terça-feira, 4 de maio de 2010

Cepos Debates em Teresina

No próximo dia 6 acontece na Universidade Federal do Piaui (UFPI), em Teresina, mais um encontro Cepos Debates. A atividade será no auditório do Centro de Tecnologia (CT), às 16 horas.

O evento está sendo promovido pelo Grupo de Pesquisa Comunicação, Economia Política e Diversidade (COMUM), coordenado pela professora Jacqueline Dourado. "Com o evento pretendemos estabelecer um fórum de relações entre as universidades, pesquisadores e angulações teóricos-metodológicas, com vistas a avançar na investigação científica no campo da Comunicação", declara a coordenadora.

Na ocasião será debatido o tema "Padrão Técnico Estético Alternativo na Fase da Multiplicidade da Oferta", com a participação dos professores Dr. Valério Cruz Brittos (UNISINOS), Ms. Ricardo Verniere (UESPI), Msª Maria Helena Almeida de Oliveira (CEUT) e Dra. Jacqueline Dourado (UFPI/COMUM).

O evento será aberto para estudantes de graduação e pós-graduação de Comunicação da UFPI e demais instituições, e para alunos de áreas afins, como Ciências Sociais, Economia e História.

segunda-feira, 3 de maio de 2010

SIP condena impunidade no Dia Internacional da Liberdade de Imprensa

A Sociedade Interamericana de Imprensa (SIP) expressou hoje seu pesar pelos 26 jornalistas assassinados e sete desaparecidos nos últimos 12 meses na América, ao mesmo tempo em que condena a "violência e impunidade" contra a imprensa.

"A violência contra os jornalistas e a impunidade na maioria dos casos é a preocupação máxima da SIP nestes momentos", disse à Agência Efe Ricardo Trotti, diretor do Instituto de Liberdade de Imprensa da SIP, por ocasião da comemoração do Dia Internacional da Liberdade de Imprensa.

O presidente da SIP, Alejandro Aguirre, expressou em comunicado sua solidariedade aos "jornalistas caídos no exercício de seu dever" e a seus familiares, amigos e colegas. "Seguiremos nos esforço na luta contra a violência e a impunidade e na defesa do direito de todo cidadão de estar informado", assinalou Aguirre.

A SIP informou que começa hoje um curso de três meses de duração, organizado em colaboração com a Universidade Autônoma do México, com o qual quer dotar os jornalistas de "novas ferramentas que os ajude a serem profissionais melhores" e previna assim possíveis ataques.

Além disso, a SIP manterá encontros com editores do México, "um dos países em que a imprensa é mais afetada pelo crime organizado", a fim de que sirva como incentivo para que o Governo "gere mudanças legais e jurídicos necessários para blindar a liberdade de imprensa e de expressão".

Aguirre ressaltou os avanços processuais registrados contra assassinos de jornalistas, com a condenação de sete pessoas: cinco no Brasil, uma na Colômbia e outra no México.

Ele lembrou que acabam de apresentar ao presidente hondurenho, Porfirio Lobo, uma série de recomendações para combater a violência contra jornalistas, que resultou na morte de sete jornalistas no país centro-americano nos últimos 12 meses.

"No dia de hoje, 100 responsáveis de assassinatos de jornalistas (94 autores materiais e 6 intelectuais) estão pagando (na América) as consequências de seus atos atrás das grades", destacou.

"Além de reconhecer os esforços em vários países, não podemos cruzar os braços. Na Colômbia, por exemplo, onde se reduziram notavelmente os assassinatos contra jornalistas, detectamos que há 16 casos arquivados ou suspensos que se encontram em mãos de distintas procuradorias ao redor do país e com poucas esperanças de Justiça", ressaltou.

Na próxima assembleia geral da SIP, que será realizada em novembro em Mérida, no estado mexicano de Iucatã, a organização seguirá "desenvolvendo estratégias e táticas de investigação, legais e educativas, contra este flagelo contra o jornalismo nas Américas".

A SIP publicou os nomes de todos os jornalistas que foram assassinados nos últimos 12 meses ou estão desaparecidos até o momento no continente.

Trata-se de 14 jornalistas mexicanos assassinados e sete desaparecidos. Outros sete jornalistas foram assassinados em Honduras, três na Colômbia, um em El Salvador e outro na Guatemala.

Fonte: Portal Terra/ Agência EFE

A lógica do Twitter

Quando a História pode estar escrita em 140 caracteres

Os usuários do Twitter atualmente transmitem cerca de 55 milhões de tweets por dia. Em apenas quatro anos, foram acumuladas cerca de 10 bilhões dessas mensagens breves.

Algumas são pura baboseira. Mas, reunidas, elas provavelmente serão de valor considerável para futuros historiadores. Elas contêm mais observações, registradas na mesma época por mais pessoas, do que jamais foi preservado em qualquer meio.

“O Twitter representa dezenas de milhões de usuários ativos. Não existe arquivo com dezenas de milhões de diários”, disse Daniel J. Cohen, um professor associado de história da Universidade George Mason e co-autor de um livro de 2006, “Digital History”. Além disso, ele disse: “O Twitter representa o momento, é onde as pessoas são mais honestas”.

No mês passado, o Twitter anunciou que doaria seu arquivo de mensagens públicas para a Biblioteca do Congresso, assim como forneceria atualizações contínuas.

Vários historiadores disseram que a herança tem um tremendo potencial. “Minha reação inicial foi, ‘quando você olha tweet por tweet, parece um lixo’, disse Amy Murrell Taylor, uma professora associada de história da Universidade Estadual de Nova York, em Albany. “Mas poderia ser realmente valioso se visto coletivamente.”

Taylor está trabalhando em um livro sobre escravos fugitivos durante a Guerra Civil; o projeto envolve montanhas de documentos em papel. “Eu não tenho uma ferramenta de busca para peneirá-los”, ela disse.

O arquivo do Twitter, que “nasceu digital”, como dizem os arquivistas, será facilmente pesquisável por máquina –diferente das cartas de família e diários que estão empoeirando nos sótãos.

Como um registro escrito, os tweets estão muito próximos dos pensamentos originais. “A maioria de nossas fontes é escrita após o fato, mediada pela memória –às vezes uma memória falsa”, disse Taylor. “E os jornais são mediados pelos editores. Os tweets levam você exatamente ao momento de uma forma como nenhuma outra fonte faz. Isto é o que é mais empolgante.”

As mensagens do Twitter preservam relatos de testemunhas de uma variedade extraordinária de eventos por todo o planeta. “No passado, algumas pessoas eram capazes, no local, de escrever ou esboçar algo como testemunha de um evento, como o enforcamento de John Brown”, disse William G. Thomas 3º, um professor de história da Universidade de Nebraska-Lincoln. “Mas esse é um registro histórico raro, excepcional.”

Dez bilhões de mensagens de Twitter ocupam pouco espaço de armazenamento: cerca de cinco terabytes de dados. (Um disco rígido de dois terabytes pode ser encontrado por menos de US$ 150.) E o Twitter diz que o arquivo será um pouco menor quando for enviado para a biblioteca. Antes de transferi-lo, a empresa removerá as mensagens dos usuários que optaram por designar sua conta como “protegida”, para que apenas pessoas que obtêm sua permissão explícita possam acompanhá-las.

Um usuário do Twitter também pode optar por usar um pseudônimo e não compartilhar qualquer informação que o identifique pessoalmente. O Twitter também não adiciona tags de identidade para associar seus usuários a pessoas reais.

Cada mensagem é acompanhada por algumas poucas informações complementares, como o número de seguidores que o autor tinha no momento e quantos usuários o autor estava seguindo. Apesar de Cohen ter dito que seria útil para um historiador saber quem são os seguidores e os seguidos, essa informação não está incluída no próprio tweet.

Mas não há nada privado sobre quem segue quem entre os usuários das contas públicas, desprotegidas, do Twitter. Esta informação está exibida tanto no próprio site do Twitter quanto nos aplicativos desenvolvidos por terceiros, que o Twitter permite que explorem seu banco de dados.

Alexander Macgillivray, o diretor jurídico geral do Twitter, disse: “Desde o início, o Twitter é um serviço público e aberto”. A política de privacidade do Twitter declara: “Nossos serviços são principalmente voltados a ajudar você a compartilhar informação com o mundo. Grande parte da informação que você nos fornece é informação que você nos pede para tornar pública”.

Macgillivray acrescentou: “Este é o motivo, quando revisamos nossa política de privacidade, por termos brincamos com a ideia de chamá-la de nossa ‘política pública’”. Ele disse que era o que empresa faria, mas a lei da Califórnia exigia que a “política de privacidade” fosse chamada dessa forma.

Apesar dos tweets públicos sempre terem sido destinados aos olhos de todos, a Biblioteca do Congresso fica nervosa em se aproximar de algo que possa ser controverso. Martha Anderson, diretora do Programa Nacional de Infraestrutura e Preservação da Informação Digital da biblioteca, disse: “Há preocupação com questões de privacidade a curto prazo e somos sensíveis com essas preocupações”.

A biblioteca manterá um embargo das mensagens por seis meses após sua transmissão original. Se isso não for suficiente para por um fim às questões de privacidade, ela disse: “Nós poderemos filtrar certas coisas ou aguardar um pouco mais para disponibilizá-las”. A biblioteca planeja conceder o acesso ao seu arquivo do Twitter apenas para aqueles que Anderson chamou de “pesquisadores qualificados”.

Mas as restrições da biblioteca ao acesso não importam. Macgillivray, do Twitter, disse que sua empresa também entregará cópias de sue arquivo público ao Google, Yahoo e Microsoft. Essas empresas já recebem instantaneamente o fluxo de mensagens do Twitter. Quando o arquivo de velhos tweets for acrescentado aos seus depósitos de dados, eles terão um conjunto completo, constantemente atualizado, e os usuários não encontrarão um embargo de seis meses.

O Google já oferece aos seus usuários o Replay, uma opção de restringir uma busca por palavra-chave apenas a Tweets e a períodos em particular. Ela pode ser facilmente acessada a partir da página de resultados de busca. (Clique em “mostrar opções”, depois “Atualizações”, depois um período de tempo em particular.)

Uma ferramenta como o Google Replay é de ajuda para se concentrar em um assunto. Mas ele exibe apenas 10 tweets por vez. Para explorar 10 bilhões –vejamos, calculando seis segundos para um rápido exame de cada tela– seriam necessários cerca de 190 anos sem dormir.

Cohen encoraja os historiadores a encontrarem novas ferramentas e métodos para mineração de dados do “registro histórico incrivelmente grande” de tweets. Isso exigirá uma abordagem diferente, ele disse, uma saída diretamente da “história relatada”.

No final, talvez brote qualidade da simples quantidade.

*do New York Times, com tradução de George El Khouri Andolfato.

Fonte: Luis Nassif Online

Unesco comemora Dia Mundial da Liberdade de Imprensa

O Dia Mundial da Liberdade de Imprensa, comemorado em todo mundo no dia 3 de maio, dá destaque, este ano, à importância da liberdade de Informação, como parte integrante e indissociável do direito humano fundamental de liberdade de expressão. O assunto é de especial relevância no Brasil, devido à recente aprovação, pela Câmara dos Deputados, da Lei Geral de Acesso à Informação (PL.5228/2009), que regulamenta o acesso às informações na administração pública.

O projeto de lei, que ainda aguarda apreciação pelo Senado Federal e sanção pelo Presidente da República, representa um grande avanço para a democracia brasileira no sentido de consolidar o compromisso do País com a Declaração Universal dos Direitos Humanos, especialmente o disposto em seu artigo 19.

Em mensagem divulgada por ocasião do Dia Mundial da Liberdade de Imprensa, a Diretora Geral da Unesco, Irina Bokova, enfatizou a importância de se estabelecer mecanismos de regulamentação do acesso à informação e lembrou que a temática é especialmente relevante para os jornalistas, dado o seu significativo papel na vigilância saudável dos Poderes Públicos e no aprofundamento do debate acerca das ações desenvolvidas pelos governos.

“O direito à informação é essencial para defender outros direitos fundamentais, para fomentar a transparência, a justiça e o desenvolvimento. Juntamente com o princípio de liberdade de expressão, o direito à informação funciona como apoio à democracia. É possível que nós não exerçamos, de maneira consciente, o nosso direito a informação. Mas, cada vez que nós lemos um jornal, ligamos a TV ou rádio para ver ou ouvir o noticiário, ou acessamos a Internet, a qualidade daquilo que nós vemos ou ouvimos depende do acesso que esses meios tiveram a informações atualizadas, críveis e precisas”, afirmou Bokova.

Para celebrar a data, a Unesco no Brasil está à frente de uma série de ações junto à mídia brasileira, como debates com jornalistas, campanhas de conscientização e eventos que salientam a importância do direito à informação para uma democracia participativa, um governo transparente e um jornalismo de qualidade.

Dentro dessa programação, na terça-feira (04), o representante da Unesco no Brasil, Vincent Defourny, vai expor a visão da organização sobre o direito à informação na 12ª reunião do Conselho de Transparência Pública e Combate à Corrupção, vinculado à Controladoria-Geral da União. O Conselho de Transparência é de extrema importância para essa agenda, pois tem como finalidade sugerir e debater medidas de aperfeiçoamento dos métodos e sistemas de controle e incremento da transparência na gestão da administração pública.

Além dessas ações, a entidade também apóia iniciativas de outros organizadores, como o spot criado pela Ong Artigo 19 para ser disseminado por rádios de todo país. A Unesco e a Artigo 19 encorajam os produtores de rádio a baixarem gratuitamente o spot e utilizá-lo em sua programação nos próximos dias.

Fonte: UNESCO

Para presidente da RBS, “formas veladas de censura” ameaçam o Brasil

O presidente-emérito da RBS, Jayme Sirostsky, criticou “formas veladas de censura” contra a imprensa que acontecem no Brasil. Em evento realizado na manhã desta segunda-feira (03/05) no Rio de Janeiro, o jornalista contestou decisões judiciais que proíbem os veículos de divulgarem determinadas informações.

“Sob o argumento de que a liberdade de expressão não é um direito absoluto e que o direito à informação não é maior que o direito à privacidade, alguns juízes estão determinado a censura prévia”, afirmou Sirotsky, durante o evento “Liberdade de Expressão”, realizado pela Escola de Magistratura do Estado do Rio de Janeiro.

As propostas do governo de “controle social da mídia” também foram alvo de críticas do jornalista. “A segunda ameaça se esconde atrás do eufemismo ‘controle social da mídia’. Não é a sociedade que quer controlar, é o Estado. (...) A sociedade já nos controla. O cidadão tem o poder de fazer escolhas. Pode pegar o controle remoto e escolher o que quer ver, ouvir, ler”.

Sirotsky também falou sobre as novas tecnologias e os desafios para a liberdade de expressão que elas apresentam. Ele lembrou o caso da última eleição dos EUA, quando a internet foi fundamental para a vitória de Barack Obama.

“No Brasil os partidos já esbarram em obstáculos inesperados. Hackers invadiram sites partidários; (...) nesse fim de semana os jornais noticiaram uma ação do PT contra um site. Nós teremos muito trabalho pela frente”.

Fonte: Comunique-se