Mesmo com o padrão digital não popularizado no país, o ministro das Comunicações, Paulo Bernardo, afirmou nesta quainta-feira, 13, que o sinal analógico de televisão no Brasil está mantido para 2016.
Segundo ele, medidas já estão sendo tomadas para acelerar o processo de digitalização.“Esperamos que até 2016 já estejamos totalmente prontos para fazer o apagão analógico. Até lá as emissoras vão ter tempo para se adaptar e os próprios consumidores vão querer modernizar seus equipamentos, até mesmo porque teremos uma Copa do Mundo aqui no Brasil em 2014 e as pessoas já vão querer aproveitar a tecnologia”, avalia o ministro.
Além disso, o Governo Federal vai oferecer um incentivo para que emissoras de TV comprem equipamentos necessários para a migração do sistema. Por isso, será dado acesso a linhas de crédito diferenciadas, por meio do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES).
O MiniCom divulgou no site algumas medidas que serão tomadas. Veja:
Consignações de geradoras
Para começar a transmitir em sinal digital, a geradora de TV precisa dar entrada no processo de consignação no Ministério das Comunicações. Até o fim deste ano, todos os processos de consignação de geradoras (as estações principais nas redes de televisão) serão finalizados, segundo o secretário de Serviços de Comunicação Eletrônica do MiniCom, Genildo Lins.
De acordo com o secretário, todas as 400 geradoras de TV espalhadas pelo país vão estar consignadas. Isso quer dizer que a emissora vai poder realizar transmissões digitais e analógicas, ao mesmo tempo, até que o sinal analógico seja definitivamente desligado, em 2016. Do total de geradoras, 100 ainda têm processos de consignação tramitando no MiniCom.
“Nós destacamos uma equipe específica de engenheiros para trabalhar na análise desses processos de consignação de TV, justamente porque queremos dar mais agilidade na finalização dessas demandas”, avalia o secretário Genildo Lins.
E já é possível notar melhorias no andamento desses processos. Segundo Genildo Lins, no mês de setembro foram concluídos os processos de consignação de 19 emissoras, contra 3 processos finalizados entre janeiro e agosto deste ano. “A partir de agosto, implementamos mudanças que simplificaram o processo”, afirma.
RTVs
O próximo passo no processo de digitalização da televisão no Brasil é a mudança para as retransmissoras (RTVs). O prazo para que as RTVs iniciem o processo de consignação no MiniCom termina no próximo ano, mas 1.700 já deram início ao processo, num universo de 6.000 emissoras em todo o Brasil.
De acordo com dados da Secretaria de Serviços de Comunicação Eletrônica, 20 RTVs já estão consignadas e a meta é encerrar o ano de 2012 com 2.000 consignações concluídas para esse tipo de serviço.
Interatividade
O decreto que estabeleceu o sistema de TV digital no Brasil abriu a possibilidade de interatividade nas transmissões. Isso quer dizer que o telespectador poderá usar seu aparelho de TV para consultar saldo bancário, agendar consultas médicas, consultar a previsão do tempo, informações de trânsito e comprar produtos. Para possibilitar essas interações, pesquisadores brasileiros desenvolveram o Ginga, uma ferramenta que vai permitir a interatividade na TV digital brasileira.
O governo está trabalhando para incluir o Ginga nos aparelhos de televisão fabricados no Brasil. Atualmente, nem todos os aparelhos saem de fábrica prontos para a interatividade. A expectativa é de que no próximo ano, 75% dos televisores já saiam das fábricas com o middleware de interatividade instalado. Em 2013, esse percentual alcançaria 100% dos aparelhos.
A medida está tramitando no Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior.
Fonte: AdNews
sexta-feira, 21 de outubro de 2011
quinta-feira, 20 de outubro de 2011
Brasil tem a banda larga mais cara do mundo
O Brasil tem a banda larga - fixa e móvel - mais cara do mundo e com custo muito acima do praticado em países emergentes e até mesmo com economias menos desenvolvidas, revela estudo da UNCTAD(Conferência das Nações Unidas sobre Comércio e Desenvolvimento), da ONU(Organização das Nações Unidas), divulgado nesta quarta-feira, 19/10.
De acordo com estudo, divulgado no país pelo Comitê Gestor da Internet, o custo do mbps móvel está em US$ 51, enquanto no Quênia fica em US$ 4 e na Turquia, US$3. Na banda larga fixa brasileira, o custo do megabit está estimado em US$ 61.
"A telefonia celular no Brasil segue sendo a mais cara do mundo apesar da redução de 17% constada do ano passado para cá. Mas os nossos preços ficam muito além do cobrado mundialmente. E o celular é a ferramenta de inclusão e de acesso", afirma Carlos Afonso, do Comitê Gestor da Internet, que colaborou com a pesquisa da ONU, enviando dados de pesquisas como TIC Empresas e TIC Domícilios, realizadas no país.
Segundo os dados divulgados pela ONU/UNCTAD, mesmo que o Brasil desonerasse o serviço de banda larga - uma reivindicação antiga das operadoras - o custo do megabit móvel - US$ 51 (cerca de R$ 90,00 com o dólar a R$ 1,75) - ficaria muito acima do cobrado em países com situações econômicas inferiores a nossa. Panorama semelhante na banda larga fixa - US$ 61.
"Entre as oito maiores economias, o Brasil é o mais caro disparado. Precisamos rever muitas questões em telecom. Podemos garantir que a Telefonia, e a banda larga entra nessa questão porque são serviço das teles, é a grande vilã para o desenvolvimento das TICs no país", diz Carlos Afonso.
Para se ter uma ideia, o custo do megabit móvel no Quênia, na África, é de US$ 4. No Marrocos é de US$ 7. No Vietnam fica em US$ 2 e na Turquia, US$ 3. "A diferença é gritante", sustenta Carlos Afonso. Outro dado a ser levado em conta é a velocidade de conexão ofertada ao consumidor.
Enquanto no Brasil, é de 1 Mbps, no Quênia, esse índice chega a 7,2 Mbps, mesma velocidade encontrada no Sri Lanka e na Turquia. No Vietnam, a velocidade é menor, mas chega a 3,6 Mbps. "A Internet móvel está muito distante do cidadão brasileiro. Muito pouca gente usa a Internet de fato. Os celulares têm internet, mas o cidadão não usa. Hoje é um serviço de rico", observa Carlos Afonso.
Na banda larga fixa o cenário não é diferente. O preço encontrado para o Brasil para o pacote ilimitado foi de US$ 31,31 (R$ 54,79 com o dólar a R$ 1.75), para uma velocidade de 512 Kbps. O estudo apura ainda um custo do MBps fixo de US$ 61 no Brasil.
Na Turquia, com uma velocidade de 1Mbps - o dobro da constatada no Brasil - o custo do pacote fixo sai a US$ 30. No Vietnam, com velocidade de 1,5 Mbps, o custo do pacote sai a US$ 8.72. O preço do megabit nesses países são, respectivamente, US$ 30 e US$ 6. A pesquisa sobre dados da telefonia móvel é feita pela Fundação Nokia, na Finlândia.
No ano passado, a divulgação desses dados da ONU/UNCTAD já causou polêmica no Brasil. As teles reagiram ao estudo que apontava a telefonia móvel nacional como a mais cara do mundo.
Por meio do SindiTelebrasil, elas declaram que 'a cesta considerada pela UNCTAD está longe de refletir o perfil médio de utilização da telefonia celular no Brasil". Dessa vez, o estudo focou na banda larga, e no caso do país, segundo o Comitê Gestor foram levados em conta dados do IBGE, dos estudos da própria entidade e do SEBRAE.
De acordo com estudo, divulgado no país pelo Comitê Gestor da Internet, o custo do mbps móvel está em US$ 51, enquanto no Quênia fica em US$ 4 e na Turquia, US$3. Na banda larga fixa brasileira, o custo do megabit está estimado em US$ 61.
"A telefonia celular no Brasil segue sendo a mais cara do mundo apesar da redução de 17% constada do ano passado para cá. Mas os nossos preços ficam muito além do cobrado mundialmente. E o celular é a ferramenta de inclusão e de acesso", afirma Carlos Afonso, do Comitê Gestor da Internet, que colaborou com a pesquisa da ONU, enviando dados de pesquisas como TIC Empresas e TIC Domícilios, realizadas no país.
Segundo os dados divulgados pela ONU/UNCTAD, mesmo que o Brasil desonerasse o serviço de banda larga - uma reivindicação antiga das operadoras - o custo do megabit móvel - US$ 51 (cerca de R$ 90,00 com o dólar a R$ 1,75) - ficaria muito acima do cobrado em países com situações econômicas inferiores a nossa. Panorama semelhante na banda larga fixa - US$ 61.
"Entre as oito maiores economias, o Brasil é o mais caro disparado. Precisamos rever muitas questões em telecom. Podemos garantir que a Telefonia, e a banda larga entra nessa questão porque são serviço das teles, é a grande vilã para o desenvolvimento das TICs no país", diz Carlos Afonso.
Para se ter uma ideia, o custo do megabit móvel no Quênia, na África, é de US$ 4. No Marrocos é de US$ 7. No Vietnam fica em US$ 2 e na Turquia, US$ 3. "A diferença é gritante", sustenta Carlos Afonso. Outro dado a ser levado em conta é a velocidade de conexão ofertada ao consumidor.
Enquanto no Brasil, é de 1 Mbps, no Quênia, esse índice chega a 7,2 Mbps, mesma velocidade encontrada no Sri Lanka e na Turquia. No Vietnam, a velocidade é menor, mas chega a 3,6 Mbps. "A Internet móvel está muito distante do cidadão brasileiro. Muito pouca gente usa a Internet de fato. Os celulares têm internet, mas o cidadão não usa. Hoje é um serviço de rico", observa Carlos Afonso.
Na banda larga fixa o cenário não é diferente. O preço encontrado para o Brasil para o pacote ilimitado foi de US$ 31,31 (R$ 54,79 com o dólar a R$ 1.75), para uma velocidade de 512 Kbps. O estudo apura ainda um custo do MBps fixo de US$ 61 no Brasil.
Na Turquia, com uma velocidade de 1Mbps - o dobro da constatada no Brasil - o custo do pacote fixo sai a US$ 30. No Vietnam, com velocidade de 1,5 Mbps, o custo do pacote sai a US$ 8.72. O preço do megabit nesses países são, respectivamente, US$ 30 e US$ 6. A pesquisa sobre dados da telefonia móvel é feita pela Fundação Nokia, na Finlândia.
No ano passado, a divulgação desses dados da ONU/UNCTAD já causou polêmica no Brasil. As teles reagiram ao estudo que apontava a telefonia móvel nacional como a mais cara do mundo.
Por meio do SindiTelebrasil, elas declaram que 'a cesta considerada pela UNCTAD está longe de refletir o perfil médio de utilização da telefonia celular no Brasil". Dessa vez, o estudo focou na banda larga, e no caso do país, segundo o Comitê Gestor foram levados em conta dados do IBGE, dos estudos da própria entidade e do SEBRAE.
Fonte: Convergência Digital
Congresso se movimenta para reativar Conselho de Comunicação Social
Caminha a passos velozes um movimento para reativação do Conselho de Comunicação Social (CCS) do Congresso. O órgão, criado pela Constituição de 1988 e regulamentado em 1991, funcionou apenas a partir de 2002 e teve suas atividades interrompidas em 2006, por falta de indicação dos nomes, o que cabe ao presidente do Congresso (e também do Senado). Segundo apurou este noticiário, a pressão para reativação do órgão, que começou pelas entidades de democratização da comunicação no final de 2010, ganhou recentemente o apoio de setores ligados às empresas de comunicação e radiodifusão. A reativação do Conselho nesse momento tem como pano de fundo o fato de que a regulamentação da Lei de Serviço de Acesso Condicionado (SeAC), que estabeleceu as novas regras do setor de TV paga, deve necessariamente passar pelo crivo do Congresso, que não tem poder de veto, mas pode recomendar mudanças. Tanto a regulamentação da Anatel quanto a da Ancine devem passar pelo Conselho, que funcionaria assim como mais um filtro e espaço de discussão das propostas.
Para ser reativado, os nomes indicados para o CCS precisam ser aprovados em sessão do Congresso. A última ocorreu no final de setembro e por muito pouco o Conselho de Comunicação Social não foi incluído na pauta, segundo fontes do Senado. A próxima sessão, para discutir projetos de créditos suplementares e adicionais, deve acontecer nesta quinta, dia 20, mas ainda não há a previsão de que o CCS entre na pauta. Segundo informou a coordenação legislativa do Congresso, já está tudo pronto para que o encaminhamento da votação seja feito, mas aguarda-se uma orientação da presidência sobre colocar o assunto ou não em votação.
Segundo apurou este noticiário, a grande dificuldade é a definição dos nomes que vão integrar o conselho, sobretudo os representantes da sociedade civil. Isso porque existe um certo equilíbrio entre os representantes do setor empresarial e entre os setores mais ligados a sindicatos de trabalhadores e categorias profissionais da área de comunicação. O que faz o Conselho pender para um lado ou para outro são os representantes da sociedade. O que se sabe é que os nomes sondados pela Câmara para comporem algumas das vagas são todos da sociedade civil sem nenhum vínculo com as empresas. Já os nomes ligados ao Senado seriam mais ligados ao setor empresarial.
Outra polêmica é sobre quem seria o presidente. O senador José Sarney (PMDB/AP), presidente do Congresso, defende que Arnaldo Niskier, o último presidente do CCS, volte a ocupar o cargo, mas sua gestão diante do Conselho foi considerada ruim por muitos setores, inclusive empresariais. Fontes ligadas aos movimentos de democratização dizem, inclusive, que a condução desbalanceada de Niskier foi uma das causas de o Conselho ter sido esvaziado.
As entidades de democratização da comunicação apoiam a reativação do Conselho, mesmo apostando que o setor empresarial está mais preocupado com a discussão da regulamentação da TV por assinatura do que com a manutenção de um ambiente transparente e perene de discussão . A condição é apenas que a composição seja equilibrada e que o presidente seja um nome forte, com legitimidade em todos os setores e que não pese na balança para o lado empresarial.
Fonte: Tela Viva
Para ser reativado, os nomes indicados para o CCS precisam ser aprovados em sessão do Congresso. A última ocorreu no final de setembro e por muito pouco o Conselho de Comunicação Social não foi incluído na pauta, segundo fontes do Senado. A próxima sessão, para discutir projetos de créditos suplementares e adicionais, deve acontecer nesta quinta, dia 20, mas ainda não há a previsão de que o CCS entre na pauta. Segundo informou a coordenação legislativa do Congresso, já está tudo pronto para que o encaminhamento da votação seja feito, mas aguarda-se uma orientação da presidência sobre colocar o assunto ou não em votação.
Segundo apurou este noticiário, a grande dificuldade é a definição dos nomes que vão integrar o conselho, sobretudo os representantes da sociedade civil. Isso porque existe um certo equilíbrio entre os representantes do setor empresarial e entre os setores mais ligados a sindicatos de trabalhadores e categorias profissionais da área de comunicação. O que faz o Conselho pender para um lado ou para outro são os representantes da sociedade. O que se sabe é que os nomes sondados pela Câmara para comporem algumas das vagas são todos da sociedade civil sem nenhum vínculo com as empresas. Já os nomes ligados ao Senado seriam mais ligados ao setor empresarial.
Outra polêmica é sobre quem seria o presidente. O senador José Sarney (PMDB/AP), presidente do Congresso, defende que Arnaldo Niskier, o último presidente do CCS, volte a ocupar o cargo, mas sua gestão diante do Conselho foi considerada ruim por muitos setores, inclusive empresariais. Fontes ligadas aos movimentos de democratização dizem, inclusive, que a condução desbalanceada de Niskier foi uma das causas de o Conselho ter sido esvaziado.
As entidades de democratização da comunicação apoiam a reativação do Conselho, mesmo apostando que o setor empresarial está mais preocupado com a discussão da regulamentação da TV por assinatura do que com a manutenção de um ambiente transparente e perene de discussão . A condição é apenas que a composição seja equilibrada e que o presidente seja um nome forte, com legitimidade em todos os setores e que não pese na balança para o lado empresarial.
Fonte: Tela Viva
quarta-feira, 19 de outubro de 2011
TV e internet são complementares, diz Google
A internet como complemento da TV. É assim que o Google vê a relação entre publicidade online e offline, uma completa a outra de acordo com Henrique de Castro, presidente de Mídia, Mobilidade e Plataformas do Google.
De acordo com Castro, sites do Google como Orkut e o YouTube mais parceiros somam 95% da audiência da internet no Brasil. Cerca 80 milhões de brasileiros estão na internet.
Os segmentos jovens chegam a representar até 75% do total do público. "A TV está perdendo cobertura na camada jovem", afirmou o executivo, que defende a importância entre a complementaridade entre TV e internet. "Oferecemos uma audiência enorme aqui."
Além disso, há intenções de colocar anúncios nos displays. "Queremos permitir a inteligência das buscas no display", disse Castro. Assim que a empresa faz um anúncio no formato de link patrocinado ela seleciona as palavras-chave que vão acompanhar os anúncios nas buscas. A intenção é fazer com que o link seja relevante para quem está pesquisando no buscador.
Desta maneira, é possível segmentar anúncios de display e a audiência de acordo com perfil e contexto para conseguir resultados semelhantes aos das busacas, afirmou o presidente do Google.
O YouTube é uma “carta na manga” do Google nessa briga. Especialistas dos Estados Unidos costumam fazer comparações sobre o baixo preço dos anúncios na internet e os altos da televisão ou impresso. Chegam a falar em "dólares tradicionais e centavos digitais".
Porém, Castro não concorda com tal afirmação. Ele diz que a audiência do vídeo online não é menos valorizada economicamente e que "os preços são bem similares." Ele ainda mostrou estudos que mostram que as campanhas na internet são mais eficazes. As publicidades online visualizadas duas vezes têm o mesmo efeito que as de TV vistas sete vezes.
O motivo, segundo ele, é que os usuários estão mais próximos da tela quando têm contato com os anúncios pelo ciberespaço. Além disso, o meio online é possibilita mais direcionamento para o perfil de quem assiste.
No trabalho em display estão inclusos eventos patrocinados em vídeo (shows apresentados no Orkut, por exemplo). "É uma plataforma social de entretenimento", disse Castro.
Para Castro, os jovens não vão deixar de ver TV, mas a internet faz com que a televisão passe a ser cada vez mais personalizada. "O seu canal pessoal só vai vender o que é relevante para você", explicou.
À medida que a TV for se tornando mais digital, diferenças entre a publicidade tradicional e online vão desaparecendo. "A publicidade deixa de estar vinculada do conteúdo que está sendo mostrado, e passa a ser definida de acordo com o perfil do espectador", disse ele.
Fote: AdNews
De acordo com Castro, sites do Google como Orkut e o YouTube mais parceiros somam 95% da audiência da internet no Brasil. Cerca 80 milhões de brasileiros estão na internet.
Os segmentos jovens chegam a representar até 75% do total do público. "A TV está perdendo cobertura na camada jovem", afirmou o executivo, que defende a importância entre a complementaridade entre TV e internet. "Oferecemos uma audiência enorme aqui."
Além disso, há intenções de colocar anúncios nos displays. "Queremos permitir a inteligência das buscas no display", disse Castro. Assim que a empresa faz um anúncio no formato de link patrocinado ela seleciona as palavras-chave que vão acompanhar os anúncios nas buscas. A intenção é fazer com que o link seja relevante para quem está pesquisando no buscador.
Desta maneira, é possível segmentar anúncios de display e a audiência de acordo com perfil e contexto para conseguir resultados semelhantes aos das busacas, afirmou o presidente do Google.
O YouTube é uma “carta na manga” do Google nessa briga. Especialistas dos Estados Unidos costumam fazer comparações sobre o baixo preço dos anúncios na internet e os altos da televisão ou impresso. Chegam a falar em "dólares tradicionais e centavos digitais".
Porém, Castro não concorda com tal afirmação. Ele diz que a audiência do vídeo online não é menos valorizada economicamente e que "os preços são bem similares." Ele ainda mostrou estudos que mostram que as campanhas na internet são mais eficazes. As publicidades online visualizadas duas vezes têm o mesmo efeito que as de TV vistas sete vezes.
O motivo, segundo ele, é que os usuários estão mais próximos da tela quando têm contato com os anúncios pelo ciberespaço. Além disso, o meio online é possibilita mais direcionamento para o perfil de quem assiste.
No trabalho em display estão inclusos eventos patrocinados em vídeo (shows apresentados no Orkut, por exemplo). "É uma plataforma social de entretenimento", disse Castro.
Para Castro, os jovens não vão deixar de ver TV, mas a internet faz com que a televisão passe a ser cada vez mais personalizada. "O seu canal pessoal só vai vender o que é relevante para você", explicou.
À medida que a TV for se tornando mais digital, diferenças entre a publicidade tradicional e online vão desaparecendo. "A publicidade deixa de estar vinculada do conteúdo que está sendo mostrado, e passa a ser definida de acordo com o perfil do espectador", disse ele.
Fote: AdNews
TVs conectadas chegam a 42 milhões de lares nos EUA e Europa
O impulso na indústria de TVs conectadas ao longo dos últimos dois anos foi revelado em um novo relatório da Strategy Analytics, que aponta que os dispositivos estão em 42 milhões de lares em toda a Europa e Estados Unidos.
Baseado em uma pesquisa feita junto a 4,8 mil entrevistados, o relatório "Multiscreen Connected TV: Assessing Device Usage and Ownership", mostrou que, além da tela da TV, o PC ainda é o dispositivo mais importante para o acesso aos serviços de TV online. Apesar da rápida adoção mundial, tablets e smartphones não são tão populares como plataformas para acessar canais de TV online.
Todavia, a análise reconhece que os tablets provavelmente se tornarão mais importantes. Além disso, a análise também aponta que há significativas diferenças regionais entre os dois territórios quando se tratava de conteúdo de TV online.
Por exemplo, 20% dos entrevistados estadunidenses assistiram conteúdo de TV online em suas telas de TV no mês passado, em comparação com apenas 10% dos europeus. A análise aponta que isto é um reflexo da força dos serviços over-the-top (OTT) como Netflix e Hulu, presentes nos EUA. Outro dado relevante é que a forma mais popular de conectar as TVs à Internet nos Estados Unidos é através de um console de games (e não de smart TVs, ainda), enquanto que os europeus preferem ligar um PC à TV usando um cabo HDMI. Em ambos os territórios o uso de players Blu-ray conectados à Internet para receber conteúdos streaming é significativo.
"Estes resultados têm implicações importantes para os provedores de conteúdo, fabricantes de aparelhos e operadores de rede", comenta o autor do relatório David Mercer. "Eles demonstram que os telespectadores estão preparados para fazer algum esforço para assistir seus programas de televisão preferidos ou filmes na tela grande. Apesar dos desafios técnicos, muitas pessoas querem ser livres das amarras dos serviços de televisão tradicionais e ter o conteúdo disponível quando e onde quiserem e com um preço que estão dispostos para pagar."
Fonte: Tela Viva
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