colunista do UOL Flávio Ricco, personalidades do SBT gravarão, na próxima sexta-feira, 12, um remake da série mexicana, sob direção de Marcelo de Nóbrega.

Marília Gabriela (Dona Florinda), Ratinho (Seu Barriga), Marlei Cevada (Chiquinha), Zé Américo (Quico), Carlos Alberto de Nóbrega (Professor Girafales), Christina Rocha (Dona Clotilde), Felipe Levoto (Seu Madruga) e Renê Loureiro (Chaves) farão as atuações.

Recentemente, o SBT anunciou ter em mãos nove episódios perdidos de Chaves. A veiculação desse material também faz parte das comemorações pelo aniversário do canal (relembre).

Fonte: Adnews

quinta-feira, 29 de julho de 2010

Globo aposta em sucesso do passado

Por Andres Kalikoske e Denis Gerson Simões

O humor zombeteiro parece ser a aposta da Globo para seu horário das sete. Trata-se de Ti Ti Ti, de Cassiano Gabus Mendes, um novo remake que estreou na emissora na última segunda-feira (19/7). Uma primeira versão da novela foi exibida em 1985, no mesmo horário, sendo que nesta variante novas nuances são vistas, a partir da inserção de personagens de Plumas e Paetês, outro folhetim do mesmo autor, exibido em 1981. A partir do entendimento de que televisão é um hábito desenvolvido, cabendo ao programador respeitar determinadas categorias que implicam nesta rotina por parte do telespectador, não se tem nenhuma novidade em relação à escolha do horário, tradicionalmente reservado às comédias escrachadas da Globo.

O fato de ser um remake também não significa a opção da emissora por conteúdos estagnados. Ao contrário, em televisão a relação se constrói vagarosamente, numa dinâmica onde há doses de inovação e anacronismo, através de elementos reconhecidos pelo público. E é nesta direção que a estratégia da Globo vem sendo construída há muitos anos, sendo que, no caso específico de Ti Ti Ti, espera-se que os novos ganchos devolvam os altos índices de audiência que a emissora sempre atingiu na faixa das sete.

A versão se refaz nas mãos de Maria Adelaide Amaral – que, por sua vez, já possui familiaridade com o texto de Gabus Mendes, a julgar pelo sucesso alcançado por Anjo Mau em 1997, na qual também adaptou o autor. Em seu primeiro capítulo, exibido das 19h14 às 20h13, Ti Ti Ti registrou média de 29 pontos, com pico de 32 e 46% de share. No período, a Record apareceu em segundo, com 7,4 pontos, a Band em terceiro com 5,8 e o SBT amargou a quarta posição, registrando apenas 3,6 pontos.

Uma cópia vista como cópia

Em sua primeira semana, um conjunto de tendências, provavelmente tônicas desta produção, puderam ser percebidas: conexões com as novelas das décadas de 70 e 80, a fim de que os espectadores maiores de 30 anos se deliciem ao reviver boas experiências; humor que recorda os clássicos de autor original, sempre referenciando a zona leste de São Paulo, mas com coerência aos elementos contemporâneos; e o trabalho de um ótimo núcleo de artistas (não apenas atores, mas também técnicos e a direção, que cabe a Ary Coslov, Maria de Médicis, Frederico Mayrink e Marcelo Zambelli, sob o comando de Jorge Fernando).

A abertura, mesmo com as melhorias provindas da computação gráfica, se reportou à ideia original, com passagem das duplas de canetas, tesouras, fitas métricas e agulhas, dialogando com o mundo do corte e costura. A trilha sonora, mesmo que regravada e noutro compasso, permanece a original. Já a logomarca, praticamente a mesma de sua primeira exibição, não coloca dúvidas de que a Globo não apenas busca reviver o sucesso do passado, mas também faz de tudo para explicitar o desejo de que seu remake repita os feitos do original.

Em suma, ainda é cedo para dizer se a novela atingirá o sucesso de sua primeira versão, mas a julgar pela primeira semana em que foi exibida, não superou, no quesito audiência, suas antecessoras do horário das sete. A verdade é que, há tempos, não se via uma cópia que queria realmente ser vista como cópia, representando um projeto maior, que engloba a busca por anunciantes e o retorno dos telespectadores perdidos para a Record.


Fonte: Observatório da Imprensa